marxismo e cultura

PA76

A problemática da produção cultural sob a perspectiva da teoria marxista é objeto deste novo dossiê. “Marxismo e Cultura”, aqui editado, buscou reunir e organizar a produção marxista nacional e estrangeira disponível na internet e em português sobre cinema, teatro, literatura, música e arquitetura. A pesquisa resultou numa listagem de mais de 80 autores e duas centenas de trabalhos, entre artigos, capítulos de livros, obras na íntegra, entrevistas impressas e vídeos. Esclarecemos que a seleção, tanto dos autores quanto das obras, possui lacunas posto que foram selecionados apenas textos e vídeos disponíveis para download gratuito.

Somos gratos a Emiliano César de Almeida, pesquisador do IFCH, Unicamp, pela organização deste valioso e alentado dossiê.

A ilustração desta seção é a maquete da “Torre de Tatlin”, projeto idealizado após a Revolução de Outubro pelo notável escultor russo, Vladimir Tatlin, para a sede da III Internacional em Petrogrado.

Editoria

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I. Autores brasileiros

João Emiliano Fortaleza de AQUINO

Espetáculo, comunicação e comunismo em Guy Debord

Emiliano César de ALMEIDA

Literatura e História

O método crítico de Antonio Candido

Paulo ARANTES

Providências de um crítico literário na periferia do capitalismo

Sentimento da dialética na experiência intelectual brasileira

Adéle Cristina Braga ARAÚJO

Estética em Lukács: reverberações da arte no campo da formação humana

Alexandre Rossato AUGUSTI; Michele NEGRINI

O legado de Guy Debord: reflexões sobre o espetáculo a partir de sua obra

Marcos André de BARROS; Luigi BORDIN

Walter Benjamin e Bertolt Brecht: para uma prática estética contra a barbárie e em defesa da vida

Hermenegildo BASTOS; Isabel BRUNACCI

História literária entre acumulação e resíduo: o eixo Graciliano-Rulfo

Hermenegildo BASTOS

Água brusca: utopia e ameaça na poesia de M. Bandeira

A estética da mercadoria no poema “O açúcar” de Ferreira Gullar

A obra literária como leitura/ interpretação do mundo

“As alvarengas”: relendo os passos de outro modernismo

“Atroadas de máquinas, motores, estrugidos”: lírica e sociedade na poesia de Joaquim Cardozo

Conhecimento e ameaça numa canção de Joaquim Cardoso

Literatura como trabalho e apropriação

O que vem a ser representação literária em situação colonial

Só o literário nó da questão (amplidão e confinamento em Pedro Páramo)

Um antagonismo fecundo: Guimarães Rosa e Graciliano Ramos

Um romance histórico de Leonardo Sciascia

Carlos Eduardo Ornelas BERRIEL

No centenário de George Orwell

Augusto BOAL

Brecht e, modestamente, eu!

Conversa com Augusto Boal: questão de crítica e outras entrevistas 

O que é a cultura?

Que pensa você da arte de esquerda?

Sérgio de CARVALHO

A atualidade de Brecht

Apontamentos sobre Fatzer

A superação do drama

Das vantagens de usar Brecht

Entrevista

Langhoff defende o teatro do escândalo

Nota sobre Bertolt Brecht

Obra expande caráter “laboratorial” de Brecht

O dia posto em cena

O tao do marxismo

Propostas brechtianas para um teatro no centro de São Paulo

Vera CECARELLO

O anagrama de Nael: paradoxos e memória presentes no narrador do romance “Dois irmãos” de Milton Hatoum

Maria Elisa CEVASCO

Momentos da crítica cultural materialista

O sentido da crítica cultural

Danielle CORPAS; Carlos LEAL

Benjamin e Kracauer: algumas passagens

Danielle CORPAS

“Tudo tinha de semelhar um social”. Perspectiva e retórica justificadora no narrador de Grande Sertão: Veredas.

Variações sobre um filme-sinfonia na crítica de Siegfried Kracauer

Iná Camargo COSTA; Paulo ARANTES

Debate no Seminário “Teatro épico e teatro pós-dramático na sociedade do espetáculo”.

Iná Camargo COSTA; Maria Elisa CEVASCO

Terry Eagleton: uma apresentação

Iná Camargo COSTA

A comédia desclassificada de Martins Penna

Antônio José e o teatro do Setecentos

A produção tardia do teatro moderno no Brasil

Entrevista. “Intelectuais têm pavor de revolução”

Fragmentos do encontro com Iná Camargo Costa e José Fernando de Azevedo

Por uma crítica cultural dialética

Sobre a atualidade de Brecht no seu centenário

Stanislavski na cena americana

Teatro de Arena, Marco Zero

Teatro de grupo contra o deserto do mercado

Teatro na luta de classes

Teatro político no Brasil

Ana COTRIM

Reflexos da guinada marxista de Georg Lukács na sua Teoria do Romance

Rodrigo CZAJKA; Miliandre Garcia de SOUZA

Um convite à estética

Rodrigo CZAJKA

Hegemonia cultural de esquerda, marxismo e mercado em Roberto Schwarz

Juarez DUAYER

Lukács e a atualidade da defesa do realismo na estética marxista

Fábio Akcelrud DURÃO

Adorno e Derrida: uma tentativa de aproximação

Alguns fragmentos sobre a literatura da destruição e o “Ulisses”, de James Joyce

As artes em nó

Cadernos Benjaminianos: Número especial em homenagem a Jeanne Marie Ganebin

Crítica da Multiplicidade

Da dialética da intoxicação em “Naked Lunch”, de David Cronenberg

Da politização da desconstrução em Gayatri Spivak

Das aspas invisíveis em “The Dead”, de James Joyce

De volta a Adorno na interpretação da cultura

Do pastiche sobre si: estilo e antropomorfismo no ‘Nausicaa’, de “Ulysses”

Da superprodução semiótica: caracterização e implicações estéticas

Do texto à obra

Duas formas de se ouvir o silêncio: revisitando 4’33

Ecolalias” – A Língua como Esquecimento

Entrevistas com Robert Hullot-Kentor

Fome de Ordem

Giros em falso no debate da Teoria

Impressões de um brasileiro em Nova Délhi

Modernismo e Coerência

O Efeito das Notas

Por uma crítica da multiplicidade nos estudos literários

Rememórias: Entrevistas sobre o Brasil do seculo XX

Sobre a atualidade dos estudos literários hoje

Três ideias para a validade da Dialética do Esclarecimento

Um esquecimento e dois conceitos

Vicissitudes da Perfeição: Resenha de *Labirintos da Aprendizagem*, de Marcos Mazzari

Natália Rizzatti FERREIRA

O pensamento político e social em Quarup, de Antonio Callado

Sérgio FERRO

Arquitetura e luta de classes (entrevista)

Celso FREDERICO

A sociologia da literatura de Lucien Goldmann

Cotidiano e arte em Lukács

Eduardo Luiz Viveiros de FREITAS

Dossiê Brecht

Sheila Cabo GERALDO

“Origem do Drama Alemão”: leitura e tentativa de compreensão das noções de Origem, Redenção, Mônada, Alegoria, Melancolia e Linguagem.

Aristeu Portela JUNIOR

Para compreender a sociedade espetacularizada: revisitando o pensamento de Guy Debord

Geraldo Witeze JUNIOR; Elias NAZARENO

América, lugar da utopia: de Bartolomé de Las Casas a Vasco de Quiroga

Geraldo Witeze JUNIOR

A utopia como gênero de fronteira entre história e literatura

Cultura utópica e o debate histórico social: o caso de Vasco de Quiroga

Onde está o não-lugar? um percurso em busca da utopia

Os muitos caminhos do Quixote: pluralidade de vozes e interpretação

Sancho Pança, governador: utopia e história em Dom Quixote

Vasco de Quiroga e a utopia na América

Milton Esteves JUNIOR

Guy Debord e o cinema, ou a redecomposição do espetáculo

Maria Rita KEHL

O espetáculo como meio de subjetivação

Leandro KONDER

Antonio Candido

A poesia de Brecht e a história

Benjamin e o marxismo

Mário de Andrade

Sérgio Buarque de Holanda

Oswald de Andrade

Walter Benjamin: o marxismo da melancolia

Luiz Renato MARTINS

Economia política da arte moderna/ providências para uma história crítica

O debate entre construtivismo e produtivismo, segundo Nikolay Tarabukin

Outubro outra vez ou as pontes de Petrogrado

A arte entre o trabalho e o valor

Uma crítica dialética nas artes visuais

As longas raízes do formalismo no Brasil

Michael LÖWY

A estrela da manhã: surrealismo e marxismo

Carga explosiva: o surrealismo como movimento romântico revolucionário

Ernest Bloch e Theodor Adorno: luzes do Romantismo

Lukács, Proust e Kafka, de Carlos Nelson Coutinho

Carlos Eduardo Jordão MACHADO

Walter Benjamin: crítica à ideia do progresso, história e tempo messiânico

Iraldo Alberto Alves MATIAS

Projeto e revolução: do fetichismo à gestão, uma crítica à teoria do design

Projeto, utopia e revolução: introdução ao debate entre “urbanistas” e “desurbanistas” soviéticos

Priscila MATSUNAGA

Cultura e política: o trabalho de Boal

Rodrigo de Negreiros MOURA; Irenísia Torres de OLIVEIRA

Walter Benjamin e o Surrealismo

Daniela MUSSI

Bolívar, Goya: o político e o artista diante da revolução burguesa

Dilemas interpretação como atividade crítica: Quentin Skinner e Antonio Gramsci

Literatura e política nos Cadernos do Cárcere

Política e cultura: Antonio Gramsci e os socialistas italianos

Política e literatura nos Cadernos do Cárcere: notícias de uma pesquisa

Rodrigo Alves do NASCIMENTO

A “alma russa” como espetáculo

O encontro de Tchékhov com o Oficina: desbunde, política e algumas contradições.

Maria Neli Costa NEVES

Influências e convergências: Brecht, Artaud, Glauber Rocha

Marcelo Brice Assis NORONHA

Crítica e realização: aspectos machadianos

Marxismo e estética: esboço de algumas relações

Maurício Miranda dos Santos OLIVEIRA

Marcuse e Jameson: da cultura afirmativa ao Pós-modernismo

Rainer PATRIOTA

A relação sujeito-objeto na Estética de Georg Lukács: reformulação e desfecho de um projeto interrompido.

Ricardo Prestes PAZELLO

Adolfo Sánchez Vázquez: marxismo criativo entre a utopia e a estética

Alexandre PILATI

O poeta nacional sem nação: impasses da formação do Brasil na lírica de Carlos Drummond de Andrade.

Alcides Freire RAMOS

Bertolt Brecht e o cinema alemão dos anos 1920

Luciana REQUIÃO

O valor econômico da cultura: um debate sobre formas de apropriação do conceito de cultura

Luís Távora Furtado RIBEIRO; Marcus Flávio Alexandre da SILVA

Prólogo da Estética de Lukács: um esboço para apresentação

Pablo Alexandre Gobira de Souza RICARDO

Guy Debord, jogo e estratégia: uma teoria crítica da vida

Marcelo Siqueira RIDENTI

A canção do homem enquanto seu lobo não vem: a agitação cultural e a opção pela revolução brasileira, 1964-69.

Entrevista: “Sibila debate 64: Marcelo Ridenti”

Márcia Regina RODRIGUES

Algumas considerações sobre o teatro épico de Brecht

Daniela Vieira dos SANTOS

As representações da “crise” da canção no projeto estético ideológico de Caetano Veloso: uma análise do álbum Circuladô Vivo (1992)

Brasilidade revolucionária: um século de cultura e política (resenha)

Não vá se perder por aí: a trajetória dos Mutantes

O nacional-popular no projeto estético de Caetano Veloso

Roberto SCHWARZ

Antonio Candido, um verbete

As ideias fora do lugar

Brincalhão, mas não ingênuo

Cultura e política, 1964-1969

Entrevista IEntrevista II

Entrevista III

Entrevista IV (vídeo)

Forma excêntrica de luta de classes

Leituras em competição

Nacional por subtração

Que horas são?: ensaios.

Sentimento íntimo do país (vídeo)

Sequências brasileiras

Um mestre na periferia do capitalismo

19 princípios para a crítica literária

Andréa Túbero SILVA

Guy Debord: antes e depois do espetáculo

Arlenice Almeida da SILVA

O lirismo em György Lukács

O símbolo esvaziado: a Teoria do Romance do jovem György Lukács

Carlos Augusto Moraes SILVA

Um charlatão ou um negador? Questões sobre o narrador e a representação do outro de classe em A hora da estrela de Clarice Lispector.

Marcos Henrique SILVA

Pintura realista russa no século XX – a construção da realidade proletária

Leandro Candido de SOUZA

Avessos da dialética: Adorno, Lukács e o realismo no século XX

Catarina VAZ

A sociedade do espetáculo – belo e contemplação

Carla Prado Lima Silveira VILELA

Trabalho, Linguagem e Literatura

Thyago  Marão VILLELA

Leon Trotsky e André Breton: os caminhos cruzados antes do Manifesto da FIARI (1938)

Ismail XAVIER

Cinema político e gêneros tradicionais: a força e os limites da matriz melodramática

Corrosão social, pragmatismo e ressentimento: vozes dissonantes no cinema brasileiro de resultados.

Da violência justiceira à violência ressentida

Entrevista I

Entrevista II

Entrevista III

Indagações em torno de Eduardo Coutinho e seu diálogo com a tradição moderna

O olho mágico, o abrigo e a ameaça: convulsões – Ruy Guerra filma Chico Buarque

Os deuses e os mortos: maldição dos deuses ou maldição da história?

Paulo Emilio e o estudo do Cinema

Um cinema da crueldade: o cine “underground” de Júlio Bressane

II. Marx e Engels e autores marxistas

Karl MARX e Friedrich ENGELS

Sobre Literatura e Arte

Theodor ADORNO

Notas sobre literatura I

Teoria Estética

Louis ALTHUSSER

O “Picollo”, Bertolazzi e Brecht (notas sobre um teatro materialista)

El conocimiento del arte y la ideología

Cremonini, pintor del abstrato

Sobre Brecht e Marx

Walter BENJAMIN

A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica

Magia e técnica, arte e política.

Obras escolhidas

Bertolt BRECHT

Amplitude e variedade do modo de escrever realista

Estudos sobre teatro

Teoria do rádio

André BRETON; Leon TROTSKY.

Por uma arte revolucionária independente

Guy DEBORD

A sociedade do espetáculo

Os situacionistas e as novas formas de ação na política ou na arte

Antonio GRAMSCI

Os intelectuais e a organização da cultura

György LUKÁCS

A alma e as formas

A relação sujeito-objeto na estética

A Teoria do Romance

Conversando com Lukács

Der Spiegel entrevista o filósofo Lukács

Ensaios sobre Literatura

Entrevista

Estética (Tomos I, II, III e IV)

Goethe e sua época

Introdução a uma estética marxista

Realismo crítico hoje

Vídeos sobre a obra de Lukács

Leon TROTSKY

Literatura e Revolução

III. Críticos marxistas contemporâneos

Aijaz AHMAD

A retórica da alteridade de Jameson e a “alegoria nacional”

Yann BEAUVAIS

A influência de Guy Debord no cinema experimental e na videoarte (parte I)

A influência de Guy Debord no cinema experimental e na videoarte (parte II)

Terry EAGLETON

A Ideia de Cultura

A Ideologia da Estética

As ilusões do pós-modernismo

Depois da teoria: um olhar sobre os Estudos Culturais e o pós-modernismo

Entrevista I

Entrevista II

Entrevista III

Marx estava certo

Marxismo e Crítica Literária

Fredric JAMESON

Filmar O capital?

O fim da temporalidade

O romance histórico ainda é possível?

Pós-modernidade e Sociedade de Consumo

Reificação e utopia na cultura de massa

Sobre a intervenção cultural

Anselm JAPPE

A arte de desmascarar

Douglas KELLNER

A cultura da mídia e o triunfo do espetáculo

Alexander KLUGE

Marx, Joyce e Eisenstein: a abstração mata

Pierre MACHEREY

Para uma teoria de la producción literaria

Leonardo PEGORARO

Ideologia e Estética

Nicolas TERTULIAN

Hartmann e Lukáca: uma aliança fecunda (parte I)

Hartmann e Lukács: uma aliança fecunda (parte II)

Adolfo Sanchez VÁZQUEZ

Convite à estética

Raymond WILLIAMS

Cultura

Marxismo e Literatura

Sites

Revista Atquitextos

 

 

Publicado em Questões conjunturais | Comentários fechados em marxismo e cultura

Octavio Brandão

Octávio Brandão discursando em comício do BOC

Octávio Brandão discursando em comício do BOC

Octavio Brandão foi um pioneiro e contribuiu de forma inovadora no interior do marxismo brasileiro.

Foi um dos precursores da luta pela reforma agrária no país, logo após romper, aos 16 anos de idade, com o catolicismo nas Alagoas do início do século XX. Ao escrever o livro Canais e Lagoas, entre 1916 e 1917, sobre o complexo lagunar Mundaú-Manguaba, também em seu estado natal, poderia ser visto como um dos primeiros ecologistas brasileiros. Em 1923, traduziu da versão francesa preparada por Laura Lafargue a primeira edição do Manifesto do Partido Comunista de Marx e Engels. Em 1925, participou da criação do jornal A Classe Operária, órgão do Partido Comunista do Brasil (PCB) – que ajudava a construir integrando a sua direção. Ao ser eleito, em 1928, pelo Bloco Operário e Camponês (BOC) para o Conselho Municipal da cidade do Rio de Janeiro, tornou-se um dos primeiros representantes comunistas em um órgão representativo do país.

Mas é, sobretudo, por sua obra Agrarismo e industrialismo – ensaio marxista-leninista sobre a revolta de São Paulo e a guerra de classes no Brasil, de 1926, que Octávio Brandão ficará conhecido na pesquisa marxista brasileira – inclusive, como revelam abaixo os textos dedicados à sua interpretação. Conforme o próprio título anuncia, trata-se de uma tentativa pioneira de análise da formação social brasileira apoiada na teoria marxista, e que iria influenciar por muitos anos não apenas a política dos comunistas brasileiros, mas também estudos posteriores de análise marxista. Brandão aborda não apenas aspectos como a geografia, o homem e a terra, como discute aspectos centrais da economia – agrarismo, industrialismo –, relacionando-os com o “Estado burguês agrário”, na tentativa de extrair indicações para a elaboração de uma política transformadora e a definição das alianças a serem feitas pelo proletariado brasileiro.

Nada mais justo e oportuno, portanto, do que este dossiê sobre o legado teórico e político de Octavio Brandão. Textos de sua autoria – entre eles, artigos disponibilizados pela primeira vez na versão digital – e ensaios sobre a obra e trajetória política do marxista alagoano integram este dossiê de marxismo21.

Editoria

I. Textos de Octávio Brandão

A vida política: uma lei sobre a imprensa brasileira, dez.1923

Reação e repressão: carta do Brasil, abril 1924

Uma etapa da história de lutas, jan.1957

A classe operária, 1978

A Penúria da Crítica, 1958

Literatura sem Ideologia? 1960

A Ascensão História do Brasil, 1960

Canais e Lagoas, 1960

Vida Vivida – Recordações, 1961

Pelo Realismo Revolucionário, 1961

O Primado da Natureza – Ciência e Filosofia, 1961

O Brasil Explorado e Oprimido, 1962

O Petróleo e a Petrobrás, 1962

Combates da Classe Operária, 1963

II. Entrevista

Entrevista de Octavio Brandão

III. Textos sobre a obra e trajetória política

Uma memória silenciada, Roberto Mansilla Amaral

Otavio Brandão, Margareth Alberico

Octávio Brandão (1896-1980), Leandro Konder

Octávio Brandão nas origens do marxismo no Brasil, Marcos del Roio

Octavio Brandão e o confisco da memória, Alvaro Bianchi

Agrarismo e industrialismo : uma primeira tentativa de interpretação marxista do Brasil, Angelo José da Silva

O livro na política, Felipe Castilho de Lacerda

A primeira interpretação marxista sobre o Brasil, Felipe Castilho de Lacerda

Octávio Brandão:uma leitura marxista dos dilemas da modernização brasileira, Alexandre M.E. Rodrigues

Agrarismo e industrialismo: o primeiro encontro do marxismo com o Brasil, Augusto Buonicore

Agrarismo e Industrialismo: pioneirismo de uma reflexão, Paulo Ribeiro da Cunha

O bruxo contra o comunista ou o incômodo ceticismo de Machado de Gustavo Bernardo Krause

As primeiras interpretações marxistas da realidade brasileira, Rafael Del’Omo Filho

IV. Vídeo

 

 

Publicado em Autores Marxistas | 2 Comentários

esquerdas e eleições 2014

Esquerdas, eleições e transformações estruturais da sociedade brasileira.

Após o resultado final das eleição presidencial, convidamos os autores do dossiê publicado antes do primeiro turno (v. abaixo) a examinar as seguintes questões: 1) Considerando a análise marxista das classes sociais, qual é o significado da vitória apertada de Dilma Rousseff sobre Aécio Neves nas eleições presidenciais de 2014?; 2) Como avalia o desempenho eleitoral dos partidos de esquerda e de centro-esquerda nas eleições de 2014?; 3) É possível dizer que existe uma “onda conservadora” no Brasil? e 4) Quais são as perspectivas e tarefas políticas para os socialistas na conjuntura do novo governo eleito? 

Textos de organizações de esquerda são incluídos neste dossiê; serão divulgados todos que estiverem disponibilizados na web.

Seguem abaixo os textos dos colegas que aceitaram colaborar com este segundo dossiê.

Editoria / 8/12/2014

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I. Textos de autores convidados

Hegemonia política no Brasil sob o governo Rousseff

Aldo Duran Gil e Gustavo Cintra Lima

As esquerdas na encruzilhada: a crise do centrismo e o quadro político brasileiro

Carlos Eduardo Martins

Perspectivas de esquerda diante do segundo governo D Rousseff

David Maciel

Segundo governo Dilma: crise, fim de ciclo petista e as perspectivas da esquerda

Gonzalo Rojas

Classes e frações de classe no segundo Governo Dilma

Igor Grabois

Por onde recomeçar. As esquerdas e a nova conjuntura pós-eleitoral

Lúcio Flavio Rodrigues de Almeida

Tarefa dos comunistas e socialistas: construir uma política enraizada para superar o isolamento e a conciliação de classes

Renato Nucci Jr.

Eleições de 2014 no Brasil: classes e projetos em disputa

Roberto Leher

A fadiga do Lulismo, o reformismo impotente

Valério Arcary

 Significado social da vitória de Dilma

Wladimir Pomar

II. Textos de entidades de esquerda

Partido Comunista Brasileiro

Partido Comunista do Brasil

Centro de Estudos Victor Meyer

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Esquerdas, eleições e transformações estruturais da sociedade brasileira (textos elaborados antes do primeiro turno)

Em 2013, publicamos um dossiê com textos inéditos com o objetivo de realizar um balanço crítico dos 10 anos de governo do PT. No presente dossiê interpelamos nossos convidados a debater as seguintes questões: (1) O projeto de governo hegemonizado pelo PT teria se esgotado? (2) Qual o papel das esquerdas nas eleições de 2014? (3) Como construir uma política de esquerda socialmente enraizada e comprometida com a transformação da sociedade brasileira?

Como se poderá comprovar, Esquerdas, eleições e transformações estruturais da sociedade brasileira busca combinar a reflexão sobre os rumos da política nacional com o debate sobre os caminhos que as esquerdas devem perseguir no atual estágio das lutas de classes no Brasil. Mais de sessenta autores, de diferentes orientações políticas e ideológicas no campo das esquerdas brasileiras foram convidados a colaborar com este dossiê.

Estamos convencidos de que os 22 ensaios, especialmente elaborados para marxismo21, apresentam uma ampla diversidade de posições e enfoques – orientados pela teoria marxista – sobre instigantes e pertinentes questões da atual conjuntura nacional.  Aos autores somos gratos pela colaboração com mais esta inciativa teórico-política do blog.

Os Editores

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O INSTITUCIONAL E O SEU CONTRÁRIO

Ademar Bogo

NOTAS SOBRE A CONJUNTURA DA LUTA DE CLASSES E AS ELEIÇÕES DE 2014

Coletivo Cem Flores

A PERSPECTIVA DE CLASSE NAS ELEIÇÕES DE 2014

Coletivo Centro de Estudos Victor Meyer

A ESQUERDA E AS ELEIÇÕES: ENTRE O SOCIALISMO E O TRANSFORMISMO

Daniela Mussi

SOCIAL-LIBERALISMO, CLASSES DOMINANTES E OS DESAFIOS DA ESQUERDA SOCIALISTA NA CONJUNTURA ATUAL

Danilo Enrico Martuscelli

VICISSITUDES DO NEOLIBERALISMO MODERADO, ELEIÇÕES E PERSPECTIVAS PARA A ESQUERDA SOCIALISTA

David Maciel

DO “POR QUE PERDEMOS?” AO “O QUE FAZER?” PARA AS ESQUERDAS NA PRESENTE CONJUNTURA

Edilson José Graciolli

TRÊS QUESTÕES SOBRE AS ELEIÇÕES E A ESQUERDA

Eurelino Coelho

PROJETO DE GOVERNO, ELEIÇÕES E ESQUERDAS NO BRASIL

Francisco Pereira de Farias

FIM DO CICLO PETISTA, AS ESQUERDAS NO PROCESSO ELEITORAL E SUA CONSTRUÇÃO POLÍTICA

Gonzalo A. Rojas

NOVO PARADIGMA, NOVA FORMA DE ATUAR

Igor Grabois

 POLÍTICA NÃO SE REDUZ A ELEIÇÕES: RECONHECER A FRAGILIDADE, NÃO ENTREGAR OS PONTOS E SE PREPARAR PARA O QUE VIRÁ

Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida

 NAS RUAS OU NAS URNAS?

Maria Orlanda Pinassi

TRÊS APROXIMAÇÕES À ESQUERDA DA ORDEM

Pedro Otoni

OS LIMITES DO MELHORISMO PETISTA

Plínio de Arruda Sampaio Jr.

ELEIÇÕES, ESQUERDAS E PODER POPULAR

Rafael Litvin Villas Bôas

CONSTRUIR UMA POLÍTICA COMUNISTA SOCIALMENTE ENRAIZADA PARA SUPERAR A CONCILIAÇÃO DE CLASSE

Renato Nucci Jr.

ELEIÇÕES 2014: CONSENSO DO CAPITAL VERSUS DISSIDÊNCIA DOS TRABALHADORES ?

Roberta Traspadini

MOVIMENTOS DAS CLASSES DOMINANTES E DESAFIOS DA ESQUERDA SOCIALISTA

Roberto  Leher

POR QUE A ESQUERDA SOCIALISTA TERÁ POUCOS VOTOS NAS ELEIÇÕES DE 2014?

Valério Arcary

SOBRE PARTIDOS, CLASSES E ORDEM DO CAPITAL

Virgínia Fontes

ESQUERDAS, PT, DILMA E PROJETO DE REFORMAS

Wladimir Pomar

Publicado em Questões conjunturais | Comentários fechados em esquerdas e eleições 2014

marxismo e a questão agrária

Nesta página divulgamos um diversificado conjunto de textos, documentos e escritos que refletem sobre a questão agrária no Brasil e no mundo; este dossiê reúne as contribuições de estudiosos, organizações políticas e movimentos sociais. Ao contrário do que alguns intérpretes vaticinaram, a questão agrária e, em especial, o problema camponês continuam mobilizando segmentos sociais importantes e suscitando o debate sobre a dinâmica da sociedade capitalista e as alternativas históricas para sua superação. Neste sentido, marxismo21 – solidário com os movimentos de luta pela terra – busca contribuir para este relevante debate ao disponibilizar um acervo significativo de materiais.

Como tem sido uma prática editorial de marxismo21, a organização deste dossiê é o resultado da colaboração de diversos pesquisadores; no entanto, impõe-se aqui o agradecimento especial aos companheiros do Grupo de Pesquisa Modos de Produção e Antagonismos Sociais (MPAS) e aos professores Paulo Zarth e Cláudio Lopes Maia que tiveram participação importante na organização deste dossiê.

Editores

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I. Textos Clássicos.

1) Autores estrangeiros:

Chayanov, Alexander V. Sobre la teoria de los sistemas econômicos no capitalistas.

Engels, Friedrich. O Programa Agrário dos Cartistas

_____________. A Marca

Lénine, V. I. O Trabalho da Mulher na Agricultura no Regime Capitalista,

___. A que herança renunciamos?

___. Relatório Sobre a Questão Agrária

___. Resolução Sobre a Questão Agrária

___. Um Passo em Frente Dois Passos Atrás

Kautsky, Karl. A questão agrária.

Marx, Karl. A nacionalização da terra.

_________. La renta de la tierra

Tse-tung, Mao. Como analisar as classes nas regiões rurais

Chau-Tsi, Li. A Reforma Agrária na China.

2) Autores brasileiros:

Guimarães, Alberto Passos Guimarães

Marighella, Carlos. Alguns aspectos da renda da terra no Brasil.

Rangel, Ignácio. A questão da Terra.

Stedile, João Pedro e outros, A questão agrária no Brasil. O debate na esquerda (1960-1980)

II. Trabalhos acadêmicos:

Buainain, Antônio Márcio; Alves, Eliseu; Silveira, José Maria da; Navarro, Zander. O mundo rural no Brasil do século 21: A formação de um novo padrão agrário e agrícola.

Carneiro, Ana e Cioccari, Marta (orgs.): Retrato da Repressão Política no Campo Brasil 1962-1985 Camponeses torturados, mortos e desaparecidos

Cavadas, Fernanda. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e suas estratégias para se manter na luta.

Chesneaux, Jean, Movimientos Campesinos en China.

