O golpe de 1964

1954 nunca mais

marxismo21 nesta página divulga um conjunto de materiais (artigos, documentos, trabalhos acadêmicos, vídeos, filmes etc.) que discute a natureza, o significado e as razões do golpe civil-militar de 1964. Passados quase 50 anos desse evento, nada há a comemorar. O blog – que numa futura edição deverá examinar o período da ditadura militar – busca contribuir para um conhecimento crítico da conjuntura político-social de 1964 e também para lembrar que as lutas pelo “direito à justiça” e pelo “direito à verdade” não podem ser relegadas ou subestimadas pelos democratas progressistas e socialistas no Brasil. Enquanto não for feita justiça às vítimas da violência do Estado e a verdade sobre o golpe e a ditadura militar não for conhecida pelo conjunto da sociedade, a democracia política no Brasil não será sólida e consistente.

 Por último, somos gratos a Diorge Konrad, do conselho consultivo, que colaborou com a organização deste dossiê. Os editores.

Ditadura-Abaixo-a-ditadura

Significado, natureza e polêmicas em torno  do golpe

Versões e controvérsias sobre o golpe de 1964, Carlos Fico acesso
Governo Goulart e o golpe de 1964: memória e historiografia, Lucilia Neves Delgado acesso
O golpe militar de 1964, L.A. Moniz Bandeira acesso
O golpe contra as reformas e a democracia, Caio N. de Toledo acesso
O governo Goulart e o debate historiográfico, Marcelo Badaró acesso
O golpe de 1964: discursos políticos e historiográficos, Rafael Lameira e Diorge Konrad acesso
1964: as falácias do revisionismo, Caio N. de Toledo acesso
1964: o revisionismo historiográfico no Brasil, Demian Melo acesso
Balanço da historiografia sobre o golpe de 1964, Marcos Napolitano acesso
A conjuntura do golpe e a democracia, Marcos Del Roio acesso
As causas políticas da vitória dos golpistas, J. Quartim de Moraes acesso
N. Werneck Sodré: debatendo o golpe e o ISEB, Dênis de Moraes acesso
N. Werneck Sodré e o golpe de 1964, Olga Sodré acesso
O golpe de 1964 no Nordeste, vários artigos  acesso

militarismo-ditadura

A conjuntura do golpe: atores, lutas sociais e político-ideológicas

Quem dará o golpe no Brasil?, livro de Wanderley Guilherme  acesso
Acumulação capitalista e o golpe de 1964, Nildo Viana  acesso
Golpe de 1964: militares brasileiros e o empresariado nacional e norte-americano, Martina Spohr  acesso
A participação dos EUA no golpe de 1964, J. Green e A. Jones  acesso
O papel dos EUA no golpe de 1964, R. Rodrigo  acesso
As multinacionais e o golpe de 1964  acesso
IPES e IBAD na conjuntura do golpe de 1964, Bruna Pastore
Forças Armadas legalistas x movimento sindical, Felipe Demier acesso
O dispositivo militar do governo Goulart, Fabiano Faria  acesso
A luta ideológica no pré-1964: IPES e IBAD, Caio N. de Toledo  acesso
Catolicismo conservador no pré-1964, A. Codato e M. Oliveira  acesso
A ação da OAB no golpe de 1964, Marcos Leme de Mattos  acesso
Representações do golpe na mídia, Flávia Birolli  acesso
Imprensa, jornalistas e o golpe de 1964, João Amado  acesso
Jornais paulistas apoiaram o golpe, Luiz Antônio Dias  acesso
As manchetes da imprensa no golpe de 1964, CartaMaior  acesso
Dossiê: “1964: Cultura e Poder”, Revista DH, PUC-SP  acesso
Artistas e intelectuais nos anos 1960, Marcelo Ridenti  acesso
Os integralistas e o golpe de 1964, Gilberto Calil acesso
Apoio e resistência em Santa Maria (RS), Diorge Konrad  acesso
O golpe de 1964 visto pelo humor crítico, Dislane Moraes  acesso
O golpe nos livros didáticos, Mateus Pereza e Andreza Pereza  acesso
“Era possível abortar o golpe!”, ex-Brig. Rui Moreira Lima  acesso 
Carta de Florestan Fernandes a um militar e outros textos  acesso 
Réquiem para um aniversário, Ruy Guerra acesso

Trabalhos acadêmicos

A Rede da Democracia e o golpe de 1964, Eduardo Gomes Silva acesso
A política econômica de Goulart, Mário Pinto de Almeida acesso
Movimento estudantil e política, João Roberto Martins Filho acesso
A esquerda católica e as reformas de base, Fábio Gavião acesso
O discurso golpista nos documentários do Ipes, Marcos Correa acesso
O caráter de classe do anticomunismo do IPES, Pâmela Deusdará acesso
Brizola e as lutas dos militares subalternos, César Rolim acesso
Teatro político e reforma agrária, Rafael Villas Bôas acesso

21 anos

Vídeos e filmes sobre o golpe de 1964 e a ditadura militar

Depoimento de Gregório Bezerra: política e repressão acesso
Apoio dos EUA ao golpe de 1964 acesso
“Operação Brother Sam” e o golpe de 1964 acesso
Por que o governo Goulart não resistiu? acesso
TV Globo e exaltação da ditadura militar (1975) acesso
Dezenas de vídeos sobre a ditadura militar (Núcleo de Memória) acesso
Filmes do IPES: a preparação do golpe acesso
Cabra marcado pra morrer, Eduardo Coutinho acesso
O dia que durou 21 anos, Flávio Tavares acesso
Jango, Sílvio Tendler acesso
Cidadão Boilesen, Chaim Litewski acesso
 Depoimento sobre a luta armada, Carlos Eugênio Paz acesso

 

 

 

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17 Respostas a O golpe de 1964

  1. Rafael Tubone Magdaleno diz:

    Este site é maravilhoso! O link para o filme “O dia que durou 21 anos” está quebrado, teria como consertar?