Colletti, Claudinei. A trajetória política do MST: da ditadura ao neoliberalismo,

Fabrini, João Edmilson. A resistência camponesa para além dos movimentos sociais,   Hilsenbek Filho, Alexandre Maximilian. O MST no fio da navalha : dilemas, desafios e potencialidades da luta de classes.

Revista História e Luta de Classes, volume 8: Dossiê sobre questão agrária

História social do campesinato no Brasil: textos abaixo

Camponeses brasileiros : Leituras e interpretações clássicas.

Formas de resistência camponesa: visibilidade e diversidade de conflitos ao longo da história. Concepções de justiça e resistência nos Brasis. Vol. 1.

Formas de resistência camponesa: visibilidade e diversidade de conflitos ao longo da história. Concepções de justiça e resistência nas repúblicas do passado (1930-1960). Vol. 2.

Lutas camponesas contemporâneas: condições, dilemas e conquistas. O campesinato como sujeito político nas décadas de 1950 a 1980. Vol. 1.

Lutas camponesas contemporâneas: condições, dilemas e conquistas. A diversidade das formas das lutas no campo. Vol. 2.

Processos de constituição e reprodução do campesinato no Brasil. Formas tuteladas de condição camponesa. Vol. 1.

Processos de constituição e reprodução do campesinato no Brasil. Formas dirigidas de constituição do campesinato. Vol. 2

Diversidade do campesinato: expressões e categorias. Estratégias de reprodução social. Vol. 1.

Diversidade do campesinato: expressões e categorias. Estratégias de reprodução social. Vol. 2.

Iokoi, Zilda Grícoli, Andrade, Marcia Regina de Oliveira e outros. Vozes da Terra : histórias de vida dos assentados rurais de São Paulo.

Maia, Cláudio Maia: Terra e Capital Financeiro.

_______________: Os donos da terra: a disputa da propriedade e pelo destino da fronteira – a luta dos posseiros em Trombas e Formoso 1950/1960.

Medeiros, Leonilde Servolo de. Lavradores, trabalhadores agrícolas, camponeses: os comunistas e a constituição de classes no campo

__________. Reforma agrária: concepções, controvérsias e questões

___________. Conflitos sociais no meio rural no Brasil contemporâneo

____________. A luta por terra no Brasil e o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra.

Moreira, Rui – Plano Nacional da Reforma Agrária em Questão.

Oliveira, Ariovaldo Umbelino de: Modo capitalista de produção, agricultura e reforma agrária.

_____________________. A geografia das lutas no campo.

______________________. A questão da aquisição de terras por estrangeiros no Brasil – um retorno aos dossiês.

Motta, Márcia (organização). Dicionário da Terra.

Marco Both da Silva e Paulo José Koling (orgs.), Terra e Poder: abordagens em história agrária,

Novaes, Henrique; Mazin Ângelo e Santos, Lais (orgs.), Questão agrária, cooperação e agroecologia

Palmeira, Moacir – Modernização, Estado e Questão Agrária.

Sauer, Sérgio – Caminho da roça: A questão agrária ainda dá samba no Brasil?

Shanin, Teodor  –  A definição do camponês: o debate marxista

Vieira, Flávia Braga. Via Campesina: um projeto contra-hegemônico?

III. Movimentos:

Biblioteca digital do MST. http://www.reformaagrariaemdados.org.br/biblioteca

CPT: Conflitos no campo

Stedile, J. P. e Fernandes, B. M.   Brava Gente – MST e a Luta pela Terra

IV. Documentos:

A questão do campesinato no mundo

Cartilha Plano Camponês

Atlas do Trabalho Escravo

Conflitos no campo brasileiro

Coletânea sobre Legislação e Jurisprudência Agrária (Ministério do Desenvolvimento Agrário).

Tomo I

Tomo II

Tomo III

http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/md000038.pdf

Declaração do I Congresso Nacional dos Lavradores e Trabalhadores Agrícolas Sobre o Caráter da Reforma Agrária (Brasil) – 1961.

Lei de Reforma Agrária da República Popular da China – Adotada pelo Conselho do Governo Popular Central – 28 de Junho de 1950.

PIB da Agricultura Familiar no Brasil.

Relatório sobre camponeses mortos e desaparecidos entre 1961 e 1988.

2º Congresso da III Internacional Comunista – Agosto de 1920. Tese Sobre a Questão Agrária.

http://www.marxists.org/portugues/tematica/1920/08/questao-agraria.htm

V. DROPBOX com textos sobre questão agrária e camponesa: textos abaixo

1) Sobre o campesinato:

Arrighi, G., Piselli, F. A Via Suíça ou “migrante-camponês”. Desenvolvimento capitalista em Ambientes Hostis: Contendas, Lutas de Classe e Migrações na Região Periférica do Sul da Itália.

CARVALHO, H. M. O campesinato contemporâneo como modo de produção e como classe social.

DELGADO, G. A questão agrária e o agronegócio no Brasil.

MAESTRI, M. A aldeia ausente.

MARQUES, M.I.M. A atualidade do uso do conceito de camponês.

MEDEIROS, L. Movimentos sociais no campo, luta por direitos e reforma agrária na segunda metade do século XX.

MONTENEGRO, A.T. As ligas camponesas às vésperas do golpe de 1964.

NEVES, D.P. Campesinato e reenquadramento sociais: os agricultores familiares em cena.

OLIVEIRA, A.U. A longa marcha do campesinato brasileiro.

PORTO-GONÇALVES, C.W. A Nova Questão Agrária e a reinvenção do campesinato: o caso do MST.

RAMOS FILHO, E. S. A ofensiva do capital no campo brasileiro e a resistência do campesinato.

SANTOS, R. O Congresso Nacional Camponês.

Paulo Zarth Lutas camponesas no sul do Brasil: Terra e Saberes,

SHANIN, T. A definição de camponês, conceituações e desconceituações: o velho e o novo em uma discussão marxista.

WANDERLEY, Maria Nazareth B. Raízes Históricas do campesinato brasileiro.2) Sobre projetos do capital:

PEREIRA, J. M. M. A política agrária contemporânea do Banco Mundial.

 

 

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marxismo e educação

Mario Manacorda (1914-2013), marxista italiano, afirmou em seu conhecido livro – Marx e a Pedagogia Moderna – que a educação é um tema apenas ocasional na obra de Marx e Engels. Todavia, ao analisarem as relações de produção no capitalismo, a ideologia burguesa, o desenvolvimento das forças produtivas, a luta de classes e o movimento operário e socialista, Marx e Engels elaboraram alguns conceitos e elementos teóricos a partir dos quais se produziu no século XX, além de uma teoria marxista da educação, uma pedagogia marxista e socialista.

O presente dossiê “marxismo e educação” disponibiliza aos leitores de marxismo21 uma extenso número de dissertações e teses, artigos, vídeos e livros, acervo que coloca em evidência a significativa importância do marxismo – sobretudo do pensamento de Gramsci, Vigotsky, Althusser, entre outros – no campo educacional brasileiro. No fundamental, são trabalhos resultantes de pesquisas de natureza teórica e, sobretudo, de natureza empírica – sobre ensino, educação, conhecimento, ciência, trabalho, formação educativa, formação política  – fundamentadas nas categorias analíticas elaboradas pelos teóricos marxistas.

Organizado por Patrícia Vieira Trópia, do conselho consultivo, este dossiê teve a colaboração de vários editores, conselheiros e amigos do blog; a estes últimos somos gratos pela valiosa colaboração.

Editoria

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 I. Dissertações e Teses

ABREU, Malila da Graça Roxo. O pensamento pedagógico socialista: reflexões sobre a experiência educacional desenvolvida na Rússia pós-revolucionária e suas contribuições para o projeto educacional da sociedade contemporânea

ANTUNES, Caio Sgarbi. Trabalho, alienação e emancipação : a educação em Mészáros

AZEVEDO, Priscila Guimaraes de. Cultura corporal na educação infantil : reflexos para uma pratica transformadora

BARROS, César Mangolin de, Ensino superior e sociedade brasileira: décadas de 1960 e 1970

BERNARDINO, Paulo Augusto Bandeira. Estado e educação em Louis Althusser: implicações nos processos de produção e reprodução social do conhecimento

BERNARDINO, Paulo Bandeira. Louis Althusser, o marxismo e a educação I

BEZERRA, Tania Serra Azul Machado. Marxismo, educação, consciência e luta de classes no Sindicato dos Gráficos do Ceará

BORGES NETTO, Mário. A questão educacional nas obras de Karl Marx e Friedrich Engels

BOLOGNESI, Roselaine. Escola e sociedade : análise do discurso althusseriano de suas apropriações na área educacional brasileira

BRAGA, Lucelma Silva. Uma civilização sem alma? : educação e revolução passiva

BRYAN, Newton Antonio Paciulli. Educação, trabalho e tecnologia

CARDOSO, Judith Guimarães. Curso de pedagogia para os anos iniciais do ensino fundamental na modalidade a distancia : pactos e impactos

CARMO, Jefferson Carriello do. Classe trabalhadora e educação : um exercicio contra-hegemonico

CARVALHO, Jussara Gallindo Mariano de. Historia, trabalho e educação : a educação profissional no Brasil (EPDB, Poços de Caldas – MG)

CASSIN, Marcos. Louis Althusser e o papel politico/ideológico da escola

CAVALCANTI, Tereza Jacinta Constantino. Escola de trabalhadores para trabalhadores: As Experiências de Formação Profissional do Centro de Trabalho e Cultura Recife-PE e do Projeto Construindo o Saber em Limeira -SP.

COUTINHO, Luciana Cristina Salvatti. A questão da prática na formação do pedagogo no Brasil : uma análise histórica

DAMASCENO, Luciano Galvão. 30 anos do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte : educação física e a construção de uma hegemonia

DIAS, Paulo Vergilio Marques. Economia política da educação de massas: a escola pública como condição geral de produção do capital

FARIAS, Itamar Mazza de. Pedagogia do trabalho : seus principios no cotidiano escolar

FAVARETO, Aparecida. Marxismo e educação no Brasil (1922-1935): o discurso do PCB e de seus intelectuais,

_________, João Batista. A questão da emancipação no marxismo ocidental,

__________, João Batista. Materia e forma : Gramsci e a construção de um novo sujeito

FEITOSA, Eveline Ferreira. As parcerias público-privadas no Programa de Educação para Todos: uma análise marxista

FELIX, Maria Ivonete Ferreira. O Programa Mais Educação no contexto de crise estrutural: um estudo à luz da centralidade ontológica do trabalho

FREITAS, Francisco Mauri de Carvalho. Lenin e a educação politica : domesticação impossivel, resgate necessario

GONZALEZ. Jorge Luis Cammarano. A dimensão pedagógica do marxismo na obra de Mario Manacorda

JESUS, Antonio Tavares de. A educação como hegemonia no pensamento de Antonio Gramsci

JESUS, Antonio Tavares de. Escola e trabalho : aspectos pedagogicos da relação hegemonica em Gramsci

JOVINO, Wildiana Katia Monteiro. Trabalho, educação e a atual política de formação docente no Brasil: uma análise à luz da crítica marxista

LANCELLOTTI. Samira Saad Pulcherio. A constituição histórica do processo de trabalho docente

LIMA, Marcos Roberto. Educação, trabalho e hegemonia na Região Metropolitana de Campinas : uma análise da ação estratégica do “terceiro setor” e suas implicações político-pedagógicas

LOTTERMANN, Osmar. O currículo integrado na educação de jovens e adultos

MACHADO, Janete da Costa. Trabalho e currículo oficial: contradições e tensões no modo de ser professor contemporâneo – reflexões sobre os livros-texto

MAGIOLINO, Lavinia Lopes Salomão. Emoções humanas e significação numa perspectiva histórico-cultural do desenvolvimento humano : uma estudo teórico da obra de Vigotski

MARTINS, Egídio Araújo. Trabalho, educação e movimentos sociais: um estudo sobre o saber e a atuação política dos pescadores da Colônia Z-16, no Município de Cametá-PA

MARTINS, Marcos Francisco.   O valor pedagógico e ético-politico do conhecimento para a “filosofia da transformação” de Gramsci e sua relação com o marxismo originário

MARTINS, Marcos Francisco. A nova regulamentação do ensino tecnico : cidadania ou submissão?

MARQUES, Cassio Donizete. Do individual ao coletivo na critica da razão dialetica de Sartre : perspectivas educacionais

MELLO, Miriam Morelli Lima de. A escola como espaço de transformação social : professores, trabalho e hegemonia

MILAN, Yara Maria Martins Nicolau. A educação do “soldado-cidadão” (1870-1889) : a outra face da modernização conservadora

MONTENEGRO, Maria Eleusa. A psicologia historico-dialetica para os cursos de licenciatura

OLIVEIRA, Avelino da Rosa. Educação e exclusão : uma abordagem ancorada no pensamento de Karl Marx

OLIVEIRA, Ciro Mesquita de. A formação do homem novo na pedagogia de Anton S. Makarenko: um estudo introdutório na perspectiva da ontologia marxiana-lukacsiana

PAULA, Douglas Ferreira de. A união do ensino com o trabalho produtivo: a educação em Marx e Engels

PEDERIVA, Patrícia Lima Martins. A atividade musical e a consciência da particularidade

PEREIRA, Karla Raphaella Costa. Literatura como elemento ontológico da formação humana

PEREIRA, Ricardo. O marxismo na produção educacional brasileira das decadas de 1970-1980

PORTUGAL, Adriana Doyle. Considerações acerca da atual produção de conhecimento de inspiração marxista em Filosofia da educação: uma perspectiva marxista 

QUARESMA, Adilene Goncalves. A relação trabalho-educação e o projeto político-pedagógico do MST: uma prática em construção em escolas de assentamentos em Minas Gerais

REBUÁ, Carlos Eduardo,Mafalda na aula de História;construção coletiva de sentidos contra-hegemônicos

RIBEIRO, Bernardo Mendes. Existe uma pedagogia marxiana? : um estudo sobre Marx e a Pedagogia Moderna de Mário Manacorda

ROCHA. Lilian Haffner da. Trabalho coletivo em educação: os desafios para a construção de uma experiência educacional fundamentada na cooperação em uma escola municipal de São Paulo

RODRIGUES, Jefferson Vasques. A práxis educativa entre direção e base no partido revolucionário : uma análise a partir de Gramsci

SAID, Ana Maria. A estrategia e o conceito de democracia em Gramsci e o PCB

SANTOS, Catarina de Almeida. A expansão da educação superior rumo à expansão do capital: interfaces com a educação a distância

SANTOS, Claudio Eduardo Felix dos. Relativismo e Escolanovismo na formação do educador: uma análise Histórico-Crítica da Licenciatura em Educação do Campo

SANTOS, Edmilson Menezes. Considerações sobre alguns prismas de educação e trabalho em Kant e Marx

SANTOS, Leonardo Alberto De Azevedo. A presença do pensamento de Antonio Gramsci na produção acadêmica sobre educação no Brasil dos anos oitenta

SANTOS, Marismenia Nogueira dos. A Pedagogia histórico-crítica e o projeto de emancipação humana: aproximações na perspectiva da ontologia Lukacsiana

SILVA, Deise Rosalio. Intelectuais, cultura e escola única no pensamento político-pedagógico de Antonio Gramsci

SILVA, Efrain Maciel e. A pedagogia histórico-crítica no cenário da Educação Física brasileira

SILVA, Izaura Maria de Andrade da.  Políticas de educação profissional para pessoas com deficiência

SILVA, Natalia Ayres da. Trabalho e linguagem na obra de A. R. Luria: um estudo à luz da ontologia marxiana

SCHUHLI, Vitor Marcel. A dimensão formativa da arte no processo de constituição da individualidade para-si: a catarse como categoria psicológica mediadora segundo Vigotski e Lukács

SILVA, Romeu Adriano da. A obra de Marx e Engels e as tendências do marxismo: crítica das perspectivas essencialistas nas pesquisas educacionais brasileiras

SOUSA Júnior, Justino de. Politecnia e onilateralidade em Marx

SOUZA, Antonio Carlos de. Fundamentos da etica marxista : a critica radical da sociedade capitalista, as mediações politicas para construção da emancipação humana

SOUZA, Elisabete Gonçalves de. Relação trabalho-educação e questão social no Brasil : uma leitura do pensamento pedagógico da Confederação Nacional da Indústria – CNI

SOUSA, Joeline Rodrigues de. A formação humana omnilateral na proposição da escola unitária de Antonio Gramsci: uma análise à luza da ontologia marxiana

SOUZA, Giane Maria de. Educação para o trabalho: os sindicatos amarelos e a pedagogia estadonovista(1930-2000)

SOUZA, Vanda Meira de. Datas comemorativas : reprodução, ideologia e resistências

VAZ, Fabiana Marques Jeremias Leite. Filosofia, educação e design : o descompasso politico entre a historica identidade estranhada e a possibilidade de uma formação emancipatoria

VUELTA, Buitrón Raquel, Educação no campo 

WEBER, Sueli Wolff. Gramsci e Vigotsky na educação para os excluidos

ZACCHI, Vanderlei Jose. Discurso, poder e hegemonia : dilemas do professor de lingua inglesa

ZANELLA, Jose Luiz. O trabalho como principio educativo do ensino

II. Artigos

Teoria marxista e Educação

ARAÚJO, Raquel Dias.O processo educativo no Pensamento Marxista

BARROS, César Mangolin de. Educação, política e ideologia

BERGAMO, Geraldo Antônio; BERNARDES, Marisa Rezende. Produção de conhecimento

BERNARDINO, Paulo Augusto Bandeira. Louis Althusser, o marxismo e a educação

BERTOLDO, Edna. A concepção marxista de educação em Leontiev

BEVILAQUA, Aluisio Pampolha. Uma Filosofia para a Crise do Capital

BITTAR, Marisa. História da educação e marxismo em duas trajetórias intelectuais do século XX: Brian Simon e Mario Alighiero Manacorda

BITTAR, Marisa; FERREIRA, Amarilio. História, epistemologia marxista e pesquisa educacional brasileira

BOMFIM, Luciano Sergio Ventin. Trabalho, alienação e estranhamento em Marx: uma contribuição a educação

BROCCO, Pedro Dalla Bernardina. Mal-estar e fetichismo entre Marx e Freud

BRYAN, Newton A. P. Educação, trabalho e tecnologia em Marx

BUENO, Juliane Zacharias. Fundamentos éticos e formação moral na pedagogia histórico-crítica

CARMO, Jefferson Carriello do. Algumas aproximações sobre trabalho, escola e educação no pensamento de Antonio Gramsci

CASAGRANDE, Giuliano Thomazini. É possível um ensino inspirado no materialismo histórico-dialético?

CASSIN, Marcos. Louis Althusser e a sua contribuição à Sociologia da Educação

____________. Louis Althusser: o ressurgimento de um desaparecido

_____________. Louis Althusser. Aparelhos ideológicos de Estado e a Escola

_____________. Sociedade Capitalista e Educação: uma leitura dos clássicos da Sociologia

CASSIN, Marcos. Louis Althusser e o papel político/ideológico da escola

CASTANHA, André Paulo. O uso da legislação educacional como fonte: orientações a partir do marxismo

CASTRO, Michele de e RIOS, Valdir Lemos. Escola e educação em Gramsci

CHAGAS, Eduardo F. O Pensamento de Marx sobre a Subjetividade

COSTA, César Augusto Soares da. A educação a partir das barbas de Marx

CRIONI, Renato. Educação entre a teoria e a práxis: o legado de Marx diante da crise do capitalismo contemporâneo

CUNHA, Luiz Antônio. Educação e desenvolvimento social

DANGEVILLE, R. Marx e Engels: crítica da educação e do ensino

DEL ROIO, Marcos. Gramsci e a educação do educador

DELARI Junior, Achilles. Princípios éticos em Vigotski: perspectivas para a Psicologia e a Educação

DILLENBURG, Fernando Frota.O indivíduo, a educação e a crise econômica segundo Karl Marx

DORE, Rosemary. Apresentação: Gramsci, intelectuais e educação

DORE, Rosemary. Gramsci e o debate sobre a escola pública no Brasil

DORE, Rosemary. Entrevista com Mario A. Manacorda

DUARTE, Newton Luta de classes, educação e revolução

DUARTE, Newton. A anatomia do homem é a chave da anatomia do macaco: a dialética em Vigotski e em Marx e a questão do saber objetivo na educação escolar

DUARTE, Newton. A teoria da atividade como uma abordagem para a pesquisa em educação

DUARTE, Newton. Fundamentos da Pedagogia Histórico-Crítica: a formação do ser humano na sociedade comunista como referência para a educação contemporânea

FERREIRA Jr. Amarilio, BITTAR, Marisa. A educação na perspectiva marxista: uma abordagem baseada em Marx e Gramsci

FERRETI, Celso João. O pensamento educacional em Marx e Gramsci e a concepção de politecnia

FONTE, Sandra Soares Della. Considerações sobre o ceticismo contemporâneo a partir da ontologia e gnosiologia marxista 

FORTUNATO, Sarita Aparecida de Oliveira. Escola, educação e trabalho na concepção de Antonio Gramsci

FREITAS, Rafael. Até onde vai a sua dialética?

FRIGOTTO, Gaudêncio. Estrutura e sujeito e os fundamentos da relação trabalho e educação

GAIOFATTO, Nádia. História e História da Educação – O debate teórico-metodológico atual

GALVÃO, Roberto Carlos Simões. Uma leitura marxista da vinculação histórica entre educação e cidadania no Brasil

GALVÃO, Roberto Carlos Simões. Educação e cidadania

GOMES, Jarbas Mauricio. Cultura geral e escola unitária em Gramsci

GRAMSCI, Antonio. Homens ou máquinas

HIDALGO, Angela Maria. Epistemologia e educação

HOSTINS, Regina Célia Linhares. O pesquisador e a lógica histórica: contribuições do historiador E. P. Thompson para a pesquisa em educação

TROPIA, Patrícia Vieira. Modo de produção e educação: apontamentos sobre a educação na reprodução capitalista e na transição ao socialismo

JOVINO, Wildiana Kátia Monteiro. Marx e Mészáros: Uma análise da crise do capital e da transição socialista

LIMA FILHO, Domingos Leite. A “era tecnológica” entre a realidade e a fantasia: Reflexões a partir dos conceitos de trabalho, educação e tecnologia em Marx

LIMA FILHO, Gilvan Dias de. A análise da pseudoconcreticidade do trabalho na reforma do Estado Brasileiro nos anos noventa

LOMBARDI, José Claudinei. Educação e ensino em Marx e Engels

________, José Claudinei. Modo de produção e educação: notas preliminares

________, José Claudinei. Reflexões sobre educação e ensino na obra de Marx e Engels

________, José Claudinei. Trabalho e Educação Infantil em Marx e Engels

LUCENA, Carlos ; FRANÇA, Robson de; PREVITALI, Fabiane Santana; LIMA, Antônio Bosco de, OMENA, Adriana. Pistrak e Marx: os fundamentos da educação russa

MAGRONE, Eduardo. Gramsci e a educação: a renovação de uma agenda esquecida

MAIA, Luciola Andrade. Diálogos sobre formação humana e educação socialista: Makarenko e Pistrak

MARTINS, Ângela Maria Souza; NEVES, Lúcia Maria Wanderley. Materialismo histórico, cultura e educação: Gramsci, Thompson e Williams

MARTINS, Marcos Francisco. Gramsci, filosofia e educação

MARTINS, Marcos Francisco. Gramsci, os intelectuais e suas funções científico-filosófica, educativo-cultural e política

MATA, Vilson Aparecido da. Emancipação e Educação no Capitalismo em Crise: a conservação do aprisionamento na aparência de liberdade

MAZZOTTI, Tarso Bonilha. Educação da classe trabalhadora: Marx contra os pedagogos marxistas

MENDONÇA. Sônia. O Estado Ampliado como ferramenta metodológica

MENEZES Jean Paulo Pereira de. Um Estudo sobre o Conceito de História e Tempo Presente em Marx através da Crítica da Economia Política de 1859

MESQUIDA, Peri. Paulo Freire e Antonio Gramsci: A Filosofia da práxis na ação pedagógica e na Educação de Educadores

MÉSZÁROS, I. A educação para além do capital

MORE, Áurea Carolina Coelho.Concepções fundamentadoras no ensino de arte – uma experiência de formação inicial à luz de L. S. VIGOTSKI

MOREIRA, Helloysa Bragueto; ORSO, Paulino. Marxismo e educação

MORROW, Raymond; TORRES, Carlos Alberto. Gramsci e a educação popular na América Latina – percepções do debate brasileiro

NASCIMENTO, Maria Isabel Moura; SBARDELOTTO, Denise Kloeckner. A escola unitária: educação e trabalho em Gramsci

NETO, Artur Bispo Santos. Divisão no trabalho e crise da universidade

NETTO, José Paulo. Karl Marx, nosso contemporâneo

NETTO, Nilson Berenchtein; LEAL, Daniela. Contribuições para uma historiografia da defectologia soviética

PERICÁS, Luiz Bernardo. Mariátegui e a questão da educação no Perú

PORTUGAL Adriana Doyle, Marxismo e Educação: Marxismo e reformismo na produção do conhecimento em educação hoje

SABÓIA, Beatriz. A Filosofia gramsciana e a Educação

SANTOS, Robson dos. Considerações sobre a educação na perspectiva marxiana

SCHLESENER, Anita Helena. Hegemonia e cultura: a dimensão política da educação e a formação escolar em Antonio Gramsci

SILVA, Célia Regina da; SILVA, Luiz Fernando da; MARTINS, Sueli Terezinha Ferreira. Marx, ciência e educação: a práxis transformadora como mediação para a produção do conhecimento 

SILVA, Graziela Lucchesi da. Contradição entre trabalho e educação na sociedade capitalista: Desnaturalização da precária formação escolar de jovens e adultos trabalhadores

SOBRINHO, José Pereira de Sousa Sobrinho. Uma análise ontológica sobre a relação de unidade na contradição entre produção, distribuição, troca e consumo

SOUZA Junior, Justino de. O princípio pedagógico fundamental de Marx

SOUZA Junior, Justino de. O programa marxiano de educação e o fundamento da práxis

TOASSA, Gisele. A “psicologia pedagógica” de Vigotski – considerações introdutórias

VAISMAN, Ester. O “escolacentrismo” e o problema da ideologia no marxismo e na educação

VASCONCELOS, Raquel Celia Silva. Sujeito, cultura e educação: (Des)Ajustando a crise do capitalismo, uma vivência do inevitável

VIANNA, Nildo. Marx e a educação

VIGOTSKY, Lev S. Manuscrito de 1929

YAMAMOTO, Oswaldo H. Educação e tradição marxista no Brasil

Pedagogia Histórico-Crítica

CARDOSO, Mario Mariano Ruiz.  Catarse e Educação: contribuições de Gramsci e o significado na Pedagogia Histórico-Crítica

DUARTE, Newton. As pedagogias do “aprender a aprender” e algumas ilusões da assim chamada sociedade do conhecimento

DUARTE, Newton. Fundamentos da pedagogia histórico-crítica: a formação do ser humano na sociedade comunista como referência para a educação contemporânea

DUARTE, Newton. Vygotsky e a Pedagogia Histórico-Crítica: a questão do desenvolvimento psíquico

PINHO, Maria Teresa Buonomo de. Ideologia, educação e emancipação humana em Marx, Lukács e Mészáros

PIRES, Aparecida Carneiro; BRITO, Diego Assis de; SILVA, Maria Cecília de Paula; PAIVA, Tairone Rodrigues. A função dos intelectuais e o papel da escola na organização da cultura

PIRES. Marília, Freitas de Campos. O materialismo histórico-dialético e educação

RAMOS, Lilian Maria Paes de Carvalho.Educação e trabalho: a contribuição de Marx, Engels, e Gramsci à filosofia da educação

ROSA, Luiz Carlos Nascimento da. O Trabalho e a Formação do ser Social : tópicos filosóficos sobre a teoria histórico-cultural

SANTOS, Oder José dos. Fundamentos da relação trabalho e educação

SAVIANI, Dermeval; DUARTE, Newton. A formação humana na perspectiva histórico-ontológica

SAVIANI, Dermeval. Escola e luta de classes na concepção marxista de educação

SAVIANI, Dermeval. Trabalho e educação: fundamentos ontológicos e históricos

SAVIANI, Nereide. Marxismo e educação

SCHENEIDER, Marco. A teoria do valor de Marx e a educação do gosto

SEMERARO, Giovanni. Intelectuais “orgânicos” em tempos de pós-modernidade

SILVA, João Carlos da. Educação e alienação em Marx: contribuições teórico-metodológicas para pensar a história da educação

SILVA, José Carlos da. A questão educacional em Marx: alguns apontamentos

SOUSA Júnior, Justino de. Para um conceito marxiano de educação

TONET, Ivo. Marxismo e educação

TUMOLO, Paulo Sérgio.A educação frente as metamorfoses no mundo do trabalho: uma proposta de método de análise

TUMOLO, Paulo Sergio. O trabalho na forma social do capital e o trabalho como princípio educativo: uma articulação possível?

TUMOLO, Paulo Sérgio.Trabalho, alienação e estranhamento: visitando novamente os “Manuscritos” de Marx

http://boletimef.org/biblioteca/3015

MARTINS, Lígia Márcia; DUARTE, Newton (Org.).Formação de professores: limites contemporâneos e alternativas necessárias

MARTINS, Lígia Márcia. Contribuições da psicologia histórico cultural para a pedagogia histórico-crítica

MARTINS, Lígia Márcia. O desenvolvimento do psiquismo e a educação escolar

SAVIANI, Dermeval; DUARTE, Newton. A formação humana na perspectiva histórico-ontológica

Abordagens marxistas do trabalho docente

LOTTERMANN, Oscar. O currículo integrado

MATA, Vilson Aparecido da. Emancipação e Educação em Marx: Entre a emancipação política e a emancipação humana

MELLO, Márcia Natália M.; ALMEIDA, José Luis Vieira de. A perfomance do professor coordenador na escola burguesa

MILANI, Noeli Zanatta. Precarização do trabalho docente nas escolas públicas do Paraná (1990-2005)

MOREIRA, João Paulo de Oliveira. O conceito de história e a prática docente

SILVA. Amanda Moreira da. Valores e usos do tempo dos professores: a (con)formação de um grupo profissional

TRÓPIA, Patrícia Vieira. A classe média em questão: o debate marxista sobre a inserção de classe dos assalariados não-manuais

Abordagens marxistas da educação e da escola

ABRANTES, Angelo Antonio; MARTINS, Lígia Márcia. Relação entre conteúdos de ensino e processos de pensamento

ALMEIDA, Natália Regina de. Educação para além da formação do trabalhador alienado

ALVES, Gilberto Luiz. Organização do trabalho didático: a questão conceitual

ANTUNES, Ricardo. Da pragmática da especialização fragmentada à pragmática da liofilização flexibilizada: as formas da educação no modo de produção capitalista

BEVILAQUA, Aluísio Pampolha. A crise do capital em Marx e suas implicações nos paradigmas da educação: contribuição ao repensar pedagógico no século XXI

CASTRO, Mad’Ana Desirée Ribeiro de; BARBOSA, Sebastião Cláudio. Considerações sobre a estruturação do Estado brasileiro e suas relações com o estudo das políticas educacionais

D’AGOSTINI, Adriana. Contribuições da Pedagogia Socialista para a Educação do MST

DALMAGRO, Sandra Luciana. A experiência escolar do MST e a teoria marxista da  educação

DAMASCENO, Lívia Silva. O trabalho e sua interferência no ensino e instrução na perspectiva marxista: o caso da Escola Popular Orocílio Martins Gonçalves

DUARTE NETO, José Henrique. Epistemologia da Prática: fundamentos teóricos e epistemológicos orientadores da formação de professores que atuam na Educação Básica

FERREIRA, Amarilio; BITTAR, Marisa. O marxismo como referencial teórico nas dissertações de mestrado em educação da UFSCAR (1976-1993)

FRIGOTTO, Gaudêncio. A relação da Educação profissional e Tecnológica com a universalização da educação básica

GALLO, Sílvio. Educação: entre a subjetivação e a singularidade

GRADELHA JR. Osvaldo. Participação política e gestão administrativa: relações de alienação na universidade pública

HANDFAS, Anita. Uma leitura crítica das pesquisas sobre a relação entre trabalho e educação

HEROLD Junior, Carlos. Corpo no trabalho e corpo pelo trabalho: perspectivas no estudo da corporalidade e da educação no capitalismo contemporâneo

HEROLD, Carlos. Os processos formativos da corporeidade e o marxismo: aproximações pela problemática do trabalho

JIMENEZ, Susana Vasconcelos; RIO, Cristiane Porfírio de Oliveira do. O IMO e a formação sindical classista

KLEIN, Lígia Regina. Trabalho, educação e linguagem

KUENZER, Acácia Zeneida. Exclusão includente e inclusão excludente: a nova forma de dualidade estrutural que objetiva as novas relações entre educação e trabalho

LEHER, Roberto. Tempo, autonomia, sociedade civil e esfera pública: uma introdução ao debate a propósito dos “novos” movimentos sociais na educação

LEHER, Roberto, Estratégia política e Plano Nacional de Educação

LOTTERMANN, Osmar. O Currículo integrado

LOUREIRO, Carlos Frederico B.; TREIN, Eunice; TOZONI, Marília Freitas de Campos, NOVICK, Victor Contribuições da teoria marxista para a educação ambiental crítica

MARTINS, Marcos Francisco. Práxis e “catarsis” como referências avaliativas das ações educacionais das ONG’S, dos sindicatos e dos partidos políticos

MORATO, Aline Nomeriano; BERTOLDO, Maria Edna de Lima. Uma análise do modelo da competência à luz da ontologia marxiana

MOURA, Dante Henrique. Ensino médio integrado: Subsunção aos interesses do capital ou travessia para a formação humana integral

NERES, Celi Corrêa; CORRÊA, Nesdete Mesquita. O trabalho como categoria de análise na educação do deficiente visual

NORTHEN, Guilherme Reis. Corpo e emancipação nos escritos do Jovem Marx: uma abordagem crítica da educação física brasileira

PETERNELLA, Alessandra; GALUCH, Maria Terezinha Bellanda. Reflexões sobre teoria e prática na formação do pedagogo com base nos pressupostos marxianos

RAMOS, Marise. Concepção do Ensino médio integrado

RODRIGUES, José. Educação politécnica

SAES, Décio Azevedo Marques de. Classe média e escola capitalista

SAES, Décio Azevedo Marques de. Escola pública e classes sociais no Brasil 

SANTOS, Jose Barreto dos. A criação do curso de pedagogia no contexto da formação do capitalismo monopolista brasileiro : um estudo da década de 1930

SAVIANI, Dermeval. Marxismo e pedagogia

SILVA, Maria das Graças Martins da; VELOSO, Tereza Christina Mertens Aguiar.Democratização do ingresso na educação superior: liames com a teoria marxista

SIQUEIRA, Janes Teresinha Fraga. Trabalhar para estudar/estudar para trabalhar: realidade e possibilidades

SOUZA, Silvana Aparecida de. Educação e responsabilidade empresarial: “novas” modalidades de atuação da esfera privada na oferta educacional.

SOUZA, Silvana Aparecida de.Formas Renovadas de Privatização da Educação no Brasil: o trabalho voluntário e a responsabilidade social da empresa (RSE)

SOUZA, Silvana Aparecida de.Trabalho voluntário e responsabilidade social da empresa: novas formas de exploração da força de trabalho e de extração da mais-valia

SOUZA, Silvana Aparecida de.Trabalho, educação e emancipação

SOUZA, Silvana Aparecida de. A introdução do empreendedorismo na educação brasileira: primeiras considerações

SOUZA, Silvana Aparecida de. Gestão democrática da escola e participação.

SOUZA, Silvana Aparecida de. Gestão democrática e arquitetura da escola

TAFFAREL, Celi Zülke. Marxismo e educação: contribuição ao debate sobre a teoria educacional e a transição

TREIN, Eunice; RODRIGUES, José. O mal-estar na Academia: produtivismo científico, o fetichismo do conhecimento- mercadoria

TUMOLO, Paulo Sergio. Trabalho, educação e perspectiva histórica da classe trabalhadora: continuando o debate

VIANA, Marta Loula Dourado. A relação entre teoria e prática: afinal, qual o lugar da prática na formação de professores

ZORZAL, Marcos. Educação em tempos neoliberais: uma leitura possível da repetição histórica em Marx a partir da análise conjuntural de Antonio Gramsci

Educação, socialismo e emancipação

ALVORI, Ahlert. Inter-relações entre alienação, emancipação e educação

BARROS, César Mangolin de. O ensino superior brasileiro e exclusão prorrogada de Pierre Bourdieu

BITTAR, Marisa; FERREIRA Jr., Amarilio. A educação na Rússia de Lênin

 LIMA. Jacqueline Aline Botelho. Trabalho, educação e emancipação humana: a centralidade da Teoria da Alienação em Marx no enfrentamento dos dilemas da educação

LOMBARDI, José Claudinei. A educação e a Comuna de Paris: contribuição ao debate comemorativo dos 130 anos

LUCENA, Kalhil Gibran Melo de; GRILLO, Maria Ângela de Faria. Nos rastros da Comuna: uma educação escolar laica, emancipadora e democrática

MARQUES Jr., Waldemar. Esporte escolar e emancipação humana : reflexões à luz da ontologia marxiana

MELO, Wanderson Fabio de Melo. A Comuna de Paris e a educação: a luta pela escola pública, gratuita, laica e universal, e a recuperação de um debate para a historiografia

OYAMA, Edison Riuitiro. A perspectiva da educação socialista em Lenin e Krupskaia

PIRATELI, Marcos Roberto.O Manifesto do Partido Comunista e a Educação, ou como formar o revolucionário

SAVIANI, Nereide. Concepção socialista de Educação – A contribuição de Nadedja Krupskaya

SILVA, Kátia Augusta Curado Pinheiro Cordeiro da. A formação de professores na perspectiva crítico-emancipadora

SAES, Décio Marques de. Educação e socialismo 

SOARES, Rosemary Dore. A concepção socialista da educação e os atuais paradigmas da qualificação para o trabalho: Notas introdutórias

TAFFAREL, Celi Neuza Z. Marxismo e educação: contribuição ao debate sobre a teoria educacional e a transição

Livros e capítulos de livros

ADORNO, Theodor. Educação e Emancipação

DUARTE, Newton (org.). Crítica ao fetichismo da individualidade

GRAMSCI, Antônio, Cadernos do Cárcere: o princípio educativo

MAKARENKO, Anton. O socialismo e a educação dos filhos

MAKARENKO, Anton. Poema pedagógico

MARTINS, Lígia Márcia. Da formação humana em Marx à crítica da pedagogia das competências

MÉSZÁROS, I. A educação para além do capital

TONET, Ivo. Educação, Cidadania e Emancipação humana

Revistas marxistas em Educação

Germinal

http://www.portalseer.ufba.br/index.php/revistagerminal

Revista HISTEDBR On-Line

Dialectus – marxismo, teoria crítica e filosofia da educação

Educação e MarxismoRevista do NEPPEM

Educação & Trabalho

 III. Vídeos

DUARTE, Newton. Educação, Formação Humana e Ontologia

DUARTE, Newton. Educação, Modernidade e Pós-Modernidade

DUARTE, Newton. Pedagogia histórico-crítica e psicologia histórico-cultural

LOMBARDI, José Claudinei. Diálogo sem fronteira: Marxismo e Educação

MARTINS, Lígia Márcia. Pedagogia histórico-crítica e psicologia histórico-cultural

PAES, Paulo César Duarte. Vigotski e a Educação Contra o Capital 

RAUBER, Isabel; LEHER, Roberto; CATANI, Afrânio Mendes; SAES, Décio. Educação e socialismo (MESA: Educação e socialismo)

Educação, Formação Humana e Ontologia – V EBEM Dermeval Saviani – Universidade Estadual de Campina/Unicamp e HISTEDBR Ivo Tonet – Universidade Federal de Alagoas/UFAL Alejandro Hugo Gonzalez – Universidad de Buenos Aires/Argentina Mesa redonda realizada dia 14 de abril de 2011, no período da manhã, durante o V Encontro Brasileiro de Educação e Marxismo (EBEM).

https://www.youtube.com/watch?v=AfaXdZctS0s

Mesa e conferência de abertura do V Encontro Brasileiro de Educação e Marxismo (EBEM), realizado em Florianópolis na UFSC de 11 a 14 de abril de 2011. Tema geral do evento: Marxismo, Educação e Emancipação Humana Conferencista: John Bellamy Foster – University of Oregon/EUA (a palestrar está dublada em português) Comentador: Mario Duayer – Universidade Federal Fluminense/UFF

https://www.youtube.com/watch?v=Px6IyIwcI7A

Educação, Consciência de Classe e Estratégia Revolucionária – EBEM Celi Nelza Zülke Taffarel – Universidade Federal da Bahia/UFBA Mauro Luis Iasi – Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ Edmundo Fernandes Dias – Universidade Estadual de Campinas/Unicamp Mesa redonda realizada dia 13 de abril de 2011, no período da manhã, durante o V Encontro Brasileiro de Educação e Marxismo (EBEM).

https://www.youtube.com/watch?v=ARiKL5hnCEU

Estado e Educação na Perspectiva da Classe Trabalhadora – EBEM Beatriz Rajland – Universidad de Buenos Aires/Argentina Roberto Leher – Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ Fernando Ponte de Souza – Universidade Federal de Santa Catarina/UFSC Mesa redonda realizada dia 12 de abril de 2011, no período da manhã, durante o V Encontro Brasileiro de Educação e Marxismo (EBEM).

https://www.youtube.com/watch?v=dFGVXOihLao

https://www.youtube.com/watch?v=6BfmCA9S22U

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O socialismo internacional e a I guerra mundial

Os textos que integram este dossiê foram, em sua maioria, redigidos no calor da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e expressam diferentes abordagens do conflito por parte de alguns dos principais teóricos e dirigentes do Socialismo Internacional no início do século 20. Eles recobrem não apenas a avaliação da guerra e seus significados, mas também o processo revolucionário russo, em seus dois momentos; ao longo de 1917 e das dificuldades e problemas da consolidação do poder revolucionário da jovem república soviética. Fazem parte também desta seleção – que não pretende ser definitiva nem sequer exaustiva – capítulos da obra do historiador sueco Bo Gustafsson que aborda um dos mais importantes debates do movimento socialista europeu pré-guerra, aquele suscitado pela discussão das teses revisionistas de Eduard Bernstein (1850-1932). Divulgam-se também um clássico livro e um ensaio deste autor; este último texto integra o Bernstein-Debatte que é objeto de um elucidativo artigo de autoria de Antonio Bertelli.

Somos gratos a Leandro Galastri, atuante membro do Conselho Editorial, pela colaboração na organização deste dossiê.

Editoria

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O Socialismo internacional e a primeira Guerra Mundial

Muniz Ferreira, comitê editorial

 A deflagração da I Guerra Mundial no mês de julho de 1914, além de haver significado um acontecimento sem precedentes para os povos europeus, assinalou também o início da mais grave cisão jamais sofrida pelo movimento operário e socialista internacional.

Sua ocorrência se verificou em um contexto no qual percepções divergentes de previsibilidade e imprevisibilidade atingiram os representantes políticos da burguesia  e do proletariado europeus de então.

Despois da vitória alemã na Guerra Franco Prussiana de 1870-1871, começaram a se delinear diferentes sistemas de alianças entre as principais potências europeias, fraturando desde o seu interior política e diplomaticamente o status quo territorial e militar instaurado pela Convenção de Viena.

A negociação de acordos, pactos e tratados públicos e (principalmente) secretos corroía sub-repticiamente os alicerces sobre os quais se apoiava o precário equilíbrio de poder entre as grandes potências do continente.

Também no plano teórico e cultural verificava-se uma evolução, através da qual o legado da ilustração francesa e as correntes de pensamento democrático e socialista passavam a ter suas influências renhidamente disputas, quando não notoriamente superadas pelas correntes de ideias ligadas, não apenas ao conservadorismo autocrático e monárquico, características do período da Restauração na França, mais também das novas concepções, racistas, irracionalistas e social-darwinistas.

Estes fenômenos histórico-políticos atuavam como impulsionadores de ações estatais voltadas intencionalmente para um “ajuste de contas” que para alguns – como a Terceira República Francesa, principalmente – proporcionasse uma reparação das perdas econômicas demográficas e territoriais da guerra 1870-1871. Para o Império Alemão tratava-se de eliminar definitivamente a competição com a França, consolidando sua hegemonia na Europa Ocidental. Já o Império Tzarista ambicionava ampliar sua influência sobre o continente europeu, infiltrando-se na região balcânica, onde um movimento pan-eslavista, que se rebelava contra duas potências imperiais em acelerada decomposição (os impérios Habsburgo e Otomano), parecia clamar por sua intervenção.

O Imperialismo

O fundamento econômico e social desta processualidade história encontrava-se – na avaliação de alguns dos principais analistas do movimento socialista internacional – nas transformações econômicas que caracterizavam o desenvolvimento do capitalismo mundial desde as últimas décadas do século XIX.

Após uma crise econômica que se estendeu da segunda metade dos anos 1870 até o inicio dos anos 90, ocorreram mudanças significativas na organização do sistema capitalista. Em primeiro lugar, uma grande concentração e centralização do capital na economia e na indústria das principais potências capitalistas europeia, assim como nos Estados Unidos.

Uma intensa e abrangente renovação tecnológica levou ao aparecimento de novos processos produtivos e a estruturação de indústrias, como a siderurgia, a indústria química, de automóveis, petroquímica e etc. Estas novas empresas exigiam desde o seu estabelecimento a abertura de seus capitais a uma gama maior de investidores e um entrelaçamento profundo as instituições bancárias, gerando o advento do capital financeiro.

O crescimento sem precedentes da escala de produção, a ampliação dos custos daí decorrentes, os compromissos para com um número crescente de investidores e a subordinação à lógica do capital financeiro impulsionaram os monopólios capitalistas à uma corrida frenética por novos mercados consumidores, fontes de matérias e candidatos á contratação de empréstimos bancários, no exterior.

A Segunda Internacional

Entre as modificações sociais geradas pela chamada Segunda Revolução Industrial, cujos contornos gerais foram mencionados acima, constam o crescimento quantitativo da classe operária, e a sua concentração em grandes conglomerados urbano-industriais. Estes fenômenos também tiveram, entre os seus corolários, o incremento da percepção da magnitude de sua importância social, por um número crescente de trabalhadores, favorecendo a formação de grandes sindicatos e partidos operários de massas.

Tal fator, por sua vez, gerou condições mais favoráveis à divulgação das ideias socialistas, dentre as quais, aquelas formuladas por Marx e Engels. Com o passar do tempo, partidos operários influentes e contando com o apoio de importantes contingentes de trabalhadores tornaram-se receptores e difusores de elaborações teóricas e/ou programáticas destes autores. Por outro lado, tais formulações eram simplificadas e esquematizadas para fins de popularização, acarretando certo prejuízo de seus elementos mais ricos e complexos e favorecendo sua assimilação às abordagens economicistas, positivistas e deterministas. ler mais

Dix 1

Otto DIX (1891-1969)

I.  Sobre a Guerra e a construção do Socialismo

KAUTSKY, Karl, “Imperialismo e a Guerra” (Die Neue Zeit em 11 de setembro de 1914)

“Preparação para a Paz” (Neue Zeit 1 de outubro de 1914)

KOLLONTAI, Alexandra, “Quem precisa da guerra?” (1915)

LENIN, Vladimir,  “O que não se deve imitar do movimento operário alemão”  (Proveschenie, no.4, Abril de 1914).

“Sobre o direito das nações à autodeterminação” (Prosvechtchénie n.º 4, 5 e 6, Abril-Junho de 1914)

“A Guerra e a Social-Democracia da Rússia” (Sotsial-Demokrat n.° 33, 1 de Novembro de 1914)

“Acerca do Orgulho Nacional dos Grão-Russos”( Sotsial-Demokrat n.° 35, 12 de Dezembro de 1914)

“Sobre o Derrotismo Durante a Guerra Imperialista”

Sobre a Palavra de Ordem dos Estados Unidos da Europa” (Sotsial-Demokrat n.° 44, 23 deAgosto de 1915).

Nota da Redação do “Sotsial-Demokrat” Sobre o Manifesto do CC do POSDR Acerca da Guerra” (Em Agosto de 1915 na brochura O Socialismo e a Guerra, editada em Genebra pela redação do Jornal Sotsial-Demokrat.).

“O Oportunismo e a Falência da II Internacional” (Revista Vorbote, nº1, Janeiro de 1916 )

O Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo (tomo 2 das Obras Escolhidas em seis tomos, de V. I. Lénine, Editorial «Avante!»-Edições Progresso, Lisboa-Moscovo, 1984)

“O Programa Militar da Revolução Proletária” (Primeira edição: em Setembro e Outubro de 1917 no jornal Jugend-Internationale, n.° 9 e 10. Em russo foi publicado pela primeira vez em 1929 nas 2.ª e 3.ª eds. das Obras Completas de V. I. Lénine, t. 19.)

“Sobre a Tendência Nascente do “Economismo Imperialista” (Primeira edição: em 1929, na revista Bolchevik, n.° 15)

“Imperialismo e a Cisão do Socialismo” (Sbornik Sotsial-Demokrata No. 2, December 1916, Lenin Collected Works, Progress Publishers, 1964, Moscow, Volume 23, pages 105-120. Traduzido do Russo para o Inglês por M. S. Levin, The Late Joe Fineberg e outros).

“Cartas de Longe” (Publicado sob forma resumida em 21 e 22 de Março de 1917 no jornal Pravda, nos. 14 e 15, e publicado integralmente pela primeira vez em 1949, na 4.a ed. das Obras de V. I. Lénine, t. 23.)

Discurso a Favor da Resolução Sobre a Guerra (Publicado pela primeira vez em 1921, nas Obras de N. Lenine (V. Uliánov), t. XIV, parte II.)

“Resolução Sobre a Guerra” (Pravda, n.° 44, de 12 de Maio (29 de Abril) de 1917.)

Resolução Sobre o Momento Actual” (Publicado em 16 (3) de Maio de 1917 como anexo ao n.º 13 do Soldátskaia Pravda.)

“Para a História da Questão da Paz Infeliz” (As teses foram escritas a 7 (20) de janeiro; a tese 22 foi escrita a 21 de Janeiro (3 de Fevereiro); a introdução foi escrita em Fevereiro, antes de 11 (24), de 1918.)

“Posfácio às Teses Sobre a Questão da Conclusão Imediata de uma Paz Separada e Anexionista” (Publicado pela primeira vez em 1929 na Colectânea Leninista, t. XI.)

“Discursos Sobre a Guerra e a Paz na Reunião do CC do POSDR(b)” (Publicado pela primeira vez em 1922 nas Obras de N. Lenine (V. Uliánov), t. XV; a terceira intervenção foi publicada em 1929 no livro Actas do CC do POSDR. Agosto de 1917Fevereiro de 1918.)

“Projecto de Radiograma ao Governo do Império Alemão” (O radiograma foi publicado a 19 (6) de Fevereiro de 1918 no n.º 30 do Pravda (edição vespertina).

“A Pátria Socialista Está em Perigo!” (Pravda, n.° 32, 22 (9) de Fevereiro de 1918, e Izvéstia TsIK, n.º 31, 22 (9) de Fevereiro de 1918).

“Uma Lição Dura, mas Necessária” (Pravda, nº 35 (edição vespertina). 25 (12) de Fevereiro de 1918. Assinado: Lénine.)

“Posição do CC do POSDR (Bolchevique) na Questão da Paz Separada e Anexionista” (Primeira edição: a 26 (13) de Fevereiro de 1918 no n.º 35 do Pravda)

“Projecto de Decreto do CCP (Conselho de Comissários do Povo) Sobre a Evacuação do Governo.” (Primeira edição: em 1929, na Colectânea Leninista, t. XI).

“Estranho e Monstruoso” (Pravda, n.º 37 e 38; 28 (15) de Fevereiro e 1 de Março (16 de Fevereiro) de 1918. Assinado: N. Lenine) .

“V Congresso de Toda a Rússia Dos Sovietes de Deputados Operários, Camponeses, Soldados e Combatentes do Exército Vermelho” (Publicado em 1918 no livro O V Congresso de Toda a Rússia dos Sovietes. Registro taquigráfico. Ed. pelo CEC de Toda a Rússia).

LIEBKNECHT, Karl, “Os Próximos Objetivos da Vossa Luita” (folha volante do grupo “Internationale”)

LUXEMBURG, Rosa, A Crise da Social-Democracia (Folheto Junius) – Socialismo ou Barbárie? ( 1a. edição: em Zurique, Fevereiro 1916, e distribuído ilegalmente na Alemanha)

GRAMSCI, Antônio, Wilson e os Maximalistas Russos (Il Grido del Popolo, 2 de Março de 1918)

Otto-Dix 2

Otto DIX (1891-1969)

II. Sobre Bernstein e o revisionismo

BERNSTEIN, Eduardo, Las premisas del socialismo y las tareas de la social-democracia

________________,  O revisionismo na social-democracia

GUSTAFSSON, Bo, Marxismo e revisionismo. A crítica bernsteinniana do marxismo e suas premissas histórico-ideológicas, parte I, II, III e IV

BERTELLI, Antônio,  O pano de fundo histórico-teórico do Bernstein-Debatte

GALASTRI, Leandro, Revisionismo latino e marxismo

ARCARY, Valério, Cem anos da I GM: imperialismo contemporâneo e a social- democracia alemã em perspectiva histórica

 

 

 

 

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Rui Facó

Rui Faco (foto) (4)

Nesta página publicamos um dossiê sobre Rui Facó (1913-1963), jornalista, escritor e ativo militante comunista que deu uma perene contribuição ao debate sobre o Brasil, a partir das questões que envolviam os trabalhadores no campo brasileiro e o debate que envolvia a noção de povo. Neste dossiê divulgamos vários trabalhos de Rui Facó sobre o Brasil, a partir de temas candentes de sua época.

Milton Pinheiro, da Editoria do blog,  é autor de dois textos que examinam a originalidade e o significado da produção intelectual de Rui Facó no interior do pensamento social e político brasileiro.

Editoria

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I. Livro

Cangaceiros e Fanáticos

II. Textos (artigos em jornal)

História d’A Classe Operária IV p. 2

O 18 Brumário de Luis Bonaparte p.3

Um falso conceito da revolução brasileira (pag.3)

Como lutou o México contra os trustes do petróleo  (pag 8)

A luta não cessará pag.5

Ordens dos Estados Unidos pag.6

Munich no Catete pag. 2

A classe operária e o patriotismo pag. 5

A defesa da paz pela URSS na SDN e nas Nações Unidas (pag.5)

Livros de uma geração inquieta p05

Movimento camponês 62 p06

Um conservador apóia o governo de Arraes p04

Mater et Magistra II p04

O chefe Horácio de Matos p05

Sacerdotes católicos na luta pela reforma agrária radical p08

Capitais do Jaguaribe e Cariri ocupam posições da Anderson Clayton p04

Os anticomunistas e a paz p02

As associações camponesas e a luta pela posse da terra p07

Tóquio e Panamá p02

Na terra onde se faz o vinho & luta. contra o latifúndio p06

A ideologia do colonialismo p04

Duas forças se defrontam a várzea e as ligas p06

O encontro dos dois gigantes p02

Nós e os EUA p02

A guerra da lagosta nas praias do Ceará p09

Algumas lições da crise janista p02

Notas sobre livros p05

Aonde conduz a terceira força p3

Cerco do latifúndio asfixia pequena propriedade gaúcha p06

A permanência de Euclides da Cunha p04

Solidariedade a Cuba p02

Reparos a um prefácio de livro brasileiro na URSS p05

A reforma agrária de Chester Bowles p08

O sindicato foi o berço da legislação mineira p06

Notas sobre livros p05

A penetração capitalista no campo cria problemas para a associação p07

O pesadelo dos Corções p05

Não deve a América Latina desarmar-se sozinha p09

Outro fracasso da reação p02

Quem faz as leis no Brasil p05

Só falta o submarino p02

Derrota dos EEUU na OEA p02

Romanceiro cubano p12

Em Trombas e Formoso são os próprios camponeses que fazem a reforma agrária p08

Reforma agrária na lei ou na marra p08

Os posseiros de Trombas e Formoso ainda sofrem ameaças dos grileiros p05

III. Textos sobre a obra de Rui Facó

a) Uma interpretação do Brasil na perspectiva da revolução brasileira

Milton Pinheiro

Jornalista e escritor, Rui Facó deu uma enorme contribuição na imprensa brasileira de 1937 até a sua morte, em 1963. Neste dossiê encontram-se muitos trabalhos de Rui Facó sobre o Brasil, a partir de temas candentes de sua época.

Compreende-se que é necessário abrir uma nova frente na batalha das ideias, tornando público o papel desenvolvido pelos trabalhadores e as lutas que marcaram a história brasileira, seja no campo ou na cidade. Falar de suas ações, aprofundar as formulações dos intelectuais do campo marxista que construíram com a sua presença e estudo para a revolução brasileira. Trata-se, mais do que nunca, de lutar por uma hegemonia dos trabalhadores.

Rui Facó formulou uma análise para entender o Brasil no século XX, abriu trilhas para desvendar a realidade social a partir do arcabouço da tradição marxista que dispunha em sua época, centrada nos estudos sobre a formação social brasileira, a partir das categorias povo, nação e lutas sociais. O seu cabedal interpretativo está centrado no rigor historiográfico e no aprofundamento da análise política. Para além das falsas premissas, que hoje são apresentadas pela lógica pós-moderna, encontramos nele uma interpretação da realidade pautada nos processos de lutas, cuja orientação era a procura por uma nova sociabilidade na história.

Rui Facó nasceu em Beberibe, no Ceará, em quatro de outubro de 1913 e a perspectiva de trabalho desenvolvida por ele teve a influência da realidade nordestina. Portanto, a partir desse locus, desenvolveu um compromisso de pesquisa sobre o Brasil, e o processo de autoconstituição do povo. Essa preocupação tornou-se um programa de pesquisa, orientado pela análise da luta do povo contra a opressão; do conjunto das lutas sociais; das manifestações dos índios; dos escravos; do que ocorreu em Canudos; das manifestações e atos dos cangaceiros; dos movimentos dos beatos; dos movimentos republicanos; das lutas pela libertação do imperialismo; e da guerra engendrada pelo latifúndio. Tudo isso, a partir do princípio dialético da relação entre dominação e resistência, que formou o todo articulado que compreendemos como nação. ler mais

 b) Rui Facó, In: Intérpretes do Brasil, por Milton Pinheiro

http://marxismo21.org/wp-content/uploads/2014/06/M-Pinheiro-Rui-Facó1.pdf

Dora Vasconcellos, Rui Facó e os pobres do campo

 

IV. Blog

Rui Facó: Homenagem aos 100 anos

 

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Estado e democracia

Dentre as mais importantes contribuições do marxismo para a análise política estão aquelas relacionadas com os temas do Estado e da democracia. Desde Marx, Engels e Lenin, atravessando todo o século XX e até os dias de hoje, os autores marxistas procuraram inserir os estudos destes fenômenos políticos no contexto maior de uma totalidade social, procurando entender a especificidade da política em sua relação com os fenômenos sociais, econômicos e culturais. Respeitando a autonomia própria da política, o marxismo logrou especialmente mostrar os nexos existentes entre o Estado, a democracia e as classes sociais.