    Grato,
    Rafael

    • marxismo21 diz:

      Salve, Rafael,
      grato pelas palavras; lamentamos que os produtores do filme, lançado comercialmente em fins de março de 2013, tenham o retirado do youtube. Os editores

  2. Elisabete Ossig Andrade diz:

    Eu vive nesta época e a história não pode ser apagada ou esquecida deve ser conhecida pelas novas gerações para que Nunca Mais ditadura…

  3. Lorene Figueiredo diz:

    O sitio Marxismo 21 soma na iniciativa de garantir espaço de reflexão marxista e práxis militante com o rigor teórico que o próprio método exige. O Dossiê está excelente! Gostaria de aproveitar e saber se os colegas possuem o documentário recente feito por Alípio Freire ou dispõem de um contato que possa levar a obtenção do mesmo.
    Abraços solidários a todos os integrantes do Marxismo 21.
    Lorene

    • marxismo21 diz:

      Lorene,
      através do link do Núcleo de Memória (disponibilizado no dossiê) vc. pode conseguir um contato com Alípio Freire. Boa sorte e grato pelas palavras,
      Editores

  4. Pingback: O golpe de 1964 em filmes, livros e artigos | novobloglimpinhoecheiroso

  5. reinaldo assis pantaleaõ diz:

    Muito bom.De uma validade histórica extraordinária.parabéns,

  6. Pingback: Especial: significado e natureza do golpe de 1964 | Blog do Renato

  7. Israel de Sá diz:

    Parabéns pela iniciativa, pela publicação do dossiê e pela disponibilização desse material de consulta, muito interessante.
    Trabalho atualmente numa tese de doutorado sobre a produção de uma memória (discursiva) contemporânea da ditadura militar no Brasil, por meio de uma perspectiva da análise do discurso pêcheuxtiana/foucaultiana. O acesso a esse tipo de material, portanto, é muito importante.
    Ainda que não me insira numa perspectiva marxista, a quem tiver interesse tenho um trabalho de mestrado intitulado “Da repressão à abertura política: processos de espetacularização do discurso político”, publicado no site da biblioteca da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

  8. Marcos Francisco Martins diz:

    Muito interessante e útil a publicação. Será uma bela fonte para os trabalhos universitários.

  9. Pingback: As forças sociais que articularam o golpe de 1964 | Marcos Aurélio

  10. José de Lima Soares diz:

    Muito bom, pois possibilita à juventude tomar contato com a literatura sobre o golpe militar de 64. Tenho divulgado para meus alunos e colegas.
    Valeu!
    J. Soares

  11. Jospe Lucas Alves diz:

    Tenho uma opinião sobre a desistência de Jango em abril de 64, de lutar para conservar o Poder que talvez não seja a de muitos. Jango disse que queria evitar o derramamento de sangue, mas não estava se referindo a uma guerra civil, mas à invasão ianque e o que resultaria dela, reforçando os golpistas daqui, que sozinhos não teriam força para instaurar uma republica bananeira, como ocorrera em 1961, quando o Terceiro Exército levantou-se e os gorilas de São Paulo e Rio entregaram os pontos. Eles sozinhos não teriam coragem de se enfrentar em uma guerra civil contra as forças da Legalidade.
    Desta vez, a frota americana ao largo do porto de Vitória, os rios de dinheiros que eles tinham derramado nas campanhas anticomunistas e na compra dos generais golpistas (20.000 dólares para cada um), desta vez era para valer. Agora se sabe que os Estados Unidos estavam dispostos a invadir o Brasil. De quem se valeria o Brasil, se as relações com os soviéticos nunca foram boas, os comunistas sempre estiveram na clandestinidade, mesmo durante o governo de Juscelino e de Jango? Cuba tinha as costas quentes, e a crise dos mísseis demonstrou que os Estados Unidos não eram capazes de invadir nem uma ilha de seis milhões de habitantes, quando a União Soviética estava por trás dela, garantindo sua soberania; mas em um país tão grande como o Brasil, na época com mais de sessenta milhões de habitantes, porém sem o apoio da União Soviética, eles teriam, sim.
    Os Estados Unidos não tomariam conta do Brasil com um golpe de mão, mas uma invasão criaria aqui uma guerra como tantas outras que os ianques tinham provocado e que dessangravam o povo de uma Nação, sem alcançar nunca o território norte-americano. Esta é a minha opinião, que vivi a Legalidade de 1961 e o Golpe de 1964 participando do Movimento Operário e do Partido Comunista. E que comecei a fazer guerrilha desde o dia 2 de abril de 64.

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  14. Roberto diz:

    PARABÉNS! Uma iniciativa, necessária e fundamental!
    Pena que somente as obras de viés marxista são contempladas. Gostaria que toda a produção de qualidade acadêmica reconhecida fosse incorporada ao acervo. Afinal, o golpe e a ditadura compõem juntos um dos mais desastrosos processos políticos pelo qual o Brasil passou. Nesse sentido, todas as análises, mesmo aquelas não marxistas, podem contribuir para pensarmos a história do Brasil.

    • marxismo21 diz:

      grato, Roberto pelas palavras. Sim, é importante que todos analisem e discutam o golpe e a ditadura militar. marxismo21, a partir de uma orientação crítica e teoricamente justificada, edita um material que nem sempre é divulgado pelos meios de comunicação e editoriais.
      Editores

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