No caso da democracia, sem desconsiderar os seus aspectos institucionais, legais e formais, o marxismo evidenciou o seu conteúdo substantivo essencial enquanto dominação de classe sobre classe, cuja desaparição só é pensável com o fim das classes e da dominação política. Como mostra o dossiê, boa parte dos textos se deteve no estudo da democracia capitalista, mostrando seus limites e a impossibilidade de lhe atribuir um caráter acentuadamente participativo diante do poder político e econômico dos grandes monopólios. Mais recentemente, os marxistas destacam o esvaziamento dos parlamentos e a crise da representação como indicadores de um regime político limitado e cada vez mais colocado em xeque como expressão de uma autêntica manifestação popular. Mostrou ainda que, apesar de seu significado, o voto periódico se transformou em uma formalidade cada vez menos apta a mobilizar o conjunto da população em torno de debates políticos substantivos. Outro tema relevante da pesquisa marxista foi e é o da democracia socialista, que só pode ser pensada no decorrer de uma transformação social e econômica radical.

A crítica ao formalismo institucional também está presente na análise marxista sobre o Estado. Nesse caso, ela teve papel fundamental na preservação do próprio conceito de Estado quando a Ciência Política liberal tentava substituí-la, entre outros termos, pelo conceito de sistema político, tentando deslocar o enfoque do centro do poder político. Além de analisar a sua organização interna, a sua dinâmica específica e o modo de sua intervenção na sociedade, especialmente no caso da capitalista, o marxismo mostra como esses elementos se articulam a uma específica dominação de classe que procura manter-se oculta sob o discurso da representação popular e nacional. A mais recente crise do capitalismo, com o episódio da enorme transferência de recursos financeiros do Estado para os bancos – particularmente responsáveis por sua eclosão -, mostrou, mais uma vez, a pertinência da análise marxista. Em relação ao Estado socialista, as diferentes contribuições procuram evidenciar as dificuldades de construção de um novo Estado que garanta de fato a mais ampla e democrática participação popular. Tema mais do que relevante nesse início de século XXI. [As ilustrações são de Georg Grosz (1853-1959).]

Editoria

*******Grosz 1b

1. Formulações teóricas

 A democracia como valor universal, Carlos Nelson Coutinho
http://boletimef.org/biblioteca/2921/artigo/A-democracia-como-valor-universal.pdf

Estado e democracia – ensaios teóricos, Décio Saes http://de.scribd.com/doc/175818616/Estado-e-democracia-ensaios-teoricos-Decio-Saes

Democracia, Décio Saes http://de.scribd.com/doc/150744822/Decio-Saes-Democracia

2. O caso brasileiro

Estado e burguesia no Brasil. Origens da autocracia burguesa, Antonio Carlos Mazzeo, parte I, parte II, parte III, parte IV

O Estado brasileiro: gênese, crise, alternativas, Carlos Nelson Coutinho https://sites.google.com/site/projetosintegradosrj/textos/oestadobrasileirogenesecrisealternativas

A  formação do Estado burguês no Brasil, Décio Saes
http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000075897&opt=4

A questão da evolução da cidadania política no Brasil, Décio Saes http://www.scielo.br/pdf/ea/v15n42/v15n42a21.pdf

O longo bonapartismo brasileiro – 1930-1964, Felipe Demier http://www.historia.uff.br/stricto/td/1389.pdf

Clientelismo e democracia capitalista, Francisco Pereira de Farias http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-4782000000200004&lng=pt&nrm=iso&userID=-2

Democracia no Brasil sob o Império, Guillermo Johnson
http://marxismo21.org/wp-content/uploads/2012/08/A-quimera-democratica.pdf

Coerção e consenso na política, Jacob Gorender http://www.scielo.br/pdf/ea/v2n3/v2n3a04

A formacäo do Estado populista na América Latina, Octavio Ianni http://de.scribd.com/doc/64015390/A-formacao-do-Estado-populista-na-America-Latina-Octavio-Ianni

Estado e planejamento econômico no Brasil, Octavio Ianni http://www.4shared.com/office/RYNWSm0_/ianni_octavio-estado_e_planeja.html

Acerca del Estado en America Latina, Ruy Mauro Marini http://www.marini-escritos.unam.mx/030_estado_es.htm

Brasil: da ditadura à democracia, Ruy Mauro Marini http://www.marini-escritos.unam.mx/033_brasil_ditadura_port.htm

grosz 2

3. Estado e democracia no capitalismo

A democracia como valor operário e popular, Adelmo Genro Filho http://www.danielherz.com.br/system/files/acervo/ADELMO/Artigos/A+Democracia+como+Valor+Operario+e+Popular.pdf

Elementos para uma análise marxista da instabilidade política no Estado burguês, Aldo Durán Gil http://www.unicamp.br/cemarx/ANAIS%20IV%20COLOQUIO/comunica%E7%F5es/GT3/gt3m3c1.pdf

Estado militar e crises políticas na BolíviaAldo Duran
http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000311497&opt=4

Uma teoria marxista do político? O debate Bobbio trent´anni doppo, Alvaro Bianchi http://www.scielo.br/pdf/ln/n70/a04n70.pdf

Esquerdas, democracia e revolução, Caio Navarro de Toledo
http://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/arquivos_biblioteca/artigo285CM_1.3.pdf

Contra corrente, Carlos Nelson Coutinho http://www.acessa.com/gramsci/?page=visualizar&id=179

Marxismo, Estado e políticas públicas, Claudio Gurgel e Agatha Justen http://www.wallacemoraes.com.br/clientes/23/Imgs/Marxismo.pdf

Os paradoxos da democracia e as insuficiências do marxismo. Notas sobre um debate na Itália, Daniele Stasi http://www.domhelder.edu.br/revista/index.php/veredas/article/view/10

A questão da democracia no pensamento de Ellen Wood, Darlan Montenegro http://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/arquivos_biblioteca/artigo275aseparacao.pdf

Dinheiro e política, Edmundo Dias
http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/2102

Poder judiciário e legitimidade do Estado burguês, Eduardo Stotz

Democracia burguesa e a prática política elitista, Eliel Machado
http://www.pucsp.br/neils/downloads/v3_artigo_eliel.pdf

Democracia: qual? até quando? Eliel Machado
http://www.pucsp.br/neils/downloads/v8_eliel.pdf

Crítica ontológica à concepção de democracia de Carlos Nelson Coutinho, Felipe Magale
http://www.sapientia.pucsp.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=4693

Para além da democracia deliberativa – uma crítica marxista à teoria política habermasiana, Francisco Mata Machado Tavares http://www.academia.edu/4081288/Para_Alem_da_Democracia_Deliberativa_uma_critica_marxista_a_teoria_politica_habermasiana

Estado, democracia e resistências sociais, Gilberto Calil http://www.teoriacritica.com.ar/?page_id=672

Ditaduras e democracias, Gilberto Calil et alli http://www.historiaepoder.net/images/textos/ditadurademocracia.pdf

De frente para o Estado, Jair Pinheiro
http://www.pucsp.br/neils/downloads/pdf_19_20/4.pdf

Contra a canonização da democracia, João Quartim de Moraes
http://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/arquivos_biblioteca/artigo7101quarti.pdf

Liberalismo e democracia: crítica a Bobbio, Gabriel Vitullo e Davide Scavo

Marxismo e democracia : crítica à razão liberal, Juarez Guimaräes http://portal.anpocs.org/portal/index.php?option=com_docman&task=doc_view&gid=5017&Itemid=358

Democracia burguesa e apatia política, Luciano Martorano
http://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/arquivos_biblioteca/artigo246artigo135artigo137artigo2.pdf

Estado-nação e ideologia nacional, Lúcio Flávio Almeida
http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000028960&opt=4

Estado, nação, transnacionalização, Lúcio Flavio de Almeida
http://www.pucsp.br/neils/downloads/v4_artigo_lucio.pdf

Nacionalitarismo, antIimperialismo e democracia, Lúcio Flávio de Almeida http://www.snh2011.anpuh.org/resources/anais/14/1300851599_ARQUIVO_LucioFRAlmeidapANPUH2011semoresumo.pdf

Contribuição ao debate sobre a democracia, Márcio Naves http://pt.scribd.com/doc/179548923/Contribuicao-ao-Debate-sobre-a-Democracia-por-Marcio-Naves-1981

Democracia e dominação de classe burguesa, Márcio Naves
http://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/arquivos_biblioteca/artigo244_Naves.pdf

Estado, democracia e cidadania, Nildo Viana http://movaut.net/wp-content/uploads/2012/09/EstadoDemocraciaeCidadaniaNildoViana2.pdf

O Estado-nação na época da globalização, Octavio Ianni
http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/1904

Uma análise dos Estados capitalistas com base em Joachim Hirsch, Roberta Ibanez http://www.criticadodireito.com.br/edicao-atual-numero-2-volume-3/http-www-criticadodireito-com-br-todas-as-edicoes-numero-2-volume-38-uma-analise-dos-estado

Partidocracia e limites da democracia liberal, Valerio Arcary
http://www.pucsp.br/neils/downloads/v9_artigo_valerio.pdf

imagem 1 Grosz

4. Estado e democracia no socialismo

 O pluralismo político na democracia socialista,  Décio Saes   http://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/arquivos_biblioteca/artigo36critica6parte3.pdf

Socialismo e democracia: dilemas e perspectivas, Flávia Nicolis
http://revista.unibrasil.com.br/index.php/retdu/article/view/129

Democracia e socialismo, Florestan Fernandes
http://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/arquivos_biblioteca/artigo153_Florestan.pdf

Conselhos na revolução alemã, Isabel Loureiro http//www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/arquivos_biblioteca/artigo13097_merged.pdf

 Democracia e socialismo em Rosa Luxemburgo, Isabel Loureiro http://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/arquivos_biblioteca/artigo234_Isabel.pdf

Marxismo, democracia e revolução, Isabel Loureiro
http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/2029

Burocracia e socialismo, Luciano Martorano
http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000214706&opt=4

Democracia e conselhismo, Luciano Martorano http://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/arquivos_biblioteca/artigo163Artigo2.pdf

Socialismo e democracia no marxismo de Carlos Nelson Coutinho, Marco Aurélio Nogueira
http://www.ipea.gov.br/participacao/images/pdfs/socialismoedemocracia.pdf

A transição socialista e a democracia, Márcio Naves http://www.revistaoutubro.com.br/edicoes/04/out4_09.pdf

Democracia e autogestão, Nildo Viana

A  democracia na perspectiva de alguns teóricos marxistas, Maria José de Rezende http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/seminasoc/article/viewFile/9474/8265

Ecosocialismo e planejamento democrático, Michael Löwy  http://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/arquivos_biblioteca/artigo164Artigo3.pdf

Gramsci e a democracia operária, Ricardo Rodrigues Alves de Lima http://www.snh2011.anpuh.org/resources/anais/14/1308185858_ARQUIVO_GramscieaDemocraciadosConselhosdeFabrica-RicardoRALima-Anpuh2011.pdf

Democracia: única via do socialismo, Salomão Malina http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/2091

Rosa Luxemburg e os conselhos operários, Tatiana de Macedo Soares Rotolo http://www.pucsp.br/neils/downloads/pdf_19_20/8.pdf

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5. Recepção de autores clássicos

I – Marx, Engels, Lenin

Classes sociais, Estado e política nos estudos de Marx sobre o bonapartismo, Vânia N.F. Assunção,

Bobbio e a teoria marxista do Estado, Adriano Nascimento http://periodicos.uesb.br/index.php/cadernosdeciencias/article/viewFile/868/874

Democracia e revolução em Marx e Engels, Alvaro Bianchi
http://www.revistaoutubro.com.br/edicoes/16/Artigo_04.pdf

A democracia em Marx, Antonio Elias
http://teses2.ufrj.br/30/teses/660418.pdf

Marx: Estado, Sociedade Civil e Metodologia na “Crítica da Filosofia do Direito”, Benedicto A. Sampaio
http://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/arquivos_biblioteca/artigo287artigo44artigo44CM_1.6.pdf

O Estado racional nos artigos da Gazeta Renana – 1842-1843, Celso Eidt http://www.verinotio.org/di/di4_racional.pdf

Críticas das concepções de Estado, direito e propriedade, Eribelto Castilho
http://www.verinotio.org/monogra/mo4_juvenil.pdf

Política e Estado no pensamento marxista, Fabio de Oliveira https://georisk.wikispaces.com/file/view/Pol%C3%ADtica+e+Estado+no+pensamento+marxista

Marxismo e democracia, Ivo Tonet, http://www.ivotonet.xpg.com.br/arquivos/marxismo e democracia.pdf

Marxismo e democracia, Juarez Guimarães
http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000122623&opt=4

Estado e democracia no marxismo, Marcos Del Roio
http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/view/1956

Democracia e economia em Marx e Engels, Muniz Ferreira
http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/novosrumos/article/viewFile/2105/1737

O enigma da democracia em Marx, Thamy Pogrebinschi, http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69092007000100005&lng=pt&nrm=abn

II – Antonio Gramsci

O Estado moderno e o papel dos intelectuais em Gramsci, Alan Rodrigues de Souza, http://www.verinotio.org/conteudo/0.82179644966665.pdf

Teoria marxista do estado capitalista: uma comparação entre Gramsci e PoulantzasCarlos F.R.P.de Alverga http://jus.com.br/artigos/18964/teoria-marxista-do-estado-capitalista-uma-comparacao-entre-gramsci-e-poulantzas

Opostos que não se atraem: a sociedade civil para Gramsci e os neoliberais, Débora Cristina Goulart http://www.pucsp.br/neils/downloads/pdf_19_20/6.pdf

Considerações históricas sobre o Estado e a sociedade civil em Antonio Gramsci depois dos Cadernos do Cárcere, Jefferson Carriello do Carmo http://publicacoes.ufes.br/agora/search/authors/view?firstName=Jefferson+Carriello+do&middleName&lastName=CARMO&affiliation&country

(Re)visitando Gramsci: considerações sobre o Estado e o poder, Kathleen Elane Leal Vasconcelos | Mauricelia Cordeira da Silva | Valdilene Pereira Viana Schmaller
http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=179628923008

O Estado em Marx e a teoria ampliado do Estado em Gramsci, Maria Euzimar Berenice Rego Silva http://www.unicamp.br/cemarx/ANAIS%20IV%20COLOQUIO/comunica%E7%F5es/GT2/gt2m5c5.pdf

A sociedade civil e o Estado ampliado por Antonio Gramsci, Tarso Cabral Violin http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs/index.php/cejur/article/view/14846

III – Istvan Mészáros

Estado e Capital em Mészáros: Relação de autonomia ou de complemento?, Cristina Paniago http://www.joinpp.ufma.br/jornadas/joinppIII/html/Trabalhos2/maria_Cristina_Soares_Paniago.pdf

Estado, Capital e emancipação humana em Karl Marx e István Mészáros, Livia Cotrim http://www.academia.edu/5013699/ESTADO_CAPITAL_E_EMANCIPACAO_HUMANA

Estado, divisão social do trabalho e propriedade privada em Mészáros, Wallace Moraes http://anpuh.org/anais/wp-content/uploads/mp/pdf/ANPUH.S23.1048.pdf

IV – Nicos Poulantzas

  Poulantzas, o Estado e a Revolução , Adriano Codato
http://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/arquivos_biblioteca/artigo156Artigo4.pdf

A questão da democracia no marxismo (polêmica Althusser e Poulantzas), L. Motta

Os tipos de Estado e os problemas da análise poulantziana do Estado absolutista, A. Boito Jr. http://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/arquivos_biblioteca/artigo41critica7parte4.pdf

A autonomia relativa do Estado em Poulantzas, D. Saes http://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/arquivos_biblioteca/artigo40critica7parte3.pdf

Frações burguesas e bloco no poder em Poulantzas, Francisco de Farias http://portal.anpocs.org/portal/index.php?option=com_docman&task=doc_view&gid=2525&Itemid=230

Poulantzas crítico de Pachukanis, Ivan Amorim
http://marxismo21.org/wp-content/uploads/2012/06/Poulantzas.Pachukanis-I-Amorim.pdf

Apresentação do debate Miliband-Poulantzas, Leandro de Oliveira Galastri e Danilo Martuscelli
http://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/arquivos_biblioteca/artigo158Artigo5.pdf

Direito, Estado e poder: Poulantzas e o seu confronto com Kelsen http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-44782011000100002

Poulantzas e suas três fontes filosóficas na construção dos conceitos de direito, poder e Estado, Luiz E. Motta http://portal.anpocs.org/portal/index.php?option=com_docman&task=doc_view&gid=1312&Itemid=350

Poulantzas: anotações sobre a teoria jurídica, Thyago de Melo
http://marxismo21.org/wp-content/uploads/2012/06/De-Melo_Thiago.Poulantzas.direito.pdf

grosz 5

6. Videos

 Política e Democracia em Lukács, parte 1, Carlos Nelson Coutinho, Marcos del Roio e outros http://www.youtube.com/watch?v=4En5T3jpr0k

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50 anos do golpe de 1964

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50 anos do golpe de 1964

marxismo21 divulga um dossiê sobre os 50 anos do golpe de 1964. Artigos, livros, teses e dissertações acadêmicas, vídeos, filmes, debates em blogs etc. compõem este material que, muito provavelmente, é o mais completo e consistente levantamento bibliográfico que debate este episódio que marcou a história política e social do Brasil.

Os Editores de marxismo21 são gratos ao historiador Demian Bezerra de Melo, doutor pela Universidade Federal Fluminense, pela organização deste dossiê. Blog em construção, outros textos, sugeridos pelos editores e leitores, têm sido  inseridos nesta página.

Editores

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Apresentação

A compilação que compõe este dossiê envolve trabalhos acadêmicos, artigos, uma lista de filmes e vídeos, portais, dicas de eventos acadêmicos, exposições e outros materiais importantes para um aprofundamento da reflexão crítica sobre os 50 anos do golpe de 1964. Evento chave na história do Brasil recente, o golpe de 1964 foi um marco não só para o início de uma ditadura que durou mais de duas décadas. Foi também a condensação de uma relação de forças que produziu estruturas ainda presentes na sociedade brasileira em 2014. Uma análise crítica daquele período não pode perder de vista que a ditadura militar produziu o aprofundamento de certo padrão de acumulação capitalista e, em termos gramscianos, promoveu um processo de ocidentalização do país, o que certamente não pode ser apreendido adequadamente a partir de uma leitura apologética. Impérios econômicos foram forjados nas mais de duas décadas de regime ditatorial, sob a base de uma brutal exploração dos trabalhadores brasileiros.

Como será possível perceber, neste dossiê não selecionamos apenas materiais tributários da tradição marxista, mas também oriundos de outros registros teóricos e incluindo algo que podemos (sem preconceito) caracterizar como anti-marxista. Sobre isso destacamos a primeira sessão “Balanços e controvérsias historiográficas” que oferece um panorama do estado da arte sobre as principais temáticas relacionadas ao golpe e a ditadura, adentrando na controvérsia em torno da qual os marxistas têm caracterizado criticamente certa historiografia como revisionista. Nesse ponto cabe um breve esclarecimento.

Em primeiro lugar, cabe lembrar que, no âmbito da história do próprio marxismo como tradição teórica ligada ao movimento operário, o termo revisionismo tem uma acepção negativa. Contudo, na historiografia, nem sempre esteve associado a um sentido pejorativo, tendo sido os próprios marxistas que produziram proposições revisionistas em várias temáticas contemporâneas, renovando a leitura estabelecida sobre o passado. O debate sobre a Revolução Inglesa, como se sabe, teve num marxista como Christopher Hill um importante renovador, assim como a nova história social do trabalho de Eric Hobsbawm e Edward P. Thompson operou um notável enriquecimento das pesquisas e do conhecimento sobre o mundo do trabalho. Entre os anos 1950 e 1970 eram estes ingleses a quem se poderia referir como revisionistas, e nesse caso não existe qualquer conotação negativa no termo. Todavia, evidentemente, não são positivas revisões baseadas em premissas frágeis, visões apologéticas ou eticamente insustentáveis, como é o caso notório dos Negacionistas do Holocausto.

O questionamento de visões estabelecidas é uma operação imanente ao estudo sobre o passado, pois à medida que o próprio processo histórico se desenvolve, homens e mulheres levantam novas questões e problemáticas, e não poderia ser diferente no caso da historiografia meio século depois do golpe de 1964. Os críticos de tal historiografia revisionista sobre o golpe e da ditadura – entre os quais o organizador deste dossiê – consideram que tal operação tem caminhado no sentido da normalização daquele passado. Nesse sentido, como forma de permitir ao leitor verificar a pertinência desta crítica, uma parte significativa das abordagens revisionistas, pelo menos uma boa amostragem delas, também estão presentes neste dossiê.

Para além dessa controvérsia, o volume das pesquisas que tem se desenvolvido nos últimos anos está bem representado nas partes subsequentes do dossiê. Militares, empresários, trabalhadores, IPES, ingerência estadunidense, Doutrina de Segurança Nacional, participação da ditadura brasileira em outras ditaduras do Cone Sul, luta armada e resistência, a produção artística, a censura (ou censuras, política e de costumes), tortura etc. são uns tantos temas que têm sido visitados por diversos campos do conhecimento nas últimas décadas, e nesse sentido o dossiê apensa também contribuições que transcendem formalmente as fronteiras disciplinares da História. Além disso, uma série de produções cinematográficas tem marcado o processo de construção de uma memória social sobre o golpe e a ditadura, e nesse sentido nossa seleção pôde dispor de boa parte da produção recente disponível na Internet. Existe também uma seleção sumária de obras clássicas e documentos emblemáticos da história de parte das organizações marxistas que atuaram naquele contexto, fontes já conhecidas, mas pouco visitadas nos últimos anos. Boa leitura!

Demian Bezerra de Melo, organizador

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1.      Balanços e polêmicas historiográficas

Caio Navarro de Toledo. 1964: Golpismo e democracia. As falácias do revisionismo. Crítica Marxista, São Paulo, Boitempo, n. 19, p.27-48, 2004. http://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/arquivos_biblioteca/artigo104critica19-A-toledo.pdf

Demian Melo. A miséria da historiografia. Outubro, São Paulo, n.14, p.111-130, 2006. http://www.revistaoutubro.com.br/edicoes/14/out14_06.pdf

_________. Ditadura “civil-militar”?: controvérsias historiográficas sobre o processo político brasileiro no pós-1964 e os desafios do tempo presente. Espaço Plural, M. Cândido Rondon (PR), v.27, p.39-53, 2012. http://e-revista.unioeste.br/index.php/espacoplural/article/view/8574

______. O golpe de 1964 como uma ação de classe. Re-vista – Verdade, Memória, Justiça, janeiro de 2013. Disponível em http://revistavjm.com.br/edicoes/estruturas-economico-politicas-da-ditadura/

______. Revisão e revisionismo historiográfico: os embates sobre o passado e as disputas políticas contemporâneas. Marx e Marxismo, v. 1, n. 1, Niterói, jul/dez  2013. Disponível https://www.academia.edu/4698723/Revisao_e_revisionismo_historiografico_os_embates_sobre_o_passado_e_as_disputas_politicas_contemporaneas

Carlos Fico. Versões e controvérsias sobre 1964 e a ditadura militar. Revista Brasileira de História, São Paulo, v.24, n.47, p.26-60, 2004. http://www.scielo.br/pdf/rbh/v24n47/a03v2447.pdf

________. A historiografia marxista sobre o golpe e a ditadura. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=SfAenGtCAjk

Mário Maestri & Mário Augusto Jakobskind. A historiografia envergonhada. Revista História & Luta de Classes. Ano 1, nº 1, p. 125-131, 2005. http://www.espacoacademico.com.br/024/24res_gaspari.htm

Marcelo Badaró Mattos. O governo João Goulart: novos rumos da produção historiográfica. Revista Brasileira de História, São Paulo, v.28, n.55, jan/jun 2008. http://www.scielo.br/pdf/rbh/v28n55/a12v28n55.pdf

Lucília Almeida Neves Delgado. O governo João Goulart e o golpe de 1964: memória, história e historiografia. Tempo, Niterói (RJ), v.14, n.28, p.125-145, jan-jun 2010. http://www.scielo.br/pdf/tem/v14n28/a06v1428.pdf

Maria Victória Benevides. 64, um golpe de classe? (sobre um livro de René Dreifuss). Lua Nova, v. 58, p. 255-261, 2003. http://www.scielo.br/pdf/ln/n58/a12n58.pdf

João Quartim de Moraes. O efeito desmistificador de A conquista do Estado na análise das bases sociais da contra-revolução. E-premissas (revista de estudos estratégicos), Campinas, n.1, pp.131-146, jun/dez 2006. http://www.unicamp.br/nee/epremissas/pdfs/01.09.pdf

Marcelo Ridenti. As esquerdas em armas contra a ditadura (1964-1974): uma bibliografia. Cadernos AEL, Campinas, v. 8, n. 14/15, 2001.

Marcos Napolitano. O golpe de 1964 e o regime militar brasileiro. Apontamentos para uma revisão historiográfica. Contemporânea – Historia y problemas del siglo XX, v.2, pp.208-217, 2011. Disponível em: http://www.geipar.udelar.edu.uy/wp-content/uploads/2012/07/Napolitano.pdf

 1.1  Ditabranda?

 Editorial do jornal Folha de S. Paulo, de 17 de outubro de 2009, p.2. http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1702200901.htm

Caio Navarro de Toledo. “Crônica política sobre um documento contra a ‘ditabranda’.” Revista Sociologia e Política, Curitiba, v.17, n.34, p.209-217, out.2009. http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-44782009000300014&script=sci_arttext

Marco Antonio Villa. “Ditadura à brasileira.” Folha de S. Paulo, 5 de março de 2009, p.3. http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0503200908.htm

1.2 Intervenções em blogs e sites

 Mauro Iasi. 50 anos do golpe militar: de tragédias e farsas. Blog da Boitempo, 12/03/2014 – http://blogdaboitempo.com.br/2014/03/12/50-anos-do-golpe-militar-de-tragedias-e-farsas/ http://blogdaboitempo.com.br/2014/03/12/50-anos-do-golpe-militar-de-tragedias-e-farsas/

Marco Pestana & Ivan Dias Martins. 1964: o golpe e a luta de classes. Capitalismo em desencanto. 10 de março de 2014. Disponível em http://capitalismoemdesencanto.wordpress.com/2014/03/10/1964-o-golpe-e-a-luta-de-classes/

Thomas Ferreira Jensen, Indústria química e a ditadura, Brasil de Fato

Wesley Carvalho. Fuzil e democracia: um breve mapeamento da polêmica sobre a luta armada no Brasil. Capitalismo em desencanto. 16 de março de 2014. Disponível em http://capitalismoemdesencanto.wordpress.com/2014/03/16/fuzil-e-democracia-um-breve-mapeamento-da-polemica-sobre-a-luta-armada-no-brasil/

Renato Lemos. A “ditadura civil-militar” e a reinvenção da roda historiográfica. Blog Convergência, 9/10/2012. Disponível em http://blogconvergencia.org/blogconvergencia/?p=239

Demian Melo. A historietografia de Marco Antonio Villa: um negacionismo à brasileira. Blog Convergência. 7 de fevereiro de 2014. Disponível em: http://blogconvergencia.org/blogconvergencia/?p=2016

Fábio Konder Comparato. Compreensão histórica do regime militar-empresarial brasileiro. Brasil de Fato, 11/03/2014. http://www.brasildefato.com.br/node/27692

Américo Gomes. Multinacionais alemãs se beneficiaram do golpe de 1964. 23/09/2013. Disponível em http://www.pstu.org.br/node/20027

Augusto C Bounicore. Da ditadura militar brasileira. Fundação Maurício Grabois, parte 1 (19/02/2014) e parte 2 (05/03/2014). Disponível em http://grabois.org.br/portal/revista.php?id_sessao=21&id_publicacao=3320

2. Contribuições sobre o golpe e a ditadura

 James Green & Abigail Jones. Reinventando a história: Lincoln Gordon e as suas múltiplas versões de 1964. Revista Brasileira de História, São Paulo, v.29, no 57, p.67-89, 2009. http://www.scielo.br/pdf/rbh/v29n57/a03v2957.pdf

David Maciel. Democratização e manutenção da ordem: transição da ditadura à Nova República (1974-1985) http://pos.historia.ufg.br/uploads/113/original_MACIEL__David._1999.pdf

Cláudio Beserra de Vasconcelos. A política repressiva contra militares no Brasil após o Golpe de 1964. Locus, v. 12, n.2, 2006. Disponível em http://locus.ufjf.emnuvens.com.br/locus/article/view/2704

_________. As análises da memória militar sobre a ditadura: balanço e possibilidades. Estudos Históricos, Rio de Janneiro, v.22, n.43, 2009. Disponível em http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view/1545/1007

__________. Os militares e a legitimidade do regime ditatorial (1964-1968): a preservação do Legislativo. Vária História, Belo Horizonte, vol.29, p.333-358, jan/abr 2013. http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-87752013000100015&script=sci_arttext

Caio Navarro de Toledo. 1964: o golpe contra as reformas e a democracia. Revista Brasileira de História, São Paulo, v.24, n.47, pp.13-48, 2004. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbh/v24n47/a02v2447.pdf

Daniel Aarão Reis. Ditadura militar, esquerdas e sociedade no Brasil. Gramsci e o Brasil. Disponível em http://www.artnet.com.br/gramsci/arquiv148.htm

______________. Ditadura, anistia e reconciliação. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol.23, n.45, p.171-186, jan./jun.2010. http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/viewArticle/2914

Konrad, Diorge Alceno. Política e Poder Legislativo no Rio Grande do Sul Republicano – Parte 4 1964-1985. A Ditadura Civil-Militar. In. SOARES, Débora Dornsbach; ERPEN, Juliana (orgs.). O Parlamento Gaúcho: da Província de São Pedro ao Século XXI. Porto Alegre : Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, 2013.

_________. A democracia brasileira não foi doada: a resistência na Ditadura Civil-Militar Brasileira. In. ALVES, Clarissa Sommer; PADRÓS, Enrique Serra (orgs.). II Jornada de estudos sobre a ditaduras e direitos humanos – há 40 anos dos golpes no Chile e no Uruguai. Porto Alegre – RS: APERS, 2013. Disponível em:http://www.apers.rs.gov.br/arquivos/1388085964.Ebook_II_Jornada_Ditaduras_e_DH.pdf

Konrad, Diorge Alceno; LAMEIRA, Rafael Fantinel. A Campanha da Legalidade no Rio Grande do Sul no contexto do anticomunismo. Revista Estudos Legislativos. Porto Alegre: ALERGS/Escola do Legislativo, 2011. Disponível em: http://submissoes.al.rs.gov.br/index.php/estudos_legislativos/article/view/70/pdf

Konrad, Diorge Alceno; LAMEIRA, Rafael Fantinel. Campanha da Legalidade, luta de classes e Golpe de Estado no Rio Grande do Sul (1961-1964). Anos 90. Porto Alegre: UFRGS, 2011. Disponível em: http://seer.ufrgs.br/anos90/article/view/23249/18242

Konrad, Diorge Alceno; LAMEIRA, Rafael Fantinel; LIMA, Mateus da Fonseca Capssa. O Golpe e a consolidação da Ditadura Civil-Militar no Rio Grande do Sul. Cuadernos del CILHA, v. 14, 2013. Disponível em: http://www.scielo.org.ar/scielo.php?pid=S1852-96152013000100007&script=sci_arttext

Konrad, Diorge Alceno; LAMEIRA, Rafael Fantinel; LIMA, Mateus da Fonseca Capssa. Ditadura Civil-Militar e historiografia: repressão e resistência. In: PADRÓS, Enrique Serra (Org.). Cone Sul em tempos de ditadura: reflexões e debates sobre a história recente. Porto Alegre: Evangraf/UFRGS, 2013.

Konrad, Diorge Alceno; LIMA, Mateus da Fonseca Capssa. “As resistências armadas no Rio Grande do Sul e as dinâmicas da clandestinidade (1964-1972)”. In. Espaço Plural, v. 27, Marechal Cândido Rondon: UNIOESTE, 2013. Disponível em: http://e-revista.unioeste.br/index.php/espacoplural/article/view/8582/6361

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2.1       A Resistência armada contra a ditadura

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Luiz Bernardo Pericás, Um cangaceiro contra a ditadura militar

2.2 Cultura nos anos 1960

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2.3       Classe trabalhadora antes e depois do golpe

Clifford Andrew Welch. Internacionalismo trabalhista: o envolvimento dos Estados Unidos nos sindicatos brasileiros, 1945-1964. Perseu Disponível:http://www.fpabramo.org.br/sites/default/files/6-CliffordP3.pdf

Marcelo Badaró Mattos. Trabalhadores e sindicatos na conjuntura do pré-64.  Lutas sociais, São Paulo, n. 5, pp.35-46, 1998 e n. 6, pp.83-96, 1999. Duas partes: disponível em http://www.pucsp.br/neils/downloads/v5_artigo_marcelo.pdf e http://www.pucsp.br/neils/downloads/v6_artigo_marcelo.pdf

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Edgar Ávila Gandra & Lidiane Elizabete Friderichs. Trabalho e repressão: memórias de um ferroviário sobre a ditadura civil-militar de 1964. Revista Brasileira de História & Ciências Sociais, v. 4, n. 8, pp.279-290, dez.2012. Disponível em http://www.rbhcs.com/index_arquivos/Artigo.Trabalhoerepressao.pdf

Marco Aurélio Santana. Ditadura militar e resistência operária: o movimento sindical brasileiro do golpe à transição democrática. Política & Sociedade, Florianópolis, v. 7, n. 13, 2008. Disponível em https://periodicos.ufsc.br/index.php/politica/article/view/9321

_____________. Partidos e trabalhadores na transição democrática: a luta pela hegemonia na esquerda brasileira. Dados, Rio de Janeiro, v. 55, n. 3 , pp. 787-826, 2012. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/dados/v55n3/a07v55n3.pdf

Yuri Rosa de Carvalho. “Se dez vidas tivesse, dez vidas daria”: o Movimento Revolucionário Tiradentes e a participação da classe trabalhadora na resistência (1964-1971). Dissertação de mestrado em História. Universidade Federal de Santa Maria, 2014.

3.   Teses, dissertações e monografias

Antonio Rago Filho. A ideologia 64: os gestores do capital atrófico. Tese de doutorado em História. Pontifícia Universidade Católica, São Paulo, 1998. Disponível em http://www.afoiceeomartelo.com.br/posfsa/Autores/Rago%20Filho,%20Antonio/doutorado-RAGO.pdf

João Roberto Martins Filho. O Palácio e a Caserna: a dinâmica militar das crises política na ditadura (1964-1969). Tese de doutorado em Ciência Política. Universidade Estadual de Campinas, 1993. Disponível em http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000065444&fd=y

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Demian Bezerra de Melo. O plebiscito de 1963: inflexão de forças na crise orgânica dos anos sessenta. Dissertação de mestrado em História. Programa de Pós-Graduação em História da UFF, 2009. Disponível em http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2009_Demian_Bezerra_de_Melo-S.pdf

João Marcelo Pereira dos Santos. Herdeiros de Sísifo. Ação coletiva dos trabalhadores porto-alegrenses nos anos 1958 a 1963. Dissertação de Mestrado em História. Campinas, Unicamp, 2002. Disponível em http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000266082

Murilo Leal Pereira Neto. A reinvenção do trabalhismo no “vulcão do inferno”. Um estudo sobre os metalúrgicos e os têxteis de São Paulo. A fábrica, o bairro, o sindicato e a política (1950-1964). Tese de doutorado em História. Universidade de São Paulo, 2006. Disponível em http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-06072007-115417/pt-br.php

Marcos André Jakoby. A organização sindical dos trabalhadores metalúrgicos de Porto Alegre no período de 1960 a 1964. Dissertação de mestrado em História. UFF, 2008. Disponível em: http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2008_JAKOBY_Marcos_Andre-S.pdf

Bárbara Cacau dos Santos. “Trabalhadores cearenses, uni-vos!”: O Pacto de Unidade Sindical em Fortaleza (1957-1964). Dissertação de mestrado em História. Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2009. Disponível http://www.historia.ufc.br/admin/upload/BARBARA%20CACAU.pdf

Demian Bezerra de Melo. Crise orgânica e ação política da classe trabalhadora brasileira: a primeira greve geral nacional (5 de julho de 1962). Tese de doutorado em História. Programa de Pós-Graduação em História da UFF, 2013. Disponível em https://www.academia.edu/3516026/Crise_organica_e_acao_politica_da_classe_trabalhadora_brasileira_a_primeira_greve_geral_nacional_5_de_julho_de_1962_Tese_de_Doutorado_UFF_2013_

Lidiane Elizabete Friederichs. Os ferroviários riograndinos durante a ditadura civil-militar (1960-1970). Dissertação de mestrado em História. Universidade Federal de Pelotas, 2013. Disponível em http://ich.ufpel.edu.br/ppgh/publicacoes/dissertacao-lidiane-friderichs.pdf

Thiago Aguiar de Moraes. “Entreguemos a empresa ao povo antes que o comunista a entregue ao Estado”: os discursos da fração “vanguardista” da classe empresarial gaúcha na revista “Democracia e Empresa” do IPES, Rio Grande do Sul (1962-1971). Dissertação de mestrado em História. PUC-RS, https://www.academia.edu/6446833/_Entreguemos_a_empresa_ao_povo_antes_que_o_comunista_a_entregue_ao_Estado_os_discursos_da_fracao_vanguardista_da_classe_empresarial_gaucha_na_revista_Democracia_e_Empresa_do_Instituto_de_Pesquisas_Economicas_e_Sociais_do_Rio_Grande_do_Sul_1962-1971_

Luciana Costa Pereira. A lista negra dos livros vermelhos: análise etnográfica dos livros apreendidos pela polícia política do Rio de Janeiro, http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=174115

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Ulisses Rubio da Silva. A reboque das multinacionais. Economia brasileira na ditadura militar http://www.unicamp.br/unicamp/ju/590/reboque-das-multis

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Daniel Cantinelli Sevillano. Somos os filhos da revolução: estudantes, movimentos sociais, juventude e fim do regime militar (1977-1985). Tese de doutorado em História. Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010. Disponível em http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-30042010-130523/pt-br.php

Samir Pérez Mortada. Tempos da política: memória de militantes estudantis do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Tese de doutorado em Psicologia. Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008. Disponível em http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-17092010-135320/pt-br.php

Elaine Lourenço. Professores de História em cena: trajetórias de docentes na escola pública paulista (1970-1990). Tese de doutorado em História. Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011. Disponível em http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-12062012-142415/pt-br.php

Sérgio Luiz Santos de Oliveira. O Grupo (de esquerda) de Osasco: movimento estudantil, sindicato e guerrilha (1966-1971). Dissertação de mestrado em História. Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011. Disponível em http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-25062012-164453/pt-br.php

Wilma Antunes Maciel. Militares de esquerda: formação, participação política e engajamento na luta armada (1961-1974). Tese de doutorado em História. Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009. Disponível em http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-28042010-091809/pt-br.php

Edimilson Evangelista de Souza. Heleny Guariba: luta e paixão no teatro brasileiro. Dissertação de mestrado em Artes. Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”. São Paulo, 2008. Disponível em http://acervodigital.unesp.br/handle/123456789/55844

Marco Aurélio Vannucchi Leme de Mattos. Em nome da segurança nacional: os processos da Justiça Militar contra a Ação Libertadora Nacional (ALN), 1969-1979. Dissertação de mestrado em História. Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002. Disponível em http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-01122009-150917/pt-br.php

Luciana Lombardo Costa Pereira. A lista negra dos livros vermelhos: uma análise etnográfica dos livros apreendidos pela polícia política no Rio de Janeiro. Tese de doutorado em Antropologia Social. Museu Nacional/ UFRJ, 2010. Disponível em http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=174115

Tiago de Oliveira, Reorganização do movimento  trotskista no Brasil durante a ditadura

4.        Dossiês 50 anos do golpe

Revista Contexto, Educação e Cultura na ditadura militar

Revista  Verinotio, Coltec/UFMG e Grupo de Pesquisa de Marxologia

Cadernos de História, PUC-MG http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoshistoria/issue/current

Revista História & Luta de Classes, n. 1 (2005): Disponível em http://site.projetoham.com.br/arquivos/revistas/hlc1.pdf

Revista História & Luta de Classes, n.17 (2014): http://site.projetoham.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=100&Itemid=43 (Apresentação e Sumário)

Revista Temporalidades (2014), Disponível em http://www.fafich.ufmg.br/temporalidades/revista/

Revista Perseu http://novo.fpabramo.org.br/content/revista-perseu-especial-cinquentenario-do-golpe

Diversas matérias FSP, http://www1.folha.uol.com.br/especial/2014/50anosdogolpede1964/

5.    Encontros acadêmicos e exposições sobre a efeméride

Colóquio “A cultura e as artes no regime militar: 50 anos do golpe“,  Unesp, Marília,

Trabalhadores, golpes e ditaduras, UFF (14 a 16 de abril) http://trabalhadoresgolpesditaduras.wordpress.com/programacao/

Universidade Federal de Goiás, Campus, Faculdade de História, Golpe e Revolução: Brasil 1964 / Portugal 1974 http://www.historia.ufg.br/pages/67219-seminario-discute-golpe-militar-no-brasil-e-revolucao-dos-cravos-em-portugal

Colóquio “A cultura e as artes no regime militar: 50 anos do golpe“, 22 a 25 de abril, Unesp, Marília

II Colóquio Internacional e I Simpósio de História Contemporânea O colapso das ditaduras: rupturas e continuidades – UEMA (São Luís), entre 8 e 11 de abril http://www.nupehic.net/index.php?option=com_content&view=article&id=66&Itemid=75

Programação Nacional da “Descomemoração” http://programacao50anos.blogspot.com.br/

Exposição “Resistir é preciso” CCBB http://www.youtube.com/watch?v=NkaB_IAoY64

 6.   Textos clássicos e documentos

 Edmar Morel. O golpe começou em Washington. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1965. Disponível em http://www.marxists.org/portugues/tematica/livros/diversos/golpe.pdf

Roberto Schwarz. Cultura e política, 1964-1969. In. O pai de família e outros estudos. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978. Disponível em http://pt.scribd.com/doc/137169000/SCHWARZ-Roberto-Cultura-e-politica-1964-1969-In-O-pai-de-familia-e-outros-estudos

Ruy Mauro Marini. A dialética do desenvolvimento capitalista no Brasil. Disponível em http://www.centrovictormeyer.org.br/attachments/444_Dialetica%20do%20desenvolvimento%20capitalista%20no%20Brasil.pdf

_______________. Brasil: da ditadura à democracia, 1964-1990. (1991). Disponível em http://www.marxists.org/portugues/marini/1991/03/brasil.htm

Caio Navarro de Toledo. O governo Goulart e o golpe de 64. São Paulo: Brasiliense, 1983. Disponível em http://pt.scribd.com/doc/150415431/63931911-Caio-Navarro-de-Toledo-o-Governo-Goulart-e-o-Golpe-de-64

Sebastião V. Cruz e Carlos Estevão Martins. De Castello a Figueiredo: uma incursão na pré-história da “abertura”. In. SORJ, B & ALMEIDA, M. H. T. (orgs.). Sociedade e política no Brasil pós-64. Rio de Janeiro: Centro Edelstein de Pesquisas Sociais, 1983, p. 8-90. Disponível em http://politica3unifesp.files.wordpress.com/2013/01/velasco-e-cruz-de-castello-a-figueiredo.pdf

Francisco de Oliveira. A economia brasileira: crítica à razão dualista. http://www.cebrap.org.br/v2/files/upload/biblioteca_virtual/a_economia_brasileira.pdf

Maurício Grabois. Diário da Guerrilha. (1972-1973). Disponível em http://www.marxists.org/portugues/grabois/1973/12/diario.htm

Carlos Marighella. Carta à Comissão Executiva do Partido Comunista Brasileiro (1 de dezembro de 1966). Disponível em http://www.marxists.org/portugues/marighella/1966/12/01.htm

____________. Luta interna e dialética. (15 de outubro de 1966). Disponível em http://www.marxists.org/portugues/marighella/1966/10/15.htm

___________. Por que resisti à prisão (1965). Disponível em http://www.dhnet.org.br/verdade/resistencia/livro_carlos_marighella_por_que_resisti_a_prisao.pdf

___________. A crise brasileira. (1966). Disponível em http://www.marxists.org/portugues/marighella/1966/mes/crise.htm

__________. Crítica às teses do Comitê Central. (junho de 1967). Disponível em http://www.marxists.org/portugues/marighella/1967/06/teses.htm

__________. Algumas questões sobre as guerrilhas no Brasil. (outubro de 1967). Disponível em http://www.marxists.org/portugues/marighella/1967/10/guerrilhas.htm

_________. Ecletismo e marxismo (1967). Disponível em http://www.marxists.org/portugues/marighella/1967/mes/ecletismo.htm

Carlos Marighella fala à Rádio Havana (1967). Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=5HUSPSO8wNU

_________. Chamamento ao povo brasileiro. (dezembro de 1968). Disponível em http://www.marxists.org/portugues/marighella/1968/12/chamamento.htm

_________. Quem samba fica, quem não samba vai embora. (dezembro de 1968). Disponível em http://www.marxists.org/portugues/marighella/1968/12/samba.htm

_________. Mini-manual do guerrilheiro urbano. (junho de 1969). Disponível em http://www.marxists.org/portugues/marighella/1969/manual/index.htm

_________. Sobre a organização dos revolucionários. (agosto de 1969). Disponível em http://www.marxists.org/portugues/marighella/1969/08/sobre.htm

_________. Escritos de Carlos Marighella. Disponível em http://www.marxists.org/portugues/marighella/ano/mes/escritos.htm

Luiz Carlos Prestes. Os comunistas brasileiros e as divergências no movimento comunista internacional. Disponível em http://www.marxists.org/portugues/prestes/1963/08/divergencias.htm

_____________. Declaração do Partido Comunista Brasileiro. (julho de 1975). Disponível em http://www.marxists.org/portugues/prestes/1975/07/declara.htm

____________. Carta aos comunistas. (março de 1980). Disponível em http://www.marxists.org/portugues/prestes/1980/03/carta.htm

Hermínio Sachetta. Combinar combates democráticos com ações socialistas. (agosto de 1967). Disponível em http://www.marxists.org/portugues/sachetta/1967/08/combates.htm

Eric Sachs. Aonde vamos? (abril/julho de 1967). Disponível em http://www.marxists.org/portugues/sachs/1967/07/aonde.htm

_________. Caminho e caráter da revolução brasileira. (1970). Disponível em http://www.marxists.org/portugues/sachs/1970/mes/caminho.htm

“Notícias sobre o movimento operário: relato de uma luta na Ford. Jornal Política Operária, n.43, out.1975. Disponível em http://centrovictormeyer.org.br//wp-content/uploads/2010/04/Relato-de-uma-luta-na-Ford-em-1975-Jornal-Pol%C3%ADtica-Oper%C3%A1ria.pdf

Eder Simão Sader. Os ensinamentos de Mao Tse-Tung e a guerra revolucionária no Brasil. (outubro de 1968). Disponível http://www.marxists.org/portugues/sader/1968/10/guerra.htm

______________. A crise do reformismo e a formação do partido revolucionário. (1968). Disponível em http://www.marxists.org/portugues/sader/1968/mes/reformismo.htm

Partido Comunista Brasileiro (PCB). Resolução política do V Congresso (setembro de 1960). Disponível em https://www.marxists.org/portugues/tematica/1960/09/congresso.htm

______________________. Informe de Balanço do Comitê Central ao VI Congresso (dezembro de 1967). Disponível em https://www.marxists.org/portugues/tematica/1967/12/informe.htm

7.        Portais eletrônicos

Brasil nunca Mais, disponível em http://bnmdigital.mpf.mp.br/#!/

Tortura nunca mais, Rio de Janeiro, disponível em http://www.torturanuncamais-rj.org.br/

Memórias da Ditadura: Memórias da Ditadura

Memórias Reveladas, disponível em http://www.memoriasreveladas.arquivonacional.gov.br/campanha/index.htm

Comissão Nacional da Verdade http://www.cnv.gov.br/

Comissão Estadual da Verdade (Rio) http://www.cev-rio.org.br/

Comissão da Verdade do Estado de São Paulo http://www.comissaodaverdade.org.br/

Comitê Gaúcho da Verdade http://comitedaverdadeportoalegre.wordpress.com/

Portal de Direitos Humanos, UFSC, http://memorialdh.sites.ufsc.br/

Em outros estados http://www.dhnet.org.br/verdade/estados/index.htm

http://www.documentosrevelados.com.br/assunto/partido-comunista-brasileiro-2/

Documentos revelados http://www.documentosrevelados.com.br/author/aluizio/

Especial da revista Carta Capital: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/especial-lembra-50-anos-do-golpe-contra-jango-6874.html

Última Instância http://ultimainstancia.uol.com.br/conteudo/noticias/68036/Ultima+instancia+inaugura+especial+a+espera+da+verdade+45+anos+do+ai_5+50+anos+do+golpe.shtml

Memória Política e Resitência. http://www.arquivoestado.sp.gov.br/memoriapolitica/materia.php?materia=2

Arquivos da Ditadura http://arquivosdaditadura.com.br/arquivo

Dossiê Mortos e Desaparecidos Políticos http://www.desaparecidospoliticos.org.br/

Blog do Mário Magalhães  http://blogdomariomagalhaes.blogosfera.uol.com.br/

8.        Filmes

Pra frente Brasil!, de Roberto Farias (1982). https://www.youtube.com/watch?v=rzj1_bD3BDI

Batismo de Sangue, Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=YPaycJ8ij3s

Lamarca, disponível em http://www.youtube.com/watch?v=Wy1g8kRMD5Q

Zuzu Angel, disponível em http://www.youtube.com/watch?v=duCoCVG2tt8

Cabra cega, de Toni Venturi, 2005. http://www.youtube.com/watch?v=Kjq5wz8k2C8

O ano em que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburger, 2006. http://www.youtube.com/watch?v=fnrhYwuxaTs

Quase dois irmãos, Lúcia Murat, 2004. https://www.youtube.com/watch?v=dn-CdhVc22k

9.        Documentários e vídeos

Cidadão Boilesen, de Chaim Litewski, Brasil, 2009: Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=yGxIA90xXeY

Roda  Viva com Almino Afonso, março de 2014, http://www.viomundo.com.br/politica/roda-vida-os-golpes-de-almino-afonso-nos-entrevistadores.html 

Dossiê JANGO, Paulo Fontelles https://www.youtube.com/watch?v=gvKCD33F5U8

Diversos  vídeos, https://www.youtube.com/playlist?list=PLxI8Can9yAHcxLg1t0wu8OdGrEFWxdFNX

Militares de esquerda, http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/tv/materias/464450.html?timestamp=1395855758194

1964: um golpe contra o Brasil, https://www.youtube.com/watch?v=GhoI8FdFF6w

A Grande Partida – Anos de Chumbo http://www.youtube.com/watch?v=0vTLJRkdFIc

Muito além do cidadão Kane, de Simon Hartog. Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=PiV-i-fcxHw

Barra 68, disponível em http://www.youtube.com/watch?v=lKz8AGSdwpY

Araguaya, conspiração do silêncio. Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=SKagL2WmH-0

Documentário Marighella: retrato falado do guerrilheiro, de Silvio Tendler. Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=PL7g1bT0_xg

Documentário A convergência socialista e a ditadura militar. Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=zZc9l7xMoZY

Documentário e entrevista com Jacob Gorender para a TV Câmara https://www.youtube.com/watch?v=ON7mXWsyJLw

Ato de fé – Cristãos que enfrentaram a Ditadura Militar http://www.youtube.com/watch?v=OtGdr2xO8cc&app=desktop

A imprensa paulista na ditadura (1964-1985) http://www.youtube.com/watch?v=SwZ8GGmPfZw&app=desktop

Entrevista com Carlos Eugênio Paz à Geneton de Moraes. https://www.youtube.com/watch?v=N6bPoRZBpIs

Exaltação e propaganda da Ditadura Militar na Rede Globo (1975) https://www.youtube.com/watch?v=sN7PfKz7MLA

Cabra cega https://www.youtube.com/watch?v=Kjq5wz8k2C8

EUA e o Golpe militar no Brasil em 1964  https://www.youtube.com/watch?v=Nh6LE_kviXs

Caminhos da Reportagem – Crimes da Ditadura. https://www.youtube.com/watch?v=YgG5lN6KVvA

10.   Livros

Caio N. de Toledo (org.), 1964. O golpe contra as reformas e a democracia, Editora Em Debate, UFSC, 2014

Edgar Morel, O golpe começou em Washington, 1964

Maria Paula Araujo; Izabel Pimentel da Silva; Desirree dos Reis Santos. Ditadura militar e democracia no Brasil: História, Imagem e Testemunho. Disponível em http://www.historia.ufrj.br/pdfs/2013/livro_ditadura_militar.pdf

Michel Silva & Fernando Ponte. Ditadura, Repressão & Conservadorismo, Editora Em Debate, Florianópolis, UFSC, 2011

Os Presidentes da Ditadura Militar, http://www.portalmemoriasreveladas.arquivonacional.gov.br/media/Os%20presidentes%20e%20a%20ditadura%20militar.pdf

Luis Fernando Ayerbe. Estados Unidos e América Latina: a construção da hegemonia. São Paulo: Ed.Unesp, 2002. Disponível em http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/up000016.pdf

Paulo Melo Bastos, A Caixa-preta do golpe de 64: a república sindicalista que não houve. Rio de Janeiro: Família Melo Bastos Editora, 2006. Disponível em: http://www.familiabastos.net/files/caixa_preta_texto.pdf

Joana D’Arc Ferraz & Elaine Bortone. Brasil: ditadura-militar (literatura infanto-juvenil) http://crocomila.blogspot.com.br/2013/06/brasil-ditadura-militar-completo-e.html

VVAA. Ditadura militar na Bahia: novos olhares, novos objetos, novos horizontes. Salvador: Ed.UFBA, 2009. Disponível em http://www.dhnet.org.br/verdade/resistencia/ufba_ditadura_militar_na_bahia_1.pdf

VVAA. Arquivos da Repressão e da Resistência. Comunicações do I Seminário Internacional Documentar a Ditadura. Disponível em http://www.an.gov.br/seminario/imagens/Arquivos%20da%20Repress%E3o%20e%20da%20Resist%EAncia.pdf

Antonio T. Montenegro; Carla S. Rodeghero; Maria Paula Araújo. Marcas da Memória: História Oral da Anistia no Brasil. UFPE. http://relaho.org/documentos/adjuntados/article/180/marcasmemoria.pdf

Repressão e Direito à Resistência. Os comunistas na luta contra a ditadura (1964-1985). São Paulo, 2013. http://grabois.org.br/admin/arquivos/arquivo_33_932.pdf

VVAA. Versões e Ficções: o sequestro da história. São Paulo: Perseu Abramo, 1997. http://www.dhnet.org.br/verdade/resistencia/aarao_reis_versoes_e_ficcoes.pdf

Carla Luciana Silva; Gilberto Calil; Maria José Castelano; Paulo José Koling (orgs.). Estado e Poder: Ditadura e Democracia. Cascavel: Edunioeste, 2011. Disponível em http://www.historiaepoder.net/images/textos/ditadurademocracia.pdf

Edson Teles & Vladimir Safatle (orgs.). O que resta da ditadura: a exceção brasileira. São Paulo: Boitempo, 2010. Disponível em http://pt.scribd.com/doc/160447917/SAFATLE-Vladimir-TELLES-Edson-Org-O-Que-Resta-Da-Ditadura

Luta, substantivo feminino. Mulheres desaparecidas e mortas na resistência à ditadura. São Paulo: Caros Amigos, 2010. Disponível em http://www.dhnet.org.br/dados/livros/dh/livro_sedh_mulheres_ditadura.pdf

Direito à memória e à verdade. Comissão especial de mortos e desaparecidos políticos.  Disponível em https://www.marxists.org/portugues/tematica/livros/diversos/memoria.htm

O controle ideológico na USP (1964-1978), publicado originalmente como O livro negro da USP. São Paulo: Adusp, 2004. http://www.adusp.org.br/files/cadernos/livronegro.pdf

Diversos livros disponíveis para download https://www.marxists.org/portugues/tematica/repressao.htm e http://www.memoriasreveladas.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=17&sid=4

11.   Diversos

Exaltação e propaganda da Ditadura Militar https://www.youtube.com/watch?v=sN7PfKz7MLA

Portal da Comissão Nacional da Verdade http://www.youtube.com/channel/UCERnA-dpopdYmzQUOpVG_8w

Alocução contra o golpe feita pelo deputado Rubens Paiva, 1 de abril de 1964, http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2014/03/19/no-dia-do-golpe-rubens-paiva-usou-o-radio-em-defesa-de-jango-ouca-gravacao-inedita.htm

Caderno especial de O Globo sobre os 50 anos do golpe, http://oglobo.globo.com/pais/50-anos-do-golpe/

Matéria da Folha de S.Paulo: FIESP & golpe e ditadura,  http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/168838-papeis-de-militares-expoem-atuacao-da-fiesp-no-golpe-de-64.shtml

 

 

 

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Teoria das classes sociais

Nesta página marxismo21 publica um extenso e diversificado dossiê que examina a problemática das classes sociais. Textos do marxismo clássico e de pesquisadores brasileiros e do exterior debatem a teoria materialista das classes sociais e da luta de classes; igualmente são examinados os conceitos de burguesia, proletariado/ classe operária, classe média/pequena burguesia e movimentos sociais nas formações sociais capitalistas contemporâneas. Como o leitor poderá comprovar, o dossiê publica contribuições de diferentes vertentes teóricas no interior do marxismo e textos de outros autores que, de forma qualificada, debatem e polemizam com a teoria marxista.

Na organização deste dossiê foi inestimável a colaboração dos pesquisadores Sávio Cavalcante, Patrícia Trópia e Adriano Nascimento a quem a Editoria é especialmente grata.

Editores marxismo21

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I. Textos clássicos

A situação da classe operária em Inglaterra, Friedrich Engels

 Manifesto do Partido Comunista, Karl Marx , Friedrich Engels 

A burguesia e a contra-revolução, Karl Marx

Trabalho assalariado e capital, Karl Marx

As lutas de classe em França de 1848 a 1852, Karl Marx

O 18 de Brumário de Louis Bonaparte, Karl Marx

Salário, preço e lucro, Karl Marx

A questão de camponesa em França e na Alemanha, Friedrich Engels

Classes sociais necessárias e supérfluas, Friedrich Engels

Quiénes son los “amigos del pueblo” y cómo luchan contra los socialdemocratas, Vladimir I. Lenin

El desarollo del capitalismo en Rusia, Vladimir I. Lenin

As classes sociais e o Estado, Vladimir I. Lenin

História da revolução russa, Leon Trotsky

O marxismo e a relação entre a revolução proletária e a revolução camponesa, Leon Trotsky

Análise das classes na sociedade chinesa, Mao Zedong

Como analisar as classes nas regiões rurais, Mao Zedong

II. Classes sociais e lutas de classes: aspectos teóricos

O espaço político segundo Marx, Adriano Codato

Fim da luta de classes? A teoria das classes em Poder Político e classes sociais, Andriei Gutierrez

Estado e classes sociais em A revolução traída de Leon Trotsky , Andriei Gutierrez

Novos contributos para velhas questões da teoria das classes sociais, Antonio Firmino da Costa

Análise de redes sociais, classes sociais e marxismo, Ary Cesar Minella

Cena política e interesses de classe na sociedade capitalista, Armando Boito Jr.

Notas sobre a teoria de formação da classe em E. P. Thompson, Artur José Renda Vitorino

Estado, classe trabalhadora e burguesia industrial (1920-1945): uma revisão, Boris Fausto

El concepto de clases sociales: bases para una discusión, Ciro Flamarion Cardoso, Héctor Pérez Brignoli

Marxismo e teoria das classes sociais, Cristiano Lima Ferraz

Classes sociais e revolução nos escritos de Mao Tsé-Tung (1926-1930), Danilo Martuscelli

Das classes à luta de classes, Duarte Pacheco Pereira

Clases, crisis y Estado, Erik Olin Wright

Cinco estudos do materialismo histórico (vol1.), Étienne Balibar

Cinco estudos do materialismo histórico (vol2.), Étienne Balibar

A teoria marxista das classes e da luta de classes, F. Fedosoeyev

Althusserianismo ou marxismo? A propósito do conceito de classe em Poulantzas, Fernando Henrique Cardoso

Capitalismo dependente e classes sociais na América Latina, Florestan Fernandes

Clase, Estado y poder, Göran Therbon

Classes sociais e trabalho imaterial. Henrique Amorim

Centralidade e imaterialidade do trabalho: classes sociais e luta política, Henrique Amorim

Alguns problemas de teoria das classes sociais, João Ferreira de Almeida

Classes e gerações: a insuficiência das hipóteses da teoria do fim das classes sociais 
Louis Chauvel

Classes e estratos de classes no capitalismo contemporâneo, L.C. Bresser-Pereira

De que falam os marxistas quando falam em classes?, Luís Felipe Miguel

Teoria marxista de classes e a luta de classes na AL, Manuel Castells

Classes sociais e luta de classes: atualidade dos conceitos, Marcelo Badaró Mattos

Clases sociales y lucha de clases, Marta Harnecker

Poder político e classes sociais, Nicos Poulantzas

As classes sociais, Nicos Poulantzas

 As classes sociais no capitalismo hoje, Nicos Poulantzas

As classes sociais em metamorfose: o caso francês, Paul Bouffartigue

Análise de classes, Ralph Miliband

O 18 Brumário e a análise de classe contemporânea, Renato Perissinotto

Teoria de classe, Ronald Chilcote

A contribuição de Edward Palmer Thompson para o conceito de classe social, Victor Emrich

Das classes à ideologia: determinismo, materialismo e emancipação humana na obra de Pierre Bourdieu , Yvon Quiniou

III. Classe dominante, burguesia e elite

Como identificar la classe dominante, Göran Therborn

Revisitando a literatura sobre o empresariado industrial brasileiro: dilemas e controvérsias, Agnaldo Sousa Barbosa

Empresários e ação coletiva: notas para um enfoque relacional do associativismo, Alvaro Bianchi

Estado e burguesia no capitalismo neoliberal, A. Boito Jr.

A burguesia mundial em questão, Danilo Martuscelli

Elite e classe dominante: notas sobre o marxismo inspirado na teoria das elites, Danilo Martuscelli

Estado capitalista e classe dominante ,  Décio Saes

Estado, bloco no poder e acumulação capitalista, Eduardo Costa Pinto, Paulo Balanco

Classes e Estado, Ernesto Martins

Frações burguesas e bloco no poder: uma reflexão a partir do trabalho de Nicos Poulantzas
Francisco Pereira de Farias

Sobre a questão das frações de classe dominante, Francisco Pereira de Farias

Capitalismo de Estado, burguesia de Estado e modo de produção tecnocrático. Helena Hirata

Burguesia e liberalismo: política e economia nos anos recentes, Jorge Miglioli

Dominação burguesa nas sociedades modernas,  Jorge Miglioli

O conceito de bloco no poder e o estudo das relações internacionais, Oswaldo AmaraL

Classe social, elite política e elite de classe: por uma análise societalista da política, Renato Perissinotto, Adriano Codato

IV. Classe média e nova pequena burguesia

Classe média e reformismo altermundialista, Ana Elisa Corrêa

O Fórum Social Mundial e as classes médias brasileira : política de reformas e conciliação de classes, Ana Elsa. C. Corrêa

El rol político de las clases medias en America Latina, Antonio Cortes

Classe média e sindicalismo, Armando Boito Jr.

Nova classe média ou novo proletariado?, Barbara Heliodora França

Classe média e escola capitalista, Décio Saes

Classe média e políticas de classe (notas teóricas), Décio Saes

O efeito classe média, Elísio Estanque

Classe operária e classes médias: situação de classe e posição de classe (Uma abordagem crítica da teoria de classes de Nicos Poulantzas),  John Milios, George Economaki

Classe média, meritocracia e situação de trabalho:  o sindicalismo bancário em São Paulo (1923-1944), Liraucio Girardi Junior

“A nova classe média” vai ao paraíso?, Ludmila Abílio

Sindicalismo de classe media e meritocracia : o movimento docente na Universidade pública, Marcia Fantinatti

Brasil: nova classe média ou novas formas de superexploração da classe trabalhadora?, Mathias Seibel Luce

 A classe média em questão: o debate marxista sobre a inserção de classe dos assalariados não-manuais, Patrícia Trópia

Classe média, situação de trabalho e comportamento sindical: o caso dos comerciários de São Paulo, Patrícia Trópia

Classes médias e modo de produção capitalista : um estudo a partir do debate marxista, Sávio Cavalcante

O perfil da classe média do movimento altermundialista: o caso ATTAC, Santiane Arias

Classe média profissional no Brasil: trabalho e organização política e sindical, Solange Deus Simões

V. Classe dominada e classe operária

De substantivo plural a singular: a transformação das classes trabalhadoras em classe operária, Alexandre Barbosa Fraga

Pré-capitalismo, capitalismo e resistência dos trabalhadores 
A. Boito Jr.

Quando o exército de reserva de operários vai à guerra: o caráter de classe dos protestos de desempregados, Davisson Cangussu de Souza

A formação da classe operária inglesa (vol. I), Edward Thompson

Proletariado e luta de classes em Marx e Engels.Eliel Machado

Mundos do trabalho, Eric Hobsbawm

História e consciência de classe, Georg Lukács

Adeus à classe trabalhadora?,Geoff Eley,  Keith Nield

Um novo salariado? Debate em torno do livro de Jean Lojkine
Gérard Duménil, Michel Vakaloulis, Jean Lojkine

La classe obrera y el nacimiento del marxismo, Göran Therborn

Classes subalternas, lutas de classe e hegemonia: uma abordagem gramsciana, Ivete Simionatto

Proletariado e sujeito revolucionário, Ivo Tonet, Sérgio Lessa

O novo salariado informacional. Nas fronteiras do salariado,  Jean Lojkine

A classe social como processo: o conceito de formação da classe trabalhadora, João Valente Aguiar

Gramsci e a emancipação do subalterno, Marcos Del Roio

El concepto de classe obrera, Nicolás Iñigo Carrera

Adeus ao trabalho?: (as metamorfoses no mundo do trabalho e dimensões da crise do sindicalismo), Ricardo Antunes

Afinal quem é a classe trabalhadora hoje?, Ricardo Antunes

O trabalho, sua nova morfologia e a era da precarização estrutural, Ricardo Antunes

As mutações no mundo do trabalho na era da mundialização do capital, Ricardo Antunes, Giovanni Alves

Uma sociologia da condição proletária contemporânea, Ruy Braga

Notas sobre uma polêmica na definição marxista do proletariado
Sávio Cavalcante

Trabalhador coletivo no Livro I de O capital
Sérgio Lessa

Centralidade ontológica” do trabalho e “centralidade política” proletária, Sergio Lessa

Trabalho e consciência: mudanças na sociedade do trabalho e a reconstrução da teoria de classe. Werner Markert

VI. Campesinato: teoria e política

La organización de la unidad económica campesina, Alexander V. Chayanov

A questão agrária, András Hugedüs

A trajetória política do MST: da ditadura ao neoliberalismo, Claudinei Colletti

Marx e os camponeses russos, Edgard Malagodi

El campesinado contemporáneo como modo de producción y como clase social, Horacio Martins de Carvalho

A resistência camponesa para além dos movimentos sociais,   João Edmilson Fabrini

Os camponeses e a política no Brasil, José de Souza Martins

Operários e Camponeses, José de Souza Martins

Uma crítica à sociologia rural de José de Souza Martins, José Flavio Bertero

A forma politica do MST, Luciana Aliaga

La cuestión agraria, Karl Kautsky

O campesinato no modo capitalista de produção: raízes conceituais,   Murilo Mendonça Oliveira de Souza

Proletário ou Camponês? Pequeno produtor agrícola no agronegócio brasileiro, Ronaldo dos Santos Silva

Lênin e a questão camponesa (1893-1923), Tânia de Almeida Padilha

Uma análise dos escritos de Lenin sobre a questão agrário-camponesa , Tânia de Almeida Padilha

A definição de camponês: o velho e o novo em uma discussão marxista.   Teodor Shanin

VII. Movimentos sociais e política

Marxismo e movimentos sociais, Andréia Galvão

Neoliberalismo e lutas sociais: movimentos de desempregados na Argentina , Elaine Amorim

Movimentos sociais: a nova rebelião de classe média, Elísio Estanque

Movimentos populares na América Latina: paradoxos das lutas anti-sistêmicas?, Eliel Machado

As classes trabalhadoras em movimento: alguns aspectos teóricos, Jair Pinheiro

Novos movimentos sociais classistas, Jair Pinheiro

Movimentos e classes sociais: uma reflexão sobre o caráter de classe do altermundialismo, Santiane Arias

 

 

 

 

 

 

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Alberto Passos Guimarães

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Por meio deste página, marxismo21 divulga um dossiê sobre obra teórica de ALBERTO PASSOS GUIMARÃES (1908-1993). Como esclarece um ensaísta, num texto reproduzido abaixo, há um assombroso desconhecimento – fora e dentro dos meios acadêmicos brasileiros – da trajetória intelectual e política de Alberto Passos Guimarães. “Respondem por esta desmemória, em primeiro lugar, a operação borracha que a ditadura instaurada em 1964 procurou realizar sistematicamente por todos os meios e modos (…); e, secundariamente, a pauperização cultural que vem marcando as duas  últimas décadas da vida intelectual brasileira”. Autor de importantes livros sobre a questão agrária no Brasil, devemos ressaltar aqui dois fatos relevantes sobre este autor: foi ele um autodidata que escreveu alguns trabalhos que se tornaram clássicos do pensamento social brasileiro (entre eles, Quatro séculos de latifúndio e As classes perigosas); por sua vez, é bastante significativo que, durante mais de 60 anos, Alberto Passos Guimarães jamais abandonou a militância política, pois, até a sua morte, esteve ativamente vinculado ao Partido Comunista Brasileiro. Nossa expectativa é a de que este dossiê contribua para um melhor conhecimento  da obra deste relevante pensador marxista

Ressaltando que este dossiê teve a ativa participação de um membro do Conselho Consultivo do blog, Davisson Souza, os Editores também são gratos à Direção da Editora da UFRJ pela gentileza de ceder o texto de José Paulo Netto que faz a Apresentação do notável e atualíssimo As classes perigosas : banditismo urbano e rural.

Editoria de marxismo21

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Sobre As classes perigosas

José Paulo Netto

 A republicação de As classes perigosas: banditismo urbano e rural, de Alberto Passos Guimarães, atende a uma dupla demanda da inteligência crítica brasileira. A primeira, mais ou menos óbvia, é repor em circulação um livro há muito esgotado, só encontrável em bibliotecas ou alfarrabistas – e, qualifique-se, um livro da máxima relevância; a segunda é relembrar a importância contemporânea da obra de Alberto Passos Guimarães, nascido nas Alagoas, mais precisamente em Maceió, em 16 de abril de 1908, e falecido no Rio de Janeiro, cidade em que viveu por quase meio século, em 24 de dezembro de 1993 (…)

Pois bem: o livro que em boa hora a Editora UFRJ recoloca à mão do leitor exemplifica à perfeição a resistência (e, pois, a atualidade) do labor de Alberto Passos Guimarães. Escrito no ocaso da ditadura do grande capital instaurada em 1964 e publicado quando a intelectualidade acadêmica mal despertava para os fenômenos da violência urbana contemporânea, As classes perigosas permanece absolutamente relevante decorrido um quarto de século desde que viu a luz, ainda que os dados sobre os quais se apoia mostrem-se anacrônicos. A verificação elementar de Alberto Passos Guimarães continua irreprochável. Permito-me uma longa citação:

É óbvia […] a impossibilidade de eliminar-se a pobreza dentro das sociedades marcadas pelas fortes desigualdades, entre extremos de riqueza e extremos de pobreza; e, consequentemente, é de toda a evidência a impossibilidade de eliminar-se certo nível relativamente mais elevado de criminalidade dentro de tais sociedades. Mas a situação atual nas áreas metropolitanas – e já nas áreas urbanas menores – de nosso País está sendo estigmatizada por acontecimentos de tal frequência que excedem os limites comuns a todas as capitais dos países capitalistas, desenvolvidos ou não desenvolvidos, e cujo surpreendente e crescente grau de violência envolve uma cada vez mais numerosa parcela da população, vítima das mais diversas formas de atentados aos seus bens e à sua vida. Pouco a pouco, a violência das classes criminosas se estende ao conjunto da população; parte desta procura reagir, também por meio da violência, aos atentados de que é vítima, tentando fazer justiça, por suas próprias mãos, recorrendo a práticas igualmente condenáveis e igualmente criminosas, como a dos linchamentos. À violência dos criminosos se junta a violência das próprias vítimas e, a essas duas, uma terceira se vem juntar: a violência dos órgãos policiais, que pouco fazendo para prevenir o crime, querem compensar sua ineficácia tentando inútil e injustificadamente eliminar o crime aumentando o grau de ferocidade da repressão.  

E se, para Alberto Passos Guimarães, não podem pairar questionamentos acerca da causalidade profunda desse quadro – em suas palavras, “não pode haver a menor dúvida quanto à influência preponderante que têm os fatores econômicos na motivação do banditismo urbano” (p. 248-249) –, ele não se restringe a essa indicação abstrata: recorre à análise histórica da formação econômico-social brasileira para concretizá-la, mostrando como a “via prussiana” marca a constituição do capitalismo no Brasil e como ao monopólio oligárquico da terra (nunca rompido) deve-se creditar uma “população excedentária” inabsorvível nos marcos de uma industrialização/urbanização como a que aqui se processou. E, de maneira rigorosa, Alberto Passos Guimarães detecta e compreende o pauperismo no Brasil como entrecruzamento de concentração de propriedade e de concentração de renda (entrecruzamento que envolve, naturalmente, a concentração de poder político).

Ademais – e este aspecto deve ser sublinhado –, a compreensão que nosso autor tem dos “fatores econômicos” nada concede ao economicismo. Se vincula a eles “os efeitos negativos dos desequilíbrios demográficos, do pioramento das condições de habitação, de alimentação, de falta de assistência sanitária, de recursos médico-hospitalares, os sintomas de desnutrição, as altas taxas de mortalidade geral e de mortalidade infantil” (p. 258), Alberto Passos Guimarães assinala também, no contraponto da crescente magnitude da violência, a emergência de uma nova moralidade:  ler mais

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I. Textos de Alberto Passos Guimarães

Formação da pequena propriedade: intrusos e posseiros (1963)

O complexo agro-industrial no Brasil

La estratégia de la modernización conservadora

Três textos sobre a estratégia (debate com J. Gorender, J. Amazonas e M. Grabois)

II. Textos sobre Alberto Passos Guimarães

Agraristas brasileiros, Raimundo Santos (dois textos)

Sobre Quatro séculos de latifúndio, José Ricardo Figueiredo

Alberto Passos Guimarães num velho debate, Raimundo Santos

Quatro séculos de latifúndio: feudalismo ou capitalismo, prof. Mazucheli

Alberto Passos Guimarães e Caio Prado Jr.: a questão agrária nos anos 1960, José Oliveira da Silva

A questão agrária brasileira: Alberto Passos Guimarães e Caio Prado Júnior, Ricardo Oliveira da Silva e Claudia Wasserman

Sobre a colônia: Alberto Passos Guimarães e N. Werneck Sodré, Carlos Cordovano Vieira

Um autodidata que lutou pela justiça social, Diego Barros

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III. Textos que aludem à obra de Alberto Passos Guimarães

A luta pela terra em Formoso e Trombas e a política do PCB (1950-1964), Paulo Ribeiro Cunha

Interpretações marxistas sobre a colônia, Carlos Cordovano Vieira

O agrarismo comunista brasileiro, Valmir Stropasolas e Guilherme Moita

A reforma agrária na visão dos intelectuais da década de 1960, Andrius Estevam Noronha

História agrária na perspectiva sócio-econômica, Erivaldo Neves

Questão agrária e desenvolvimento capitalista (1950-1964), Fabiana Rodrigues

Debate historiográfico sobre o universo rural dos oitocentos, Márcia Menendes Motta

Graciliano Ramos e a revista NovidadeIeda Lebensztayn

Livros para conhecer o Brasil

Publicado em Autores Marxistas | Comentários fechados em Alberto Passos Guimarães

Ignácio Rangel

Rangel 2Dando sequência à divulgação da produção intelectual de relevantes pensadores marxistas brasileiros, marximo21 examina nesta página a obra de IGNÁCIO RANGEL (1914-1994). Como observa o autor do texto que abre esta página, o marxismo de Rangel se vincula  aos “grandes nomes do pensamento marxista do século XX que souberam se deixar influenciar pelo pensamento de Lenin“, tal como teria ocorrido com as obras de Gramsci e Lukács. Ignorado, atualmente, pelas escolas de orientação neoliberal ou da economia neoclássica e posto no ostracismo por pesquisadores marxistas, é de se reconhecer que o socialista Ignácio Rangel foi um dos mais agudos, criativos e originais analistas do desenvolvimento capitalista no Brasil

Divulgam-se aqui textos centrais da obra de Ignácio Rangel, artigos seus sobre temas diversos, textos de comentadores, dissertações acadêmicas e outros materiais (blogs, vídeos etc.) que permitem conhecer a obra deste pensador pouco debatido nos meios marxistas contemporâneos.

Somos gratos a Marcos Aurélio da Silva, docente da UFSC, pela iniciativa de propor este dossiê e pelo envio da maior parte do material aqui divulgado. Ao seu orientando, Leonardo Baccarin, são estendidos nossos agradecimentos por esta valiosa colaboração a marxismo21.

Editores

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Notas sobre as ideias de Ignácio Rangel

Marcos Aurélio da Silva

O socialismo está presente, por certo, mas como superação de um capitalismo que
tem ainda muito chão a palmilhar. E, nem esse capitalismo, nem esse socialismo,
têm ou terão muito que ver com visões idealizadas que deles fazem seus corifeus. 
Como a reforma agrária, que estamos a pique de fazer, tem pouca coisa em comum
com aquela que queríamos fazer nos anos 30“. Ignácio Rangel, 1985

Ignácio Rangel foi um marxista de armas em punho.

Eis um dado nem sempre presente, como observou o rangeliano Armen Manigonian, nos diversos representantes da filosofia da práxis brasileira. E, por conta das suas atividades revolucionárias, nomeadamente os levantes conduzidos pela Aliança Nacional Libertadora em 1935, que o levaram a organizar duzentos camponeses no interior do Maranhão para a luta pela reforma agrária, chegou a cumprir prisão no Rio de Janeiro (onde também estavam Graciliano Ramos, Carlos Marighella e outros mais que se tornariam figuras de proa das lutas políticas de esquerda e da cultura comunista brasileira).

Não obstante, a derrota política foi também uma abertura para os estudos aprofundados a que iria se dedicar o marxista Rangel ― à altura da chamada “Intentona Comunista” – guiado fundamentalmente pelas lições que aprendera no Manifesto do Partido Comunista de Marx e Engels. Com efeito, se uma coisa pode ser dita acerca do marxismo que a partir deste momento desenvolve Ignácio Rangel, esta é certamente a de que ele o tem rigorosamente como um método de apreensão das tendências de fundo do processo histórico. Um caminho interpretativo que, afastando-se de toda forma de espontaneismo, não é estranho aos grandes nomes do pensamento marxista do século XX que souberam se deixar influenciar pelo pensamento de Lenin. (Pensemos em György  Lukács e, ainda mais notadamente, Antonio Gramsci, por exemplo)

É fácil perceber esta influência observando a principal área de reflexão de Rangel, a saber, a formação social brasileira. Trata-se, segundo, ele, de uma formação que cumpriu seu contraditório desenvolvimento marcado por processos mais bem definidos pelo conceito leniniano de via prussiana, entre nós encarnada, insistia Rangel, sob a forma de uma formação que evolui como uma dualidade ― termo frequentemente mal interpretado pelos críticos do autor, incapazes de ver que, com ele, Rangel queria se referir a processos que encerram articulações dialéticas de modos de produção.

Assim é que, na independência, a hegemonia da classe dos barões senhores de escravos se fazia articular com a dos capitalistas comerciais de exportação e importação; na abolição-república, a hegemonia destes últimos foi acompanhada da posição secundaria dos mesmos barões no aparelho de Estado, agora forçados a uma forma determinada de relações de relações feudais; e, na Revolução de 30, os industriais tiveram que repartir o poder com uma dissidência deste baronato feudal, que nessa quadra histórica lograva ascender à posição hegemônica no aparelho de Estado.

Ao fim e ao cabo, tratava-se de redefinições na estrutura política do Estado que repercutiam contradições entre as forças produtivas e as relações de produção, critério interpretativo que Rangel jamais deixava de utilizar articulando as esferas nacionais e internacionais ― o que, aliás, constitui também um bom exemplo da forte filiação leninista do autor, que nunca deixou de perder de vista ― como acabou ocorrendo com o revisionismo eurocomunista ― as movimentações do imperialismo. ler mais

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I. Textos de Ignácio Rangel (livros e artigos)

A inflação brasileira

A questão da terra

A dualidade básica da economia brasileira

A história da dualidade brasileira

As crises gerais

O ciclo médio e o ciclo longo no Brasil

Criminalidade e crise econômica

Dualidade e ciclo longo

Economia milagre e anti-milagre

Recursos ociosos e alternativas para a crise

Recessão, inflação e dívida

O quarto ciclo de Kondratiev

Debate com Bresser-Pereira:”vamos sair da crise?”

Livros e artigos de Ignácio Rangel e textos sobre sua obra

II. Artigos sobre a obra de Ignácio Rangel

O pensamento independente da Ignácio Rangel, Ricardo Bielschowsky

Intérpretes do Brasil (artigos em revistas e jornais)

Introdução ao pensamento de I. Rangel, Armen Marmigonian

Ignácio Rangel, Fernando Cardoso Pedrão

A volta por cima de Ignácio Rangel, L.C. Bresser-Pereira

A dualidade brasileira de Ignácio Rangel, César Guimarães

Um mestre da economia brasileira, Bresser-Pereira e J. Márcio Rego

Ignácio Rangel, teórico do dualismo brasileiro, Arissane Fernandes

45 anos de A inflação brasileira, Elias Jabbour

III. Trabalhos acadêmicos

Ignácio Rangel, um pioneiro no debate nos 1960, Paulo Davidoff

O debate sobre a Reforma agrária em autores PCB, Fabiana Rodriguez

Um estudo sobre Lenin e propostas de reforma agrária no Brasil, Paulo de Tarso Soares

A dualidade básica da economia brasileira, Leandro Figueiredo

IV. Multimídia

Debate sobre A inflação brasileira I, SBPC/Fundação Maurício Grabois

Debate sobre A inflação brasileira II, SBPC/FMG

Blog Ignácio Mourão Rangel

 

Publicado em Autores Marxistas | Comentários fechados em Ignácio Rangel

marxismo e direito

justiçaNesta página publicamos textos, vídeos e sites que abordam a questão teórica do direito. O dossiê “Marxismo e Direito” está organizado em oito seções; nas três primeiras são indicados: 1) textos de clássicos do marxismo: Marx, Engels, Korsch, Trostky, Luxemburgo, Liebknecht e Lunacharsky, assim como de juristas soviéticos que procuram sistematizar a crítica marxista do direito, entre os quais se destacam: Pachukanis, Stutchka e Vychinskij; 2) textos de autores e comentadores contemporâneos de vários países, especialmente, de origem latino-americana e 3) contribuições de estudiosos brasileiros. Nas demais partes, divulgamos outros textos que não se fundam sobre pressupostos e categorias marxistas, mas que se orientam por uma perspectiva crítica do direito. São também informados sites de entidades que desempenham um papel progressista na luta ideológica; resenhas de livros relevantes para a discussão da problemática do dossiê; entrevistas, vídeos e áudios e sites de revistas da área de direito que se orientam pela perspectiva marxista e crítica do direito.

Como resultado de um trabalho coletivo, deve-se destacar que este dossiê foi proposto e, inicialmente, organizado por dois pesquisadores, Moisés Alves Soares (SOCIESC) e Ricardo Prestes Pazello (UFPr), vinculados ao Instituto de Pesquisa, Direitos e Movimentos Sociais (IPDMS). A eles somos gratos pela valiosa colaboração na produção deste dossiê cuja responsabilidade editorial é do Comitê Editorial de marxismo21.

Editores

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1. Textos clássicos

Andrej Vychinskij, The law of the Soviet State

E. B. Pachukanis, Teoria geral do direito e marxismo

E. B. Pachukanis, Direito internacional

E. B. Pachukanis, Vários artigos e livros em inglês

Karl Marx e Friedrich Engels. Sobre o Direito e o Estado, os juristas e a justiça , E. von Muenchen (org.)

Karl Korsch, Sobre E Pachoukanis, La théorie du droit et le marxisme e Karl Renner, Les institutions du droit privé

Trotsky, R. Luxemburgo, K. Liebknecht, Lunacharsky e outros, Pequenos ensaios sobre marxismo e direito

P. I. Stutchka, Direito e luta de classes

_________, Direito de classe e revolução socialista

2. Autores e intérpretes estrangeiros contemporâneos

Adolfo Sánchez Vázquez, Pashukanis, teórico marxista del derecho

Alejandro Serrano Caldera,The Rule of Law in the Nicaraguan Revolution

António Manuel Hespanha, A história do direito na história social

Antonio Salamanca Serrano, Iusmaterialismo: teoría del derecho de los  pueblos

Bernard Edelman, Direito pela fotografia

Carlos Rivera Lugo, El tiempo del no-derecho

Elias Díaz, Sociología jurídica y concepción normativa del derecho

Germán A. Palácio, Ensayo sobre los servicios jurídicos populares y la práctica legal crítica

Imre Szabó, Lénine et le droit

José Antonio Veira-Gallo, O sistema jurídico e o socialismo

Julio Fernández Bulté, Teoría del derecho

Léon Loiseau, La théorie générale du droit d’ E. Pachukanis.

Michel Miaille, Introdução crítica ao direito

Óscar Correas, Acerca de la crítica jurídica

Riccardo Guastini, Kelsen y Marx

George Groz 2

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3. Autores e comentadores brasileiros

Alessandra Devulsky da Silva, Edelman: althusserianismo, direito e política

Alexandre Aguiar dos Santos, Direitos humanos e emancipação

Alysson Leandro B. Mascaro, A crítica do estado e do direito

Anderson Bussinger, Américo Gomes, Sergio Oliveira, Direito de classe e revolução socialista: Piotr Stutcka

Antonio Carlos Wolkmer, Marx, a questão judaíca e os direitos humanos

Benedicto Arthur Sampaio, Marx: Estado, Sociedade Civil e Crítica da Filosofia do Direito 

Camilo Onoda Caldas, Política e direito em Umberto Cerroni

Carlos Simões, Direito do trabalho e modo de produção capitalista I

__________, Direito do trabalho e modo de produção capitalista II

Celso Kashiura Júnior, Sujeito de Direito e Capitalismo

_______________, Dialética e forma jurídica: sobre o método de Pachukanis

Evelin Cáceres Dan, O triunfo de Bentham por trás do homem

Fernando Ferreira Maia, A legalidade socialista e o direito na União Soviética 

Ivan Gerage Amorim, Nicos Poulantzas e crítica à Teoria Geral do Direito de Pachukanis

Ivo Tonet, Para além dos direitos humanos

Jair Pinheiro, Direito e política: uma relação mal-resolvida

José Damião Trindade, “Direitos humanos na perspectiva de Marx e Engels

Júlio da Silveira Moreira, “Direito internacional: para uma crítica marxista”

Luiz Eduardo Motta, Direito, Estado e poder: Poulantzas e Kelsen

______________, Poulantzas e o direito

Marcelo Gomes Franco Grillo, “O direito na filosofia de Slavoj Zizek”

Márcio Naves, Marxismo e direito: sobre Pachukanis

_________, A “ilusão da jurisprudência”

Márcio Naves e Celso Kashiura Júnior, Pachukanis e a Teoria Geral do Direito e Marxismo

Marcus Correia e Pablo Biondi, Uma leitura marxista do trabalho doméstico

Martonio Barreto Lima, Marxismo e Direito: uma relação dilemática

Mauro Iasi, Direito e emancipação humana

Miguel Baldèz, Sobre o papel do direito na sociedade capitalista

Miguel Pressburger, Direito insurgente: o direito dos oprimidos

Moisés Alves Soares, Direito e alienação nos “Grundrisse” de Marx

Paula Loureiro da Cruz, “Alexandra Kollontai – “Marxismo e Feminismo – uma

abordagem crítica do direito”

Ricardo Prestes Pazello, A produção da vida e o poder dual do pluralismo jurídico insurgente

Roberto Lyra Filho, Karl, meu amigo: diálogo com Marx sobre o Direito

Rubens Enderle, O jovem Marx e o Manifesto filosófico da escola histórica do Direito

Sergio Lessa, A emancipação política e a defesa dos direitos

Silvia Alapanian, A crítica marxista do Direito: sobre Pachukanis 

Silvio Luiz de Almeida, Reflexões sobre “Legalidade e Ilegalidade” de Lukács

Thiago Arcanjo de Melo Calheiros, “O direito na obra de Poulantzas”

Thiago Barison de Oliveira, Poulantzas e o direito: um estudo de “Poder político e Classes sociais”

Thiago Colombo Bertoncelo, “Wilhelm Reich: marxismo, psicanálise e justiça”

Thiago Ferreira Lion, “Forma mercadoria, forma pensamento e direito na obra de Alfred Sohn – Rethel”

Vinícius Magalhães Pinheiro, “Cidadania e direito em Galvano Della Volpe”

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4. Direito alternativo

Antonio Carlos Wolkmer, Marx, a questão judaica e os direitos humanos

_________________, Introdução ao pensamento jurídico crítico.

_________________, Os “novos” direitos no Brasil

Amilton Bueno de Carvalho., A lei, o juiz, o justo.

Edson Pires da Fonseca, O Direito como espaço de lutas

Igor Veloso Ribeiro, Direito alternativo & transformação da realidade social brasileira

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5. Resenhas

Cássio Brancaleone, Direito, revolução e legalidade socialista

Luciano Martorano, Marxismo e direito, Márcio Naves

_____________,  Ensaios sobre Pachukanis, Márcio Naves

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6 Sites

Associação dos Advogados de Trabalhadores Rurais no Estado da Bahia

Juízes para a democracia

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7. Vídeos e áudio

Ciclo Pachukanis, com Marcio Naves

 “Crítica da filosofia do direito de Hegel”, Alysson L. Mascaro  

Los derechos humanos desde el marxismo jurídico, Óscar Correas

Marx e o direito, Márcio Naves

O marxismo jurídico no século XXI, Alysson L. Mascaro  

Sobre a Crítica Jurídica Marxista

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8. Pesquisas

Biblioteca AJUP-RJ

Biblioteca Roberto Lyra Filho

Cadernos Marxistas de Pesquisa do Direito

Cadernos de Pesquisa Marxista do Direito

Crítica jurídicaVer artigo

El otro derecho

Revista Crítica do Direito

Revista Jurídica Direito e Realidade

Revista Direito e Sociedade

Revista Verinotio

Publicado em Temáticos | Comentários fechados em marxismo e direito

40 anos do golpe militar no Chile

golpe chilemarxismo21 publica nesta página um conjunto de matérias alusivas ao golpe de Estado que, 40 anos atrás no Chile, derrubou o governo democrático e popular de Salvador Allende. Artigos, entrevistas,  depoimentos, dissertações/teses, vídeos e filmes aqui divulgados buscam contribuir para o conhecimento do contexto político e social que precedeu aquele dramático e trágico evento para os socialistas do todo o mundo e, em particular, para o povo chileno que – sob a ditadura militar (1973-1990) comandada pelo general Augusto Pinochet – foi vítima de brutais violências (prisões. desparecimentos, torturas e mortes).

Editores

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Chile: 40 anos do golpe militar

Mário Maestri/ c. consultivo marxismo21

Há 40 anos, em 11 de setembro de 1973, alguns milhares de soldados iniciavam o golpe que poria fim ao governo constitucional e à chamada via chilena ao socialismo.

No palácio presidencial de La Moneda, no centro de Santiago, Salvador Allende morria lutando, cercado por alguns poucos fiéis, após conclamar, pateticamente, a população a não resistir. Diante da escassa resistência popular, as tropas do Exército, da Marinha, da Aeronáutica e do Corpo de Carabineiros aderiram ao golpismo, maciçamente.

Apesar de alguns importantes estudos, não temos ainda uma história geral do golpe chileno. Não possuíamos informação precisas da resistência popular armada que ocorreu, a partir do dia 11, por longas semanas, nos bairros populares e industriais de Santiago e no resto do país, em forma atomizada e desorganizada. Não conhecemos em detalhes as deliberações e confrontos no interior das unidades militares, entre oficiais e sub-oficiais golpistas e não golpistas.

Mesmo avançando significativamente nosso conhecimento, não existe uma apresentação geral da terrível repressão que se abateu sobre a população. Nas periferias de Santiago, alucinados pela ingestão de anfetaminas, jovens conscritos comportaram-se como tropas de ocupação, com direito ao estupro e ao saque. A legalização da barbárie foi a estratégia da oficialidade para vergar, pelo medo, o movimento popular e transformar sub-oficias e soldados honestos em verdugos do novo regime.

Quarenta anos após 1973, sobretudo dificuldades políticas impedem uma real análise da experiência chilena. Por razões diversas, da esquerda reformista à revolucionária, nenhum grupo político-ideológico envolvido nos fatos encontra-se em condição de apoiar fortemente esforço para lançar luz sobre eles – e sair indene do balanço. Quanto à direita conservadora e fascista, tudo faz para manter e expandir o desconhecimento sobre os fatos. ler mais

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I. Artigos e ensaios

Política e alianças de classe (1970-1973), Alain Angell

Economia política de um golpe militar, Ruy Mauro Marini

Chile e a experiência do poder popular, Mauro Iasi

A derrubada do governo da UP e a contrarevolução, Aníbal Quijano

Allende and 21st century socialismo, R. Vegara and M. Sanchez

Quarenta anos no golpe militar, Raul Estrada

A eleição de Allende e a ofensiva terrorista da Casa Branca, Atílio Boron

O governo da UP e o golpe militar: estudos soviéticos , Olga Ulianova

As reformas sob o governo Allende, Jacques Chonchol

La via chilena al socialismo, Javier Pinedo

Chile, revolução e contra-revolução, Mike Gonzales

El fin de la via pacífica, Antenor Alexandre

Lições do Chile, Alan Woods

Poder proletário no Chile, Raul Villa (Eder Sader)

Chile: entre a legalidade burguesa e a revolução, Raul Villa (Eder Sader)

Chile: revolução e golpe militar, Izquierda revolucionaria

A experiência do governo Allende, Elisa de Campos Borges

Sobre a Unidade Popular, Carolina Aguiar

Sobre Neruda, companheiro de Allende

O projeto cultural no governo Allende, Pedro Rolle

Los Mapuches y el gobierno Allende, Arauco Chiuahulaif

Allende e a política na AL, Sérgio Braga

Memória & o pré-golpe de 1973, Nashla Dahás

Ditadura brasileira sabia do golpe no Chile, Najla Passos

11/9 aos 40 anos, Kenneth Maxwell

Dossiê de Carta Maior

Dossiê de El Popular

Extensa coletânea de textos sobre o golpe militar, Allende, ditadura em Rebelión

 

pode popular

II. Livros e trabalhos acadêmicos

El governo de Allende, por dentro y fuera, Luis Corvalán

Chile socialista (1970-1973)

El terrorismo de Estado en Chile (1973-1990)

Com la Unidad Popular somos gobierno!, Elisa Borges

Experiências de classe e movimentos sociais na construção do socialismo chileno (1964-1973), Maria Carolina Cury

O Chile na obra de Chris Marker: um olhar para a Unidade Popular desde a França, Carolina Amaral de Aguiar

Brigadas muralistas e cartazes de propaganda da experiência chilena (1970-1973), Carine Dalmás

A Igualdade no marxismo chileno: esquerda socialista e comunista (1960-1973), Paula Vidal Molina

Mostra-CINE

III. Vídeos, filmes e músicas

A Batalha do Chile: a insurreição da burguesia

A Batalha do Chile: o golpe de Estado

A Batalha do Chile: o poder popular

O último combate

Registro del 11 de septiembre

Último discurso de Salvador Allende

Victor Jara, em 15/9/1973

Victor Jara: homenagem a Ho Chi Min

Homenagem a Jara, Festa do Humanité, Paris, setembro 2013

Diálogo entre Salvador Allende e Fidel Castro

Um outro 11 de setembro, Ken Loach

Funeral de Pablo Neruda dias após o golpe fascista

Venceremos

La Espiral

Unidade Popular

Os anos Allende

Friedman, Pinochet and Chile

“Venceremos”

“Venceremos” II

La Internacional Comunista, versión chilena

Himno de las Juventudes Comunistas de Chile

Himno del Partido Socialista de Chile

Former Chilean president and current presidential candidate Bachelet holds up a picture of a victim of human rights abuse during a ceremony commemorating 40 years of the military coup at the Parque Por La Paz in Santiago

Chile 40 anos depois: no olvidar nuestros combatentes!

 

IV. Pesquisa e documentos

Fundación Salvador Allende

Discursos de Salvador Allende

Solidaridad (Revista chilena, 1976-1990)

Araucaria de Chile (1978-1989)

Literatura chilena en el Exilio (1977-1994)

Cronologia do governo da Unidad Popular

Nixon e Kissinger contra o governo Allende

O último dia de Allende

Os anos Allende

Informe Rettig

Sobre documentação em Washington, K. Maxwell

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Jacob Gorender

 

gorender 3Divulgando a produção intelectual e política de relevantes autores do pensamento marxista brasileiro, marxismo21 publica esta página especial sobre  Jacob Gorender, recentemente falecido. Como mostra este extenso dossiê, Gorender participou ativamente dos principais debates e lutas político-sociais que atravessaram a sociedade brasileira, desde a década de 40, na condição de jornalista, dirigente comunista e intelectual. Autor de vasta e variada obra, marcada pelo rigor teórico e pela pesquisa exaustiva, Gorender abordou desde temas de história e historiografia, problemáticas de natureza política, social, cultural e epistemológica. Nesta página publicamos uma pequena parte de sua produção, além de entrevistas e vídeos onde aborda diferentes questões, inclusive sua trajetória pessoal de vida; igualmente trabalhos de autores que discutem e comentam sua obra são divulgados pelo blog.

Somos gratos a David Maciel, membro do Conselho Consultivo, pela organização desta página especial.

Editores / agosto de 2013

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A atualidade de O Capital

Jacob Gorender

A minha conferência hoje é o início de um ciclo. Ninguém aqui deve esperar que eu ofereça um painel completo de uma obra como O Capital (…) Hoje pretendo apresentar um quadro geral dessa obra de Karl Marx, referir-me à sua atualidade e chamar a atenção para algumas questões que dizem respeito exatamente ao seu caráter geral. Os aspectos mais particulares, as muitas contribuições especiais dessa obra ficarão a cargo dos conferencistas seguintes.

Falarmos na atualidade de O Capital, porventura, uma arrogância depois dos desmoronamentos dos regimes do Leste Europeu que se diziam baseados na teoria marxista, tanto em Marx, quanto em seus principais seguidores, particularmente em Lenin (daí ter se criado o termo marxismo-leninismo)? Ou depois do sucedido nesses países e do fato de que, em todos eles ou na grande maioria, se faz um esforço enorme para a implantação do capitalismo? Como então afirmar que a obra de Marx tem atualidade? Não será ela uma obra ultrapassada, que os fatos desmentiram e, com isso, merece a atenção apenas dos eruditos como um capítulo encerrado na história das ideias? Será isso? Obviamente, a ofensiva do neoliberalismo, tanto prática como teórica e ideologicamente, desde os fins dos anos 70, quer fazer com que acreditemos na falência do marxismo. E o que sucedeu nesses últimos anos, com o esfacelamento dos regimes dirigidos pelos partidos comunistas do Leste Europeu e a dissolução da própria União Soviética, parece confirmar o prognóstico do neoliberalismo. Quero frisar, aqui, que me refiro precisamente ao neoliberalismo e não ao liberalismo do século XVIII. Embora um provenha do outro, eles pertencem a épocas muito diferentes e têm sinais diferentes. ler mais

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Jacob Gorender, intérprete do Brasil

David Maciel

Faleceu no último dia 11 de junho, o grande historiador e intelectual marxista brasileiro  Jacob Gorender. Participante ativo dos principais debates políticos e teóricos que marcaram a esquerda brasileira nos últimos 60 anos, por meio de sua militância política e de uma infinidade de artigos e livros, Jacob Gorender se notabilizou no cenário intelectual brasileiro pela elaboração de duas referências fundamentais para a historiografia brasileira e internacional nos temas que discute, os livros O Escravismo Colonial, de 1978, sobre o caráter da formação social brasileira nos períodos colonial e imperial; e Combate nas Trevas, de 1987, sobre a ação da esquerda armada durante a Ditadura Militar.

Nascido em Salvador, em 1923, cedo Gorender se engaja no movimento estudantil e no Partido Comunista Brasileiro, na Bahia, e logo em seguida, em 1943, abandona o curso de direito na Faculdade de Direito de Salvador e alista-se na Força Expedicionária Brasileira (FEB), indo lutar na Itália no final da Segunda Guerra. De volta ao Brasil após a guerra, desloca-se a São Paulo e depois ao Rio de Janeiro e a partir daí passa a atuar organicamente na imprensa do partido, tornando-se um dos seus principais intelectuais, assumindo funções diretivas até a ascensão ao comitê central, em 1960. Entre os anos de 1955 e 1957 frequenta o curso de formação de quadros do PCUS, em Moscou, consolidando sua formação intelectual nos marcos da tradição stalinista. Como fruto deste processo, integra a comissão que elaborou a famosa Declaração de Março de 1958, que fundamenta programaticamente a estratégia reformista de aliança com as forças ditas “progressistas”, inclusive a burguesia nacional, em favor de uma revolução nacional e democrática de perfil antiimperialista e anti-latifundiário. Esta estratégia, que influenciou os partidos comunistas pelo mundo afora por décadas, tem origem nas formulações do VI Congresso da Internacional Comunista (1928) para os países coloniais e semi-coloniais e baseou-se numa compreensão unilinear e teleológica da evolução histórica humana, equivocadamente atribuída a Marx, segundo a qual as sociedades deveriam passar necessariamente pela sequência feudalismo-capitalismo-socialismo. Esta formulação originou uma visão etapista do processo revolucionário, que propugnava ao movimento operário e aos partidos comunistas destes países o apoio às suas respectivas burguesias nacionais em favor de uma revolução burguesa contra o imperialismo e os resquícios feudais e pré-capitalistas. Somente depois disto deveria se desencadear a luta pela revolução socialista propriamente dita. ler mais

******Escr colonial

I. Livros e artigos

Apresentação a O Capital  de Karl Marx

A burguesia brasileira

“Modo de Produção e História”

“O conceito de modo de produção e a pesquisa histórica”

Combate nas trevas

“Coerção e consenso na política”

“Sobre a dissolução da União Soviética”

“Graciliano Ramos: lembranças tangenciais”

“Estratégias dos Estados nacionais diante do processo de globalização”

“Globalização, tecnologia e relações de trabalho”

“Hegemonia burguesa reforçada pela prova eleitoral de 94”

“O que está vivo e o que está morto no Manifesto Comunista?”

“Desafios para um força social emergente”

“O épico e o trágico na história do Haiti”

Trajetória de um herói

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II. Entrevistas

“Uma vida de Teoria e práxis”  (Arrabaldes)

“Liberalismo e Escravidão” (Estudos Avançados)

“Entrevista ao Programa Roda Viva

“Entrevista” (Margem Esquerda)

“O socialismo como força de massa”, Brasil Revolucionário

Entrevista ao projeto Marcas da Memória

“Memórias de um aprendiz de russo” (OESP)

Jacob Gorender (Teoria&Debate)

Testemunha da história (T&D)

“Depoimento de Jacob Gorender” (Seja realista, peça o impossível)

III. Vídeos e entrevista sonora com Jacob Gorender

Entrevista sobre a militância juvenil, Carolina Ruy e Fernando Faria

A esquerda revelada

Ato em Defesa do Marxismo

I Curso Livre Marx & Engels

Historiador Jacob Gorender e a tese do Escravismo Colonial

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IV.  Trabalhos sobre a obra de Jacob Gorender

“A revolução copernicana de Jacob Gorender”, Mário Maestri.

Marxismo sem classe operária é possível?, Duarte Pereira

Marxismo, aposta e crítica, João Antônio de Paula

Sobre a trajetória teórica e política de J. Gorender, Caio N. de Toledo

“O Escravismo Colonial e um debate ainda atual”, Bruno A. Picoli

“A escravidão colonial brasileira na visão de C. Prado Jr. e J. Gorender: uma apreciação crítica”, Andrés Ferrari e Pedro Cézar Fonseca

“A revolução epistemológica de Jacob Gorender”, Tiago Pansera

“A polêmica historiográfica como um espaço de embate teórico e político: O caso de Jacob Gorender, S. Chalhoub e S. Lara”, Carlos Fernando de Quadros

Jacob Gorender, Lincoln Secco

“Resenha de Marxismo sem utopia”, A. Boito Jr. e C. N. Toledo

 

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10 anos de governos do PT

Os 10 anos dos governos do PT têm sido objeto de muitos artigos e debates publicados pelos meios de comunicação e editoriais do país; a ressaltar que nestas matérias são privilegiadas análises orientadas pelas perspectivas neoliberais, da economia política clássica ou da socialdemocracia.

Tendo em vista este enquadramento teórico-ideológico do debate, marxismo21 solicitou a pesquisadores marxistas que examinassem a mesma problemática a partir de dois temas bem precisos: 1) a natureza de classes dos governos do PT e 2) qual a relação deles com a política neoliberal. A fim de propiciar um amplo debate sobre o assunto, os Editores buscaram contemplar no dossiê a diversidade de posições existentes no campo político e ideológico das esquerdas brasileiras; embora nem todos convidados puderam aceitar o convite para  debater as duas desafiantes questões, estamos convencidos que esta página do blog apresenta um amplo e plural panorama das visões de esquerda sobre os 10 anos do governo do PT (2003-2013).

Paralelamente aos 13 ensaios editados, divulgamos na seção II algumas matérias, disponibilizadas na web, que abordam a problemática do dossiê; nem sempre orientadas pela perspectiva do materialismo histórico, elas são aqui divulgadas pois contribuem para a pesquisa e conhecimento deste tema que, hoje, interpela o pensamento de esquerda no Brasil.

Os Editores

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bands

I. Dossiê

A crise do lulismo: ascensão e queda de um pacto social

Antônio Soler

De Lula à Dilma Rousseff: crise econômica, hegemonia neoliberal e regressão política

David Maciel

PT 30 anos: democracia, socialismo, transformismo e o poder

Gelsom Rozentino de Almeida

Os governos do PT: poucas mudanças, nenhuma ruptura

João Machado  Borges Neto

Lula/PT: das lutas eleitorais aos dez anos de presidência

João Quartim Moraes

Já se passaram dez anos: sair da perplexidade e unificar as lutas

Lúcio Flávio de Almeida

Dez anos de governo petista e a consolidação da dominação burguesa no Brasil

Marcelo Badaró Matos

O PT e os trabalhadores brasileiros: lutas, conciliação, desregulamentação

Maria Orlanda Pinassi

O governo petista como operador político da burguesia no Brasil

Milton Pinheiro

10 anos de governo do PT: Frente Popular

Osvaldo Coggiola

As opções do Partido dos Trabalhadores

Plínio de A. Sampaio Jr.

Dez anos de governos de coalizão dirigidos pelo PT

Valério Arcary

Os dez anos de governos do PT: caráter de classe e relação com política neoliberal

Valter Pomar

10 anos dos governos PT: natureza de classe e relações com a política neoliberal

Wladimir Pomar

rebelion

II. Artigos, livros, teses e vídeos

 Artigos

Economia brasileira nos governos do PT, Reinaldo Gonçalves acesso
O novo-desenvolvimentismo e o governo Lula, L. Morais e A. Saad Filho acesso
 Modelo liberal-periférico e bloco no poder no governo Lula, Luiz Filgueiras acesso
A economia política dos governos FHC, Lula e Dilma, vv. aa. acesso
O Brasil na era Lula: retorno ao desenvolvimentismo? vv. aa.
Análise crítica do novo desenvolvimentismo no Brasil, Rodrigo Castelo acesso
Sindicatos, movimentos sociais e governo Lula, Graça Druck acesso
Desenvolvimentismo e precarização do trabalho no Brasil, Giovanni Alves acesso
O momento Lenin, Francisco de Oliveira acesso
O “Brasil de Lula”, Perry Anderson acesso
Os impasses do lulismo (entrev.), André Singer acesso
 A volta dos que não foram, Francisco M. M. Tavares acesso

imagem dan

Livros e teses

Dez anos de governos pós-liberais no Brasil, Emir Sader (org.)      acesso
A política trabalhista no governo Lula, Eduardo Perondi      acesso
Governo Lula e bloco no poder (tese), Eduardo Costa Pinto      acesso
 PT: uma esquerda para o capital, Eurelino Coelho      acesso

Vídeos
Peemebedismo e Lulismo, Marcos Nobre e André Singer

Brasil nos anos Lula: depoimento de Lula da Silva 

 

 

 

 

 

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Mário Pedrosa e Lívio Xavier

marxismo21 divulga trabalhos sobre Mário Pedrosa e Lívio Xavier que, a partir dos anos 1930, contribuíram de forma criadora para a difusão de categorias analíticas do materialismo histórico, decisivas para o conhecimento e crítica da formação social brasileira. Um lúcido ensaio destes dois fundadores da Oposição de esquerda no Brasil, bem como matérias (artigos, teses, sites, documentos etc.) – notadamente, em torno da contribuição de Mário Pedrosa – integram esta página. marxismo21 é grato a Dainis Karepovs que nos cedeu o texto abaixo (um dos capítulos de seu importante Na contracorrente da História, organizado juntamente com Fúlvio Abramo).

Os Editores

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Mário Pedrosa

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Esboço de uma análise da situação econômica e social do Brasil

Mário Pedrosa e Lívio Xavier

O modo de produção capitalista e a acumulação – e, por consequência, a propriedade privada capitalista – foram exportados diretamente das metrópoles para o Novo Mundo. A base do sistema capitalista é a expropriação da massa popular; mas, nas colônias, em geral, o excesso de terra pode ser transformado em propriedade privada e meio individual de produção. Tendo sempre o colono livre a possibilidade de tornar-se proprietário de seu meio de produção, isto é, podendo o trabalhador acumular por si próprio, torna-se impossível a acumulação e o modo de produção capitalistas. Ali está a contradição que a burguesia da metrópole deveria resolver – “o segredo de sua floração e de sua gangrena” (Marx). A dependência do trabalhador em relação ao capitalista, proprietário dos meios de produção, teve de ser criada por meios artificiais: a apropriação da terra pelo Estado, que a converteu em propriedade privada, e a introdução da escravidão indígena e negra; numa palavra, a colonização sistemática.

No Brasil, a acumulação primitiva do capital fez-se de maneira direta: a transformação da economia escravagista em salariado do campo se fez diretamente e o afluxo imigratório, que já começara antes da abolição da escravatura, teve como objetivo oferecer braços à grande cultura cafeeira. Produziu-se aqui, portanto, o que Marx chama de “uma simples troca de forma”. O Brasil nunca foi, desde a sua primeira colonização, mais que uma vasta exploração agrícola. Seu caráter de exploração rural colonial precedeu historicamente sua organização como Estado. Nunca houve aqui terras livres; aqui também não conhecemos o colono livre, dono de seus meios de produção, mas o aventureiro da metrópole, o fidalgo português, o comerciante holandês, o missionário jesuíta — que não tinham qualquer outra base a não ser o monopólio das terras. Sob uma forma peculiar de feudalismo, todos vinham explorar a força de trabalho do indígena adaptado e do negro importado.

A classe dos pequenos proprietários, fator da pequena produção, geralmente anterior ao regime capitalista e cuja expropriação é um dos fatores determinantes deste, não pôde se desenvolver na formação econômica do Brasil. O Estado brasileiro se caracteriza sempre por rígido esquematismo de classe. A sociedade monárquica sustentava-se com a exploração do braço escravo por uma minoria de donos da terra e a monarquia vegetou dois terços de século em meio à turbulência dos vizinhos do continente, prolongando, através da passividade burocrática, a vida de um regime político já caduco. Trabalho escravo, latifundium, produção dirigida pelos senhores de terra com a sua clientela, burguesia urbana e uma camada insignificante de trabalhadores livres, tanto nas cidades quanto nos campos – tais foram as particularidades que marcaram com a sua chancela a formação econômica e política do Brasil e da América Latina, onde, em geral, a ausência de uma agricultura organizada teve como consequência a luta pela terra contra o indígena e a luta contra o monopólio do comércio detido pela coroa da Espanha. ler mais

Lívio Xavier fotoLívio Xavier

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Mário Pedrosa, Lívio Xavier e as origens do marxismo no Brasil.

Ricardo Figueiredo de Castro

 O marxismo brasileiro ainda não é centenário. Apesar dos poucos brasileiros que citam e discutem superficialmente o “Mouro” no final do século XIX e nos primeiros anos do século XX, é apenas a partir dos anos 1920 que no Brasil, efetivamente, os ensinamentos de Karl Marx e Friedrich Engels, tornam-se ferramenta analítica de compreensão da realidade e de sua transformação.

Os primeiros e principais marxistas brasileiros eram então militantes do Partido Comunista, seção brasileira da Internacional Comunista (Comintern). Astrogildo Pereira (1890-1965) e Octávio Brandão (1896-1980) compunham o primeiro núcleo dirigente do partido e foram responsáveis pelas primeiras tentativas de utilizar o marxismo como instrumento de compreensão da sociedade brasileira. Coube, inclusive, a Brandão a primazia de redigir o primeiro texto marxista sobre a realidade brasileira e de sua via revolucionária, Agrarismo e industrialismo, publicado em 1926.

Alguns poucos anos depois, em 1930, Mário Pedrosa (1900-1982) e Lívio Xavier (1900-1988) publicam um ensaio que viria se tornar a primeira contribuição marxista para o estudo da história do modo de produção capitalista em terras brasileiras: Esboço de uma análise da situaçãoeconômica e social do Brasil.

O texto foi originalmente publicado no no. 6 do jornal A Luta de Classe, em fins de setembro de 1930, mas foi apreendido quando do levante armado iniciado em 3 de outubro e que levou Getúlio Vargas ao poder, a “Revolução de 30” – fato que impediu que tivesse uma ampla circulação e divulgação. Apesar disso, serviu de base às discussões internas do grupo ao qual Pedrosa e Lívio pertenceram, a Oposição de Esquerda brasileira e, certamente, tornou-se uma das bases do processo de amadurecimento de análises marxistas ulteriores da realidade brasileira, especialmente entre os trotskistas. O texto foi devidamente recuperado no final dos anos 1980 quando Dainis Karepovs e Fúlvio Abramo publicaram o importante Na contracorrente da história. Este livro recuperou uma tradução francesa do texto editada na França e a traduziu para o português.

Marcos Del Roio reconhece que, naquela conjuntura, esta foi “a mais consistente reflexão do ponto de vista marxista sobre a formação social brasileira.” O Esboço de uma análise sobre a situação econômica e social do Brasil apresenta uma análise que leva em conta conceitos como modo de produção, formação social, meios de produção, acumulação primitiva de capital, propriedade privada, expropriação dos meios de produção. Embora seja apenas um esboço explicitado no próprio título, esse trabalho consegue analisar minimamente as condições históricas concretas da introdução do capitalismo na formação econômica brasileira. Há, pois, nesse curto ensaio uma sensibilidade teórica em articular o abstrato do modo de produção com o concreto da formação econômica e uma preocupação em demonstrar a especificidade do capitalismo brasileiro em relação ao seu caráter universal. Além deste texto os comunistas da Oposição de Esquerda também publicaram outro importante texto, o Projeto de teses sobre a situação nacional (ABRAMO, KAREPOVS, p. 143-169), publicado em 1933.

Estes dois textos são duas das principais análises de intelectuais marxistas sobre o Brasil elaboradas nos anos 1930. O fato de terem sido editados por uma organização marginalizada pela história das esquerdas brasileiras e do texto de 1930 ser apreendido logo após a edição explicam, em parte, o virtual desconhecimento destas publicações por parte da memória e da historiografia das esquerdas brasileiras. lermais

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Tese e artigos

Estética e política em Mário Pedrosa (1930-1950), Marcelo Mari acesso
A crítica operária e a revolução de 1930, Angelo José Silva acesso
O Homem Livre: um jornal a serviço da liberdade (1933-1934), Ricardo Figueiredo de Castro     acesso
MP: um capítulo brasileiro da teoria da abstração, Otília Arantes acesso
Atualidade de Mário Pedrosa, Otília Arantes acesso 
Mário Pedrosa: anotações sobre sua trajetória intelectual, Rafael Elia acesso
MP, crítica da arte: debate nos anos 1950 e 2000, Sabrina Santa´Anna acesso
Vida da crítica, percursos de Mário Pedrosa, Gláucia Villas Boas, acesso
O Brasil dos trotskistas (1930-1960), Pedro Roberto Ferreira acesso
O comunista que falava alemão, Ricardo Figueiredo de Castro acesso
Os trotskistas frente à ANL e os levantes de 1935, Miguel Almeida acesso
A Frente Única Antifascista e o antifascismo no Brasil (1933-1934), Ricardo Figueiredo de Castro acesso
Mário Pedrosa político: vida e obra, Manolo acesso
A Luta de Classe: o Brasil pelo viés dos trotskistas (1930-1939), Glaucia Vieira Lisboa e Roberto Lisboa   acesso
O trotskismo no Brasil nos anos 1930: historiografia e fontes, G. Lisboa e R. Lisboa acesso
Os trotskistas brasileiros e a revolução de 1930, Michel Silva acesso
Na contracorrente da história (resenha)   acesso

Livro, documentos, sites

Mário Pedrosa e o Brasil, J. Castilho Neto (org.) acesso 
Mário Pedrosa, itinerário crítico, Otília Arantes acesso
Acervo Mário Pedrosa acesso
Biblioteca Lívio Xavier acesso
Centro de documentação do movimento operário M. Pedrosa (Cedem-Unesp) acesso

Vídeo 

Formas de Afeto, dir. Niva Galanternick

Poema

PERDA

Mário Pedrosa

Foi no dia seguinte. Na janela pensei:

Mário não existe mais.

Com seu sorriso o olhar afetuoso a utopia

entranhada na carne

enterraram-no

e com suas brancas mãos de jovem de 82 anos.

Penso – e vejo

acima dos edifícios mais ou menos à

altura do Leme

uma gaivota que voa na manhã radiante

e lembro um verso de Bürnett: “no acrobático

milagre do verão”.

E Mário?

A gaivota voa

fora da morte:

e dizer que voa é pouco:

ela faz o verão

com asa e brisa

o realiza

num mundo onde ele já não está

para sempre

E penso: quantas manhãs virão ainda na historia da Terra?

É perda demais para um simples homem.

(Ferreira Gullar, Toda Poesia)

Publicado em Autores Marxistas | Comentários fechados em Mário Pedrosa e Lívio Xavier

A Comuna de Paris

decreto 2

Significativa e relevante experiência social e política da luta dos trabalhadores e dos movimentos sociais populares pela construção do socialismo,  A COMUNA DE PARIS DE 1871 foi e continua sendo um objeto permanente de reflexão e inesgotáveis ensinamentos para todos que buscam a radical transformação do Estado e sociedade capitalistas. Por ocasião dos 142 anos de sua comemoração, os socialistas revolucionários de todas latitudes continuam afirmando que os valores, ideais e objetivos desta autêntica “fulguração na história” não deixam de ser atuais enquanto persistirem em todo o mundo as estruturas iníquas e opressivas da ordem capitalista e imperalista. Nas definitivas palavras de Lênin, “a causa da Comuna é a causa da revolução social, é a causa da completa emancipação política e econômica dos trabalhadores, é a causa do proletariado mundial. E neste sentido é imortal”.

Associando-se a todos que homenageiam a heróica luta de mulheres, homens e crianças que deram suas vidas na defesa da humanidade, marxismo21 nesta página divulga, predominantemente, trabalhos (artigos, vídeos de aulas e palestras, filmes etc.) sobre a Comuna de Paris publicados no país. Igualmente textos de clássicos do pensamento marxista são aqui divulgados.

A Comuna não está morta! VIVA A COMUNA DE PARIS!

Os Editores

Marx e Engels sobre a Comuna de Paris de 1871.

Na alvorada de 18 de março (1871), Paris foi despertada por este grito de trovão: VIVE LA COMMUNE! O que é, pois, a Comuna, essa esfinge que põe tão duramente à prova o entendimento burguês?

“Os proletários da capital – dizia o Comité Central no seu manifesto de 18 de março – no meio das fraquezas e das traições das classes governantes, compreenderam que chegara para eles a hora de salvar a situação assumindo a direção dos assuntos públicos… O proletariado… compreendeu que era seu dever imperioso e seu direito absoluto tomar nas suas mãos o seu próprio destino e assegurar o triunfo apoderando-se do poder.”
Mas a classe operária não se pode contentar com tomar o aparelho de Estado tal como ele é e de o pôr a funcionar por sua própria conta.

O poder centralizado do Estado, com os seus órgãos presentes por toda a parte: exército permanente, polícia, burocracia, clero e magistratura, órgãos moldados segundo um plano de divisão sistemática e hierárquica do trabalho, data da época da monarquia absoluta, em que servia à sociedade burguesa nascente de arma poderosa nas suas lutas contra o feudalismo.”

“Em presença de ameaça de sublevação do proletariado, a classe possidente unida utilizou então o poder de Estado, aberta e ostensivamente, como o engenho de guerra nacional do capital contra o trabalho. Na sua cruzada permanente contra as massas dos produtores, foi forçada não só a investir o executivo de poderes de repressão cada vez maiores, mas também a retirar pouco a pouco à sua própria fortaleza parlamentar, a Assembleia Nacional, todos os meios de defesa contra o executivo.”

“O poder de Estado, que parecia planar bem acima da sociedade, era todavia, ele próprio, o maior escândalo desta sociedade e, ao mesmo tempo, o foco de todas as corrupções.”
“O primeiro decreto da Comuna foi pois a supressão do exército permanente e a sua substituição pelo povo em armas. ler mais

Uma sintética cronologia de A COMUNA DE PARIS pode ser aqui acessada

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 A perspectiva das classes dominantes sobre a A Comuna e seus combatentes:

Que (Versalhes) transforme Paris num monte de ruínas, que as ruas se transformem em rios de sangue, que toda sua população pereça, que o governo mantenha sua autoridade e demonstre seu poder, que Versalhes esmague totalmente – seja qual for o custo – qualquer sinal de oposição a fim de dar a Paris e a toda França uma lição que possa ser lembrada e aproveitada pelos séculos que virão”.

Editorial de The New York Herald, maio 1871 (citado in La Commune de Paris 1871, excepcional filme de Peter WATKINS ).

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Textos clássicos do pensamento marxista

Marx (carta) Lenin 2
Engels Trotsky
Lenin 1 Brecht

vermelho

Trabalhos sobre a Comuna publicados no país:

Comuna de Paris: organização e ação, Camila do Valle acesso
Marx e Lenin sobre A Comuna de Paris, cap. dissertação, Rafael da Silva acesso
Marx e A Comuna de Paris, David Maciel acesso
A Comuna de Paris, partidos e movimentos sociais, Eliel Machado acesso
A Comuna de Paris: história e legado político, Milton Pinheiro acesso
A Comuna de Paris: uma fulguração na história, Caio N. de Toledo acesso
Marx e A Comuna de Paris, Marcos Del Roio acesso
A Comuna de Paris e a Revolução Russa, Mauro Iasi acesso
 A educação na Comuna de Paris, J. Claudinei Lombardi acesso
Comuna: uma educação emancipadora, K. Lucena e M. Grillo  acesso
Importância e atualidade da Comuna de Paris, Sílvio Costa  acesso
A Comuna de Paris e Revolução em Marx, Valério Arcary  acesso
A I Internacional operária e A Comuna de Paris, Osvaldo Coggiola  acesso
A Comuna de Paris no Brasil, Marcelo Badaró  acesso
O significado político da Comuna, Nildo Viana  acesso
Estamos aqui pela humanidade“, Paulo Barsotti  acesso
A Comuna de Paris e nós, Lúcio Flávio Almeida  acesso
A Comuna de Paris, Roberto Ponge  acesso
A Comuna de Paris, prelúdio das revoluções? Walmir Barbosa  acesso
 Louis Eugène-Varlin, João Alberto C. Pinto  acesso
Dossiê da Fundação Maurício Grabois (L. Martorano, A. Buonicore e outros)  acesso
Dossiê de Novos Temas (M. Pinheiro, J.Q. Moraes e outros)  acesso
Dossiê de Espaço Acadêmico (A. Ozai, E. Andrade e outros)  acesso
Dossiê revista PUC-VIVA (40) sobre A Comuna de Paris acesso
Dossiê PUC-VIVA (41) sobre A Comuna de Paris acesso

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Vídeos  sobre A Comuna de Paris 

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Marx e a Comuna, J. Paulo Netto

Gramsci e a Comuna, C. Nelson Coutinho

A Comuna e a ditadura do proletariado, J. P. Netto

A Internacional e a Comuna,O. Coggiola

A Comuna, proletários e democracia, V. Arcary

Marx, Bakunin e a Comuna, J. Bernardo

A Comuna e a transição ao socialismo, M. Pinheiro

Lenin e a  Comuna de Paris, R. Coutinho

A Comuna e o Marxismo, A. Carlos Silva

Comuna, Comunas, A. Ozai

Marx e a Comuna, L. Cotrim

A Comuna & América Latina, A. Mendes

Outras comunas virão, V. Gianotti

A Comuna e Lenin, J. Bocchi

A Comuna e seu contexto, R. Casas

vendome

Filmes sobre A Comuna de Paris

La Commune de Paris 1871, Peter Watkins

The New Babylon, Grigorii Kozintsev

La Commune de Paris, R Menegoz

Uma filmografia comentada sobre a Comuna pode ser aqui acessada ;

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Pesquisas sobre A COMUNA DE PARIS

* Extensa bibliografia, iconografia (cartazes, fotos, caricaturas etc.), vídeos, filmes, artes plásticas em torno da Comuna podem ser consultados na página de L´Association des Amis de La Commune de Paris 1871 ;

* Os últimos dias da Comuna

* Magníficas fotos (algumas delas comentadas por estudiosos) de vários momentos da Comuna podem ser aqui acessadas ;

* Por ocasião dos 140 anos da Comuna de Paris, colaboradores de marxismo21 criaram o blog Amig@s da Comuna no qual foram informadas as atividades sobre o episódio realizadas, em vários estados do Brasil, durante o ano de 2011; igualmente são divulgados materiais (artigos, vídeos e filmes) alusivos à heróica luta dos trabalhadores na Paris de 1871.

cp 2

 Homenagem aos Comunardos, Père-Lachaise, 25 de maio de 2013.

142 anos da COMUNA DE PARIS!

Publicado em Especiais | Comentários fechados em A Comuna de Paris

Imperialismo: teoria e crítica

marxismo21 examina nesta página a problemática do imperialismo, noção decisiva da crítica da economia política marxista. Tendo em vista a natureza e a especificidade do blog, são aqui divulgadas, na sua quase totalidade, matérias de autores brasileiros que discutem a teoria do imperialismo na versão dos clássicos do pensamento marxista e debatem os novos desafios colocados à essa teoria face as transformações do Estado e da sociedade capitalista contemporâneos. Vale sempre lembrar que os textos postados foram selecionados de publicações de esquerda, simpósios marxistas, bibliotecas digitais universitárias etc.

Os Editores

imperialismo guerra

Sobre a teoria do imperialismo

Interpretações clássicas do imperialismo, Eduardo Mariutti acesso
A gênese da teoria do imperialismo, Luis Fernandes acesso
Lenin, imperialismo e revoluções, Valério Arcary acesso
Nota sobre a teoria do imperialismo, Marcos del Roio acesso
Desenvolvimento desigual e combinado e imperialismo, Michael Löwy acesso
Imperialismo e capital financeiro, Larissa Veiga acesso
Imperialismo e capitalismo, Marcos del Roio acesso
Imperialismo e hegemonia, Ana Garcia acesso
O anti-imperialismo de Stalin e a questão chinesa  acesso

 rivera

Imperialismo hoje e sua presença na América Latina

Notas para o estudo do imperialismo tardio, Virgínia Fontes acesso
Notas sobre o imperialismo hoje, Wilson Cano acesso
Teorias do imperialismo e da dependência & a financeirização do capitalismo contemporâneo, Marisa Silva Amaral acesso
Guerra e dominação imperialista, Jorge Beinstein acesso
Império, guerra e terror, J. Quartim de Moraes acesso
Imperialismo e anti-imperialismo no séc. 21, Lúcio F. de Almeida acesso
Teorias do neoimperialismo, Alex Fiuza acesso
Imperialismo e teoria dos ciclos longos, Gilson Dantas acesso
Acumulação, centralização e imperialismo na AL, Cristiano M. da Silva acesso
Imperialismo contemporâneo: Notas, Virgínia Fontes acesso
Imperialismo e internacionalização dos mercados latino-americanos nos anos 1950, Fábio A de Campos acesso
Imperialismo, dependência e revolução na AL, João P. Hadler acesso
Imperialismo e democracia na AL anos 90, Eliel Machado acesso
Imperialismo e subimperialismo brasileiro? C. Bugiato e T. Berringer acesso
Sobre “Brasil: capital-imperialismo”, Iraldo Matias acesso
Imperialismo na Venezuela, Mariana Lopes acesso

imperialismo usa

 “Globalização” e teoria do imperialismo

Globalização e ultraimperialismo. L.A. Moniz Bandeira acesso
Globalização e imperialismo, Edmilson Costa acesso
A mundialização imperialista, Marcos Del Roio acesso
Globalização: nova fase do capitalismo? Jorge Miglioli acesso
Globalização e imperialismo, Octavio Ianni acesso
Miragem global e imperialismo, J. Quartim de Moraes acesso
Globalização ou imperialismo? Paulo Tarso Soares acesso

 Livros sobre a questão do imperialismo

O Brasil e o capital-imperialismo, Virgínia Fontes (texto completo do livro) acesso
Apresentação de “Imperialismo, etapa superior do capitalismo”, V. I. Lenin, por Plínio Arruda Sampaio Jr. acesso

Trabalhos acadêmicos

Teorias do imperialismo e da dependência, Marisa Silva acesso
O imperialismo: os teóricos precursores e o debate contemporâneo, Paulo S. Souza acesso

 VÍDEOS

Che: Sobre o imperialismo

A guerra contra a democracia

EUA e Palestina

A verdade sobre os piratas da Somália

 

Publicado em Temáticos | Comentários fechados em Imperialismo: teoria e crítica

Ruy Mauro Marini

A obra e a contribuição teórica de Ruy Mauro Marini (1932-1997) são os temas desta página de marxismo21. Abre este dossiê um artigo do autor sobre os impasses e os desafios que, hoje,  se colocam na retomada da luta pelo socialismo. Por sua vez, Carlos Eduardo Martins, professor da Universidade Federal do Rio do Janeiro e empenhado estudioso da obra de Marini – num breve texto elaborado especialmente para o blog – busca sintetizar as principais contribuições teóricas do cientista social brasileiro para o pensamento crítico na América Latina. Outros textos de Marini, informações de acervos e fontes para o conhecimento de sua obra, artigos e trabalhos acadêmicos completam este conjunto de materiais em torno do cientista social que – talvez pelo caráter comprometido e revolucionário de sua obra – ainda permanece ignorado e pouco debatido, inclusive  nos meios intelectuais e acadêmicos de seu país. Prova eloquente disso é a singular observação: se alguns textos de Ruy Marini (ou alusões à sua obra) se encontram em revistas brasileiras de esquerda, inexiste um único artigo desse autor (ou sobre sua extensa produção intelectual) em revistas universitárias do país.

Agradecendo a colaboração de Carlos Eduardo Martins, deve ser creditado a Danilo Martuscelli, membro do comitê editorial de marxismo21, a organização deste dossiê.

Editores

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Duas notas sobre o socialismo *

Ruy Mauro Marini

A crise em que o movimento socialista ingressou desde meados da década passada, especialmente no Ocidente, pode ser objeto de duas considerações. A primeira consiste em não perder de vista que essa crise é parte de um processo teórico e prático no qual se articulam os distintos movimentos que, no plano das idéias e da luta social e política, realizaram a crítica do capitalismo como modo de organização da vida social. De Sismondi à esquerda ricardiana, de Owen a Marx, de Kautski e Hilferding a Lenin, Rosa Luxemburgo, Trotski e Gramsci, a teoria socialista revelou os fundamentos da economia capitalista e da sociedade burguesa; evidenciou a perversidade estrutural e a expropriação do trabalho social que elas propiciam, e armou ideologicamente os povos que contra elas lutaram.

Têm sido muitos esses povos, desde os operários parisienses de 1871 e os destacamentos operários-camponeses da Rússia até as massas espoliadas da China, Cuba, Vietnã, Angola, Nicarágua. Mais de um terço da humanidade optou, em seu momento, pela recusa ao capitalismo e em favor do desenvolvimento social orientado para a supressão das desigualdades de classe e para a implantação de uma democracia radical de massas. Sob essas bandeiras, e ainda suportando o isolamento e as agressões

internacionais, partindo de um atraso econômico e social sem paralelo entre as potências ocidentais, a União Soviética conquistou, em pouco mais de trinta anos, uma posição destacada no cenário mundial. Em todos os países que tomaram esse rumo, as necessidades básicas da população em matéria de educação, saúde e alimentação se viram satisfeitas e acabaram as agruras e o desemprego.

Portanto, não é fácil apagar o socialismo da memória dos povos e muito menos convencer a imensa maioria da humanidade, para a qual a solução dessas questões aparentemente elementares ainda continua pendente, de que o socialismo foi somente um equívoco dos que não haviam compreendido que a história acabou. Para esta humanidade explorada e carente, a história nem sequer começou. O camponês do Nordeste do Brasil tenta ingressar nela todos os dias, amontoando-se em paus-de-arara que o conduzem às regiões mais prósperas do Sul, para descobrir, nas favelas do Rio de Janeiro ou de São Paulo, que continuam lhe negando a entrada.

A segunda consideração referente ao que se passou com o socialismo implica perguntar se a crise do chamado “socialismo real” ou, mais precisamente, europeu, invalida e encerra essa busca de formas superiores de organização social, a que assistimos há quase dois séculos, ou apenas representa mais um desses momentos de autocrítica radical que marcam a história do socialismo e dos quais este ressurgiu com uma criatividade renovada. Foi assim após a derrota da Comuna de Paris e a dissolução da Associação Internacional de Trabalhadores que, em pouco tempo, foram seguidos pela difusão do socialismo na Europa e a fundação da Segunda Internacional. Foi assim quando, face aos acontecimentos da Primeira Guerra Mundial e a divisão da Segunda Internacional, se assistiu à primeira revolução socialista vitoriosa na Europa e à criação da Internacional Comunista. Foi assim depois de Ialta, quando, insurgindo-se contra os limites que lhes foram impostos pelo compromisso estabelecido entre Estados Unidos e União Soviética, os iugoslavos e os chineses proclamaram seu direito à revolução socialista. Foi assim na América Latina, até que o povo cubano rompesse com supostas improbabilidades teóricas e geográficas e, em todo o mundo, até que o Vietnã apontasse com o dedo a nudez do imperialismo.

É porque sabia disso que Marx pôde comparar a revolução socialista com a toupeira, que passa boa parte de sua vida trabalhando as entranhas da terra. É por isso, também, que, em períodos como este, ele afiava a arma de sua crítica, dedicando-se à sua principal obra, ao mesmo tempo que se comprometia inteiramente com as novas formas que, com os partidos operários, assumia o desenvolvimento do socialismo na Europa. Guardadas as proporções, este é o exemplo que nos deve inspirar. ler mais

* Texto publicado em Lutas Sociais, vol. 5,  1998.

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O legado de Ruy Mauro Marini para as Ciências Sociais

Carlos Eduardo Martins

Ruy Mauro Marini foi um dos principais cientistas sociais latino-americanos. Sua obra é marcada por uma profunda criatividade que se expressa no rigor do uso dialético do método marxista para compreender a realidade latino-americana e o desenvolvimento da economia mundial. Ao fazê-lo, o autor redefine as leis gerais da acumulação do capital desdobrando as categorias abstratas na realidade concreta, seguindo o plano de Marx nos Grundrisse, onde este nomeava cinco níveis de aproximação do pensamento à realidade para reconstituí-la como concreto espiritual: a) as categorias básicas da realidade (território, população etc); b) a definição das principais categorias internas da sociedade burguesa (capital, trabalho e renda da terra) c) a síntese destas relações no Estado; d) as relações internacionais de produção; e e) o mercado mundial e as crises.

 Partindo de uma totalidade mais ampla do que a teorizada pelo pensamento eurocêntrico, que via a Europa Ocidental a partir de suas relações internas e o mundo como um espaço a ser ocupado por seu desdobramento externo, Marini inclui no conceito de economia mundial, as relações internacionais de produção e o mercado mundial, inscrevendo aí centro, periferia e os países socialistas. No âmbito destas relações se constitui o padrão mundial de reprodução do capital e o lugar que nele ocupa a América Latina e seus países, ou a Europa Ocidental e os Estados Unidos, por exemplo. Entre os temas que o autor abordou em sua obra estão o capitalismo dependente e sua especificidade, as questões da transição ao socialismo, o balanço do pensamento social latino-americano e a análise dos processos de globalização.

Em sua análise do capitalismo dependente, o autor desenvolve conceitos de enorme fecundidade para a interpretação dos processos de acumulação de capital na América Latina. São os conceitos de superexploração do trabalho, subimperialismo, Estados de contra-insurgência e Estados de quarto poder.

O conceito de superexploração do trabalho designa a queda dos preços da força de trabalho por debaixo de seu valor e pode ocorrer através de três mecanismos:  redução salarial, elevação da intensidade de trabalho ou aumento da jornada de trabalho, ambos sem o aumento da remuneração equivalente à maior utilização e desgaste da força de trabalho. Segundo Marini, a superexploração é o resultado de compensações que visam neutralizar transferências de mais-valia dos capitais de menor intensidade tecnológica para aqueles que desfrutam de situação monopólica. Estas transferências se originam nos processos de concorrência inerentes à circulação do capital e são impulsionadas, principalmente, pela mais-valia extraordinária, mas também pelos preços de produção. A mais valia-extraordinária assume uma forma intersetorial concentrando progresso técnico no segmento de bens de consumo suntuário e criando demanda para a expansão de suas mercadorias pela substituição de força de trabalho por maquinaria. Desta forma, sustenta os seus preços, apesar de desvalorizar individualmente o produto.

No capitalismo dependente, a mais-valia extraordinária, objetivo por excelência do capital, assume forma extrema pela associação tecnológica entre o grande capital local e o capital estrangeiro. Estabelece-se com isso uma dupla forma de apropriação de mais valia: a) no âmbito da economia dependente, que incide sobre as médias e pequenas burguesias em favor dos monopólios tecnológicos e financeiros internos; b) da economia dependente para a economia internacional, em função do intercâmbio desigual, das remessas de lucros, dos pagamentos de juros e amortizações da dívida, fretes internacionais e serviços de diversos tipos, que representam diversas formas de transferências de mais-valia para monopólios internacionais.

Estas formas de apropriação de mais-valia na economia dependente implicam a reação da média e pequenas burguesias para manter suas taxas de lucro via superexploração do trabalho, uma vez que não conseguem neutralizá-la via desenvolvimento tecnológico. Neste sentido, restringem relativamente ou absolutamente a produção de bens de consumo necessário, reorientando parte da mesma para o setor de bens de consumo suntuário onde está concentrada a mais-valia extraordinária. Tal expediente significa um processo de monopolização e destruição de capitais no segmento de bens de consumo necessários, ao tempo que cria um padrão de específico de regulação do mercado de trabalho, de que se aproveita a burguesia monopólica, uma vez que os setores que estão abaixo das condições médias de produção e condicionados pela situação monopólica, são os responsáveis pela maior parte da geração de empregos. ler mais

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Fontes para pesquisar a obra de Ruy Mauro Marini 

Ruy Mauro Marini – Memória
Acervo Ruy Mauro Marini
Escritos de Ruy M. Marini
Intérpretes do Brasil

Textos de Ruy Mauro Marini

Estado na América Latina 
 Sobre o socialismo
Desenvolvimento e dependência
Dialética da dependência
A dialética do desenvolvimento capitalista no Brasil
Da ditadura à democracia 1964-1990
El experimento neoliberal em Brasil
La universidad brasileña
A revolução cubana: uma reinterpretação

 

Textos sobre aspectos da obra de Ruy M. Marini

A atualidade do pensamento de Ruy M Marini, Pierre Salama  acesso
O pensamento social e atualidade da obra de RMM, C. Eduardo Martins  acesso
A interpretação marxista de Ruy Marini, Adolfo Wagner  acesso
Estado no pensamento político de Ruy Mauro Marini, José C. Mendonça  acesso
Superexploração do trabalho e acumulação de capital, C. E. Martins  acesso
A superexploração da força de trabalho no Brasil, Mathias S. Luce  acesso
A atualidade do conceito de superexploração do trabalho, Fábio M. Bueno e Raphael Seabra  acesso
A teoria do subimperialismo brasileiro, Fábio M. Bueno e Raphael Seabra  acesso
 O atual resgate crítico da teoria marxista da dependência, Marcelo Carcanholo  acesso
A trajetória da teoria marxista da dependência no Brasil: um não-debate, Fernando Prado  acesso
A economia política do subimperialismo, Mathias S. Luce  acesso
La dependencia a debate, Roberto López  acesso
RMM: dependência e intercâmbio desigual, João Machado  acesso

 Trabalhos acadêmicos em universidades brasileiras

 A teoria do subimperialismo em Ruy Mauro Marini, Mathias Luce acesso
O capitalismo dependente brasileiro:  o debate entre Fernando Henrique Cardoso e Ruy Mauro Marini acesso
Um estudo sobre a vertente marxista da dependência, Maira Bichir acesso

Duas obras recentes sobre a obra e vida de Ruy Marini

A América Latina e os desafios da globalização, vv. aa.

Ruy Mauro Marini: vida e obra, R. Traspadini e J.P. Stedile

 

April 26, 2014

We are intrigued by the Lawrence & Wishart statement on the Marx Engels Collected Works published on April 25, 2014 via their web site. The reaction of the “Marxist community” at large has been wholly negative to the actions — completely legal — by L&W, asking the Marxists Internet Archive to take down the L&W copyrighted material. We would have preferred they allow us to continue to keep them on line. These first 10 volumes were published between 1975 and 1978. L&W have undoubtedly recovered their costs and then some from these early editions.

All users of the MIA and readers of L&W material should be aware that the MIA have stayed clear from the recent grass roots campaigns that were organized by thousands of leftists and Marxists in response to L&W’s demand. We have never suggested that other translations of Marx and Engels that are in the public domain are under threat by L&W. We have assured readers that a large portion of these writings are in the public domain and will remain on the MIA web page. Others outside of MIA’s collective of volunteers may have been “spreading panic” (though most get what is going on by now), but not us; the MIA collective itself is fully aware of what is demanded by L&W. But we do have a political difference with L&W over the MECW and the issue of institutional prerogatives that we feel should be known and discussed publicly.

Firstly, we praise Lawrence & Wishart, International Publishers and Progress Publishers for venturing into this project in the early 1970s, resulting in the MECW. It is, and continues to be, a phenomenal contribution to the history of the workers movement generally and to Marxism specifically.

However, the L&W staff write:

We are currently negotiating an agreement with a distributor that will offer a digital version of the Collected Works to university libraries worldwide. This will have the effect of maintaining a public presence of the Works, in the public sphere of the academic library, paid for by public funds. This is a model of commons that reimburses publishers, authors and translators for the work that has gone into creating a book or series of books.”

We disagree. Removing them from generalized Internet access and bouncing the MECW ‘upstairs’ into the Academy is the opposite of “maintaining a public presence of the Works.” It restricts access to those having current academic status at a university that is subscribing to the service. This is the same as for readership of learned journals. It is not public access. This is the opposite of the general trend toward making things available for free on the Internet. What L&W argues is truly a cognitive disconnect of major proportions. It also destroys the enhanced functionality which MIA gave to the MECW material, embedding it with the writings of other Marxists.

The MIA existed from the get-go because we wanted to open up the privileged, access-only libraries at universities — where the writings of Marx and Engels were mostly lodged — and make them available to anyone with a dial-up modem (the prevalent form of internet connection in the 1990s). The Internet, far from being simply a “… consumer culture which expects cultural content to be delivered free to consumers…” as L&W argues, is a new media for information.— Specifically, the history of the workers movement should in fact be “free.”

By making these works free, we have vastly increased access to these important writings everywhere in the world and by virtually anyone in the world. Hitherto, the restrictive and cost-prohibitive published versions of these works prevent those who would benefit most from using them from any access whatsoever. Putting them online at a university-only setting only ghettoizes them to the elite with access to such an institution. Which is not “public” by any means.

L&W’s statement suggests that allowing the MIA to continue to put up volumes 1 through 10 of the 50 volumes would significantly impact L&W’s finances in a negative manner. It’s unclear if this was already the case as far back as nine years ago when L&W granted us permission to put online these works in the first place or this is a new revelation. L&W writes “It makes no profits other than those required to pay a small wage to its very small and overworked staff, investing the vast majority of its returns in radical publishing projects, including an extensive and costly (to L&W) programme of free e-books. Without L&W and the work which its employees have invested over many years, the full collected works of Marx and Engels in English would not exist. Without the income derived its copyright in these works, L&W would not exist.

It remains unclear what kind of income L&W derives from the sales of the volumes of MECW and how much it obtains from sales of more contemporary authors. Publication by the MIA does not compromise income to L&W from licensing use of the material in commercial publications. In fact, there is no doubt that MIA enhances this income. There is no doubt that the masses of the students of Marxism owe L&W a lot for their publishing efforts, however. But now, L&W is literally asking the world, to not use the Internet for these first 10 volumes of the Works but to have to travel to universities in order to study or even casually look at these writings. These writings, the translations of which were paid for by L&W, International Publishers and the state supported Progress Publishers, do in fact belong, politically, to the world and not an institution; not in a legal sense, but in moral and political senses. Moreover, L&W knows this. The MIA would be the first group to support the cost recovery of the publishing efforts for MECW. It is highly likely that this effort, started 40 years ago, has more than paid for these volumes. Note: the MIA is not demanding or asking for all the MECW, but these first 10 Volumes, to be placed for all to see and use. We believe that yes, this is more important than the institutional prerogatives of one publishing house.

It is true that L&W is in the tradition of other communist & leftist publishing houses. That tradition, by and large, provided inexpensive, shortened versions in pocket-book form of the writings of Marx, Engels and Lenin. This particular tradition went by the wayside a long time ago. Though we commend L&W for publishing in free e-book format (as does the MIA) the point was to distribute to workers and youth the works in question, not to restrict their use by higher and higher prices and taking away an easy access to them. The point of any communist publishing house, which the MIA lives up to, is to assure the widest distribution of these works, not, again, to restrict them. That is the opposite of communist publishing. The money spent on publishing should be recovered. We have no disagreement on this. We even defend this and advocate it. But this is not what is at question here.

We also don’t believe that allowing access to these first 10 volumes is something that would hinder sales, either of the first 10 volumes or the future digital distribution to universities that L&W is suggesting is its target consumer. We think in fact — and this is born out by discussion in the publishing world — that allowing free Internet access to some of these works would actually increase sales, not hinder them. The MIA have played a role in publicizing and supporting such sales in such a case as this and would welcome discussions on how we could continue working along these lines. It should be noted that many volumes of the entire MECW are in fact sold in excellent condition by many used booksellers. Do these cut across L&W sales? Likely they do. Thus, this digital product of L&W wants to offer universities is at best a niche product and wouldn’t help sales of their hard copy volumes of the MECW. It is in fact a completely different product only competing itself with the existing stocks of full priced volumes of the MECW.

We hope to continue this discussion.

David Walters, on behalf of MIA

 

 

